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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Reflexos de Alfragide

03.02.19 | asal

Na vida deste blogue, é costume passar para o Facebook as mensagens que aqui aparecem. Agora, vamos fazer o contrário: fomos colher ao Facebook algumas reflexões muito pertinentes para que os que não usam aquela rede social possam também ler e replicar estes testemunhos. AH

 

PERTO DO PRINCIPIO

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O felicitante reencontro com o Pe. Cardoso, meu querido professor de Francês no Seminário Menor de Gavião, entre 1963 e 1965.

O reencontro, propriamente dito, após tantos anos em que cada um seguiu o seu caminho, deu-se o ano passado, mas a magia, diria antes, o privilégio de poder estar, apenas por algumas horas, é certo, perto daqueles que nos viram crescer, como que nos devolve, num afortunado e filmico rebobinar, frame a frame, o guião de quase toda uma vida.

E esta Tabórica sensação não tem preço.

Depois do recente avc, decidi tudo fazer para não faltar a nenhuma iniciativa que os meus colegas que estão à frente da Associação dos Animus Semper Antigos Alunos esforçadamente levam por diante.
Não posso inventar um outro passado. É com os meus colegas de ano, por um lado, e com os de outros anos por outro, que consigo perceber o presente que ainda me resta para viver.

Durante muitos anos tudo fiz para ajudar a fazer todas as pontes entre as diversas gerações de antigos alunos e creio que o que me motivava era a sensação que hoje voltei a experimentar com o reencontrado Pe Cardoso, - que apenas recentemente apareceu e com que genica nos seus muitos oitenta e tais - de querer "agarrar o tempo", como dizia a saudosa pintora Lucília Moita.

Consegui superar a sentida e continuada ausência de alguns nomes ainda vivos, quer de colegas do meu próprio ano, quer de outros anos, lamentando que não valorizem ou se mantenham pura e simplesmente à margem da corrente de afectos que tal filosofia de vida implica.
Questiono-me, hoje, quem sairá a perder mais com esta ausência.
Não duvido que alguns desses, que tanto gostava de reencontrar, muitos deles por Lisboa e que porventura tropecem nesta desajeitada prosa, lá no íntimo dêem por si a desejar, "para a próxima é que é"!

No passado recente, outros houve, poucos, felizmente, que viram nestes encontros, um palco privilegiado quer para ajuste de contas, quer trampolim fácil para uma insaciavel vontade de protagonismo, a todo o preço, vá lá saber-se com que objectivos.

Meu querido Padre Cardoso, como desejaria que os meus artriticos dedos de hoje ainda pudessem limpar-lhe o motor do seu Fiat 500, tal como fiz ao Fiat do nosso então director Padre Eusébio. Que importa que já não se lembre de mim, de cada um de nós, se o que importa, agora, é que continuemos a importarmo-nos uns com os outros ainda por muitos anos. 
Obrigado.

António Colaço

 

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António Henriques Eu sei, meu caro amigo, que muito fizeste para arregimentar malta para os nossos encontros. Na verdade, todos desejamos ter ao nosso lado aqueles com quem vivemos os anos belos da nossa juventude. Mas a realidade fala por si. Na verdade, temos de nos habituar a reconhecer que não somos grandes mensageiros nem somos capazes de salvar o mundo. No entanto, por mim falo, no fim de cada encontro, sinto-me rejuvenescido com as caras que aparecem... E ver a idade de alguns, como o P. Cardoso, que belo exemplo nos dá para serenamente, alegremente, olhar a vida e o nosso futuro, seja ele qual for. Obrigado, Colaço, pelo teu exemplo de trabalho e de renovação pessoal. Só posso dizer-te: FORÇA!

 

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Joaquim Mendeiros Pedro Dois belos momentos que testemunham a grandeza de dois grandes  amigos de muitos Encontros que sentem no convívio dos companheiros de agora a força com que superaram os tantos e tão variados desencontros de dezenas de anos, longe uns dos outros. É por isso que me dá um gosto especial continuar a contribuir para a realização destes convívios e é com este espírito que vamos estar na Sertã, no próximo dia 18 de maio. É muito bom sentir o António Colaço rejuvenescido e ver como o António Henriques nunca se cansa de nos ensinar a partilhar as notícias que lhe chegam de cada um de nós, no Blogue e no Facebook, obrigando-nos a pensar e a comunicar.

 

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Antonio Pires da Costa Fiz o o possível para ir, mas o impossível venceu. Agradeço ao companheiro Colaço o trabalho que me permitiu acompanhar parte do convívio.Foi apenas um lenitivo, mas amenizou a frustração da ausência.

 

 

 

 

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Manel Pires Antunes Caro amigo Colaço, apreciei as tuas considerações acerca dos nossos encontros. Mas não estranhes as ausências que, quanto a mim, são mais devidas ao facto de ainda haver agora mais um Encontro para além do que se fazia anteriormente. Com a ausência da Buraca, tentámos não esquecer esse local e, desta maneira, apareceu esta solução que iniciámos em Linda a Pastora. 

Com o anúncio dos dois Encontros, este ficou um bocado resumido, por assim dizer, como um Encontro regional. Assim o penso. Por outro lado, estamos todos mais velhos sem ninguém para nos substituir. Eu próprio fui, mas um pouco adoentado. Outros talvez tivessem desistido. 
Não percamos a esperança e a boa disposição. Tive pena de não me ter despedido de alguns colegas que já há muito não via.