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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Visitar Banksy

19.06.19 | asal

Levados pela fama e pelos anúncios de mais uma Exposição na Cordoaria Nacional, onde sempre acontecem grandes eventos, lá fomos nós na tarde de sábado para conhecer mais um artista carregado de notoriedade, desde logo pela sua identidade desconhecida e depois pelo arrojo e irreverência da sua obra.

Diz-se que é britânico, que começou a distinguir-se como artista de rua pintando graffitti nas cidades de Bristol e Londres, mas que alguém começou a apreciar, vendo ali uma originalidade de comunicação que do anonimato passou à fama, de perseguido passou a ser protegido. 

Não vende os seus quadros, os de rua e os de estúdio, mas alguém os compra e agora há já colecionadores que expõem as suas obras, como é o caso desta exposição em Belém, quase toda de um único proprietário.

Banksy apresenta-se como artista que comunica sugerindo, surpreendendo nas imagens, brincando com as situações.

Percebe-se que defende a sua e nossa liberdade, não gosta de ser oprimido (não acham que já há leis a mais?!), é contra o capital e os regimes ditatoriais, considera o consumismo uma balela que nos faz correr atrás da felicidade por caminhos enganosos que apenas nos enchem de vazio. Ele brinca tanto com as situações comerciais que chega a armadilhar um quadro vendido num leilão com um corta-papéis e que se vai desfazendo em fitas após ser comprado, para espanto da assistência!

Percebe-se também nesta exposição uma acérrima defesa dos palestinianos, massacrados pelo estado judaico. Várias pinturas presentes aproveitam as condições da vida na Palestina para sonhar com a liberdade contra os muros, pela alegria contra o medo e pelo sonho contra as proibições.

O artista não tem de dizer tudo. Pertence a cada um de nós olhar, interpretar e tirar conclusões, quanto mais não seja sentir que algo de novo se passou naqueles tempos da visita, um grande gosto ou um grande tédio...

Para mim, foi um imenso gosto que trouxe novidade.

 António Henriques

NOTA: Os 2,30m do vídeo seguinte são a minha visão da exposição, que não esgota a imensidão de sugestões que os olhos vão contemplando. AH

                                                                    ver em ecrã completo

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