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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Um simples telefonema - 2

29.03.21 | asal

Eu só sei chorar de alegria! É o que me apetece fazer agora... Então, não é que o amigo Manuel Pereira, em vez de andar a apanhar umas paveias de mato, andar a resolver os muitos problemas pessoais ou a acabar de construir o último prédio ali para Mem Martins, anda a arrebanhar malta para o ANIMUS SEMPER?!

Cá vai outro telefonema do Manuel, que tem o condão de despertar memórias e boas vontades, a que correspondeu o Fernando Leitão com a sua riqueza de vida e estilo inconfundível. 

Obrigado aos dois pela bonomia dos gestos e pelos sentimentos que partilham. AH

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                      Foto: Os três em Aveiro(Fernando, Antonieta e eu)

O meu condiscípulo do Gavião, Manuel Pereira, acaba de me retribuir os votos de Feliz Páscoa 2021 e convida-me a ler a crónica inserta em animus semper. Assíduo que sou à sua leitura, esta tinha-me passado ao lado.

E lá vem o amigo Pereira, de Escalos de Baixo, a dar um salto até ao Gavião, a lembrar as fintas no jogo da "barra-bandeira" e a recordar outros colegas: o Rito, o Robalo. Quando os deixei lá a caminho de Alcains, esse ano de separação foi penoso. Éramos um grupo envolvido em solidária amizade, retomada que foi no ano seguinte, quando eles deixaram o Alentejo e regressaram à sua Beira-Baixa, bem perto de suas terras de origem.

Regressando ao Gavião, onde entrei em 46 com muitos outros colegas, na altura em que nos despedíamos dos pais, muitas lágrimas vi em companheiros, em mim elas tinham sido todas derramadas no recente falecimento de minha mãe.
E falou-se no Pe. Domingos, um sacerdote que me marcou nessa minha adolescência, a par de um outro - o Reitor do Seminário de Cernache com papel relevante na minha catequese. 
Tendo ficado órfão de mãe, meu pai ficara com outros 4 filhos a cuidar, razão pela qual só regressava nas férias grandes ao convívio familiar. Essas férias no Gavião foram sofridas, ao ver-me só numa camarata. Numa manhã acordo com travesseira alta e descubro que por debaixo tinha alguns bolos. Só poderia ter sido a bondade do Pe. Domingos, que, com o Cónego Falcão e o D. Domingos (Bispo de Portalegre e C.B. que lá vivia), eram os únicos aí residentes.
Era eu coadjutor de São Vicente em Abrantes quando, numa viagem a Portalegre, fiz paragem no hospital do Gavião para o visitar nesses derradeiros dias de sua vida.
Também falas, António Henriques, em quase certa a colaboração do amigo Pereira na publicação anunciada do livro sobre Seminário de Alcains. Eu sei que ele marcará presença com sua generosidade. Sensível ao teu apelo, vou também reforçar o meu contributo com direito a 2º livro para oferecer a um companheiro para reviver esses tempos aí vividos.
Feliz Páscoa e um abraço.
 
Fernando Leitão Miranda
 

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Para saberem quem é o Manuel Pereira, olhem-no em genuflexão (palavra de outros tempos!!!) e t-shirt clara, ao lado do Zé Ventura, num grupo de caras amigas à frente da Parreirinha de Carnide. E à direita, o nosso tesoureiro - o Martins da Silva.

 
NOTA 1: Aí está uma boa ideia: requisitar mais um ou dois livros com uma segunda oferta. Vou dizer ao Florentino para registar os nomes.
NOTA 2: E não é que, quando eu estava a escrevinhar estas NOTAS, me telefona o Martins da Silva a comunicar mais duas ofertas, uma do António Lopes Xavier a fazer segunda oferta para receber dois livros e outra do Bernardino Mateus, com tanta generosidade que também merece um segundo livro!
Assim vai a nossa campanha... AH