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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Reflexão sobre o género

29.04.18 | asal

Roubo ao Agostinho a sua reflexão irónica. Vale a pena ler! AH

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Quando nos anos 50 do século passado estudei ciências da natureza, aprendi que nos animais e plantas havia o género masculino e feminino. Os animais distinguiam-se por órgãos que produzem as diferentes hormonas e as plantas tinham os estames, cujo conjunto constituíam o andorceu, e os capelos que constituíam o geniceu. Era tudo simples e não havia discussão diante da natureza.
Passados 60 anos, a lei diz que isto nada conta e que cada um pode escolher o género que quiser, a partir dos 16 anos de idade. O problema não é fácil, pois consultando a lista dos géneros possíveis já vão em 56 tipos diferentes com nomes esquisitos: agénero, andrógino, bigénero, mulher cisgénero, homem cisgénero, duplo espírito, genderqueer, género fluído, homem para mulher, mulher para homem, género em dúvida, etc., etc. Vejam como as coisas agora se processam: nasce uma criança, e o progenitor A com o progenitor B, vão registá-la, mas não podem dizer se é género masculino, ou género feminino, pois será ela a escolher o que quer ser a partir dos 16 anos, idade em que terá de ir consultar o extenso catálogo que já vai em 56 géneros, e aí escolher qual é o seu. Só depois ficará definido o género, não sabendo eu se a lei permite mudanças posteriores.
Lembro-me que a minha avó criava pintainhos e às vezes apareciam os “galela”, que nem cantavam, nem punham ovos; eram uma espécie de neutros. É assim que têm de ficar as nossas crianças até aos 16 anos. Não lhes quero de modo nenhum, augurar o mesmo destino dos “galelas”, que não galando as galinhas, nem pondo ovos, eram abatidos…
É tempo de nos deixarmos de teorias complicadas e voltamos à natureza simples e descomplexada, que durante séculos foi mestre da humanidade. Há exceções na natureza, mas nunca foram a regra, sempre foram exceções e como tal devem ser tratadas...

Agostinho Dias

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