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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

UASP - aderir ou não?

07.03.19 | asal

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Aquando do Encontro de Alfragide em fevereiro, já se falou da UASP, o acrónimo da União das Associações de Antigos Alunos dos Seminários de Portugal.

Estamos a propor uma conversa entre todos para sabermos da sensibilidade de cada um de nós em aderirmos ou não a esta federação. E para que o façamos com algum conhecimento, aqui ficam uns apontamentos.

1 – O que é a UASP?

Como já disse, a UASP congrega as associações dos alunos dos seminários portugueses, quer diocesanos quer das congregações religiosas. Nasceu em 2011 por ereção canónica e em 2012 por reconhecimento civil. A anteceder estes atos, realizou-se em 2009 o I Congresso de Antigos Alunos, cujas atas foram reunidas em livro (“Seminários – da Memória à Profecia. 1.º Congresso de Antigos Alunos”), onde transparece o muito que os seminários fizeram «na educação de cristãos e cidadãos. Do último século, por exemplo, dificilmente se poderá fazer a história do nosso país sem contar com o seu contributo». Nesse livro, regista-se o número de 70.000 os que frequentaram os seminários durante o séc. XX. A propósito, pude ler que foram 1320 os que frequentaram os nossos seminários entre 1929 e 1979, dados enviados pelos nossos conhecidos João Heitor e Joaquim Nogueira, como consta do livro.

Presentemente, a UASP representa esta multidão de alunos perante a sociedade civil e perante a Igreja. Reúne hoje 12 associações, sendo 8 diocesanas (em 15) e 4 religiosas (em 20 que existem). Acontece que, pelos seus estatutos, só as associações com existência legal podem ser membros da UASP. E muitas, como acontece com a dos alunos da diocese de Portalegre e Castelo Branco, apenas existem como associações informais.

Nos estatutos da UASP, estas associações informais podem inscrever-se como Observadoras, com direito a palavra, mas sem direito a voto, pagando uma quota anual de 100 €.

2 – Nós e a UASP

Sabemos que houve colegas que participaram no Congresso de 2009, como o João Oliveira Lopes. E o namoro existe, possivelmente porque uma das associações dinamizadoras é a de Braga, a cujos encontros não falta o nosso bispo, o Sr. D. Antonino. E há dois anos, num magusto da Senhora da Rocha, também fomos abordados pelo António Agostinho, da direção da UASP e da associação de Leiria, que já queria que fôssemos nós a organizar em Portalegre um encontro da UASP, para os seus elementos se enriquecerem com as realidades do Alto Alentejo numa jornada cultural. Dissemos “não” por não termos condições humanas para pôr de pé tal iniciativa. Curiosamente, ficou registada numa das atas esta informação: «Ficou-se a saber que, por dificuldades que a interioridade impõe, não será possível levar a cabo as jornadas culturais deste ano em terras de Castelo Branco e Portalegre, uma vez que os antigos alunos daquelas lonjuras procuraram destinos menos agrestes e com melhores oportunidades de emprego que escasseiam por aquelas bandas. Na sua maioria, para locais menos inóspitos quanto à rudeza do trabalho do campo e de climas mais suaves».

3 – O que faz a UASP?

Do nosso conhecimento, sabemos que a UASP organiza anualmente jornadas culturais, privilegiando a formação. Já participei num fim de semana em Fátima, onde pude ouvir bons mestres sobre a «O acesso à experiência da fé, hoje».

Privilegia também o contacto com outras comunidades, em passeios/visitas de estudo e cooperação, num projeto a que deram o nome de «Por mares dantes navegados». Este ano, foram até Angola.

Assinalo ainda a sua participação num capítulo do importante livro do “Círculo de Leitores” - «PORTUGAL CATÓLICO. A BELEZA NA DIVERSIDADE» (2017), com o tema “Os antigos alunos dos seminários na Igreja e na sociedade”, da autoria do mesmo António Agostinho.

4 – O que acham?

Na conversa que tive em Fátima com o P. Armindo Janeiro, assistente do movimento, para aderirmos temos de enviar um pedido de adesão à UASP com a assinatura de um número significativo de antigos alunos, uma vez que a Comissão não foi eleita para tal e legalmente não existimos.

Pessoalmente, acho que a opinião de muitos seria bem-vinda antes do Encontro da Sertã. Estão dispostos a opinar?

Aqui deixo o repto.

António Henriques