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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Romaria da Senhora do Almortão

20.04.21 | asal
No domingo, foi a missa da festa transmitida pela TVI. E hoje vi os apontamentos do Mário. Aqui vão eles! O P. Adelino foi espetacular a falar e a cantar!  Da TVI copiei algumas imagens. AH

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Curiosidades
 
Quem não é da Idanha é natural que não conheça. A festa são três dias. Domingo de São Romão, Segunda de Romaria e Terça Feira para as pessoas em sofrimento.
No primeiro dia, ia-se para o cais (rua balcão frente à Casa do Marquês) ver passar os romeiros nos carros e animais enfeitados. O domingo de São Romão também era conhecido como dia do fogo. A noite era de muito folguedo. Quem vinha de longe dormia no terreiro e a parte religiosa era a missa e havia muitos sermões, pois as pessoas faziam promessas a Nossa Senhora e ao São Romão, sermões.
No segundo dia, o dia da Romaria, era a festa religiosa (missa e procissão), a que se seguia a merenda debaixo de uma azinheira das redondezas do terreiro. Da merenda faziam sempre parte os pastéis de bacalhau e os ovos verdes. O resto dependia das posses da família. Era o momento grande das famílias e do convívio.
Após o repasto, bem comidos e bebidos, as pessoas espalhavam-se pelo recinto a fazer compras: amêndoas, santinhos e coleiras de pinhões, bem como adquirir uma imagem e uma flor para enfeitar o burro, que fazia parte integrante do ritual. Durante toda a tarde, grupos de peregrinos cantavam em redor da capela. No fim da tarde, havia a despedida.
A despedida mantém-se ainda hoje e até com mais relevo, mas os grupos de peregrinos em redor da capela perderam força e foi em parte substituído pelos cânticos a nossa Senhora no Alpendre. O Sr. Padre Adelino e o Sr. João Carreiro anunciam a quadra seguinte e, ao toque de inúmeros adufes, o entusiasmo dos cantores não esmorece. Por vezes, o cansaço das vozes é já visível.
Quem não ia à romaria, por qualquer razão, ia no final da tarde ver o regresso dos romeiros às suas terras.

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O terceiro dia era um dia mais reservado, mais silencioso. Quase poderíamos dizer sem festa. As pessoas de luto, doentes e em sofrimento também tinham um dia para mostrar a sua devoção à Senhora do Almortão. Sem festas ou folguedos, sem comeretes ou beberetes, mas numa atitude de fé e súplica. O luto ou a doença de familiares próximos, a ausência (na guerra do ultramar ou por imigração) proibia socialmente a diversão e a exuberância festiva e as manifestações exteriores de alegria. Naturalmente que, à medida que este tipo de pressão social se alterou, este terceiro dia foi perdendo força.
 
Mário Pissarra
 

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