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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

UM MISTO DE SAUDADE E DE MÁGOA...E UM DESAFIO

26.05.18 | asal

       Um misto de saudade e de mágoa...e um desafio do Florentino.sample

                     Ousado...ou talvez não!

                     Só que as obras são sempre um bico de obra!

  

 

Encontro de Portalegre

…em Portalegre cidade…

Já alguns amigos se referiram ao nosso último encontro no seminário de Portalegre. A todos agradeço a sua preciosa partilha, recordando este inesquecível dia.

Por mim, destacaria alguns momentos altos que mais me tocaram nesta grande confraternização entre alunos mais novos e mais idosos.

Inicio pelo livro que me foi dado a conhecer, logo que cheguei, onde se recordam os nossos estimados professores, já falecidos. Páginas repassadas de saudade, relativas à valorização que cada aluno guarda, da sua formação global. A leitura e releitura destas preciosas páginas serão sempre uma fonte inesgotável e duradoura de prazer. Escrito a várias mãos, mas unidos no mesmo propósito, o que nele se ressuscita são momentos marcantes nas nossas memórias juvenis.

Destaco ainda o maravilhoso coral “Stella Vitae” que animou a celebração da Eucaristia, na capela do seminário, onde tantas vezes nos reunimos, para cantar e rezar em gregoriano, nas missas solenes dominicais. Quão lindíssimas peças ainda permanecem na nossa memória! Só lamentamos que a acústica da capela nos privasse da homilia do padre Bonifácio, sempre tão profundo e oportuno.

Não esqueço ainda o agradável convívio, proporcionado por uma magnífica refeição, servida no majestoso refeitório, onde nos deliciou uma sopa de cação, tipicamente alentejana, com cheiro e sabor tão agradável.

Realço ainda a declamação do tão conhecido poema de José Régio, sobre a cidade de Portalegre, na voz do exímio declamador e estimado amigo, João de Oliveira Lopes. Saboreando cada palavra do poema, soube deliciar o nosso grupo que o aplaudiu exuberantemente. Será difícil esquecer este tão elevado momento poético.

Recordo ainda a revisitação que me foi dado fazer a cada canto, daquela “velha casa, grande e bela, onde morámos nela”. Um sentimento, misto de saudade e de alguma mágoa, devido ao mau estado de conservação em que encontrei o vetusto edifício, a rondar os 70 anos.

Sublinho ainda o trabalho meticuloso e hercúleo do Pe. Bonifácio, no que diz respeito à sua missão de arquivista da diocese. Embora ainda não finalizado o trabalho, já dele se pode usufruir muitos benefícios, relacionados com futuros trabalhos de investigação relativos à história diocesana.

Por último, gostaria de lançar um desafio a todos os antigos alunos que aqui viveram e ainda amam este edifício neogótico, de sabor medieval, para um esforço, a favor do restauro das imagens da principal capela do seminário. Sentimos alguma dor, ao observarmos alguns dos anjos acrobatas e outras figuras dos santos, já feridos pelo desgaste do tempo. Aqui fica o nosso desafio.

Florentino Beirão

 

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