Julgava eu poder estimular uma graciosa discussão em torno do "borrego" cego-nato, mas os nossos convivas não ligaram peva, assoberbados que andam por assuntos mais elevados.
Juro que não me motivaram razões partidárias. Gosto de touradas e só tenho pena de não ter sido um caçador como o meu avô materno, conhecido em Alcains pelo "tio Nicolau", o dono de um forno comunitário.
Mudemos um pouco de agulha.
Como se diz em bom Português: "o deputado falou mal e porcamente" ou "o deputado falou mal e parcamente?" E haverá erro na frase: "nas ruas devem haver raparigas vistosas" ou "nas ruas deve haver raparigas vistosas?" Ou ainda "os candidatos devem ter ganhado muito com as campanhas" ou "devem ter ganho muito com as campanhas?"
Incomoda-me ver o nosso Ânimus vazio que nem um deserto. Eu percebo que as redes sociais sejam mais coloridas e atrativas pelo exibicionismo mundano que proporcionam. Não quero, porém, alinhar nessa vaga de impressões que nos atiram para o caos do saber e das emoções. UM grande abraço do
João Lopes
NOTAS
1 - Ó João, só tu consegues deitar água fresca nas areias deste deserto que é o ANIMUS SEMPER. É verdade que estes últimos 15 dias foram intensos no chamamento que nos fizeram aos debates das legislativas. Por mim falo, eu que gostava de me sentir mais informado, sobretudo para descobrir razões por que isto em Portugal não anda para a frente... E a verdade é que os esclarecimentos foram poucos... Resta-me a consolação de agora ter um partido responsável pelo bem e pelo mal que acontecer, com esta absoluta maioria...
2 - Mas este deserto faz-me mossa e não é a primeira vez que eu penso em desistir. Nunca fui homem a levar a carga sozinho. Sempre trabalhei em equipa e, se ela falta, também eu vou faltar.
3 - Quanto às questões do "português", tenho falado e escrito muito sobre isso. Até já disse que, como a língua é feita pelas pessoas, as próprias regras vão sendo alteradas pela oralidade, a ponto de já ninguém achar erro em certas práticas. Incomoda-me ouvir continuamente "ter ganho", "ter gasto", "ter limpo", como me ferem o ouvido palavras com acento tónico na quarta (?!) sílaba a contar do fim (para todos entenderem bem!) como sÉniores, jÚniores, que eu oiço em pessoas que são distintas personalidades - reitores, ex-ministras, etc... No singular, estas palavras já são esdrúxulas...
Se tiverem vontade ou gosto de ler mais sobre este assunto, abram o link abaixo, com o texto escrito há meses.
Peva ( de pevide ? = coisíssima nenhuma )..... Ora, João Lopes, o pessoal está atento e de pleno acordo com a salvação do cordeirito "pobrecito". Deixem-no crescer; ele na sua dimensão é também um "agnus Dei" = criatura de Deus. Aproveito também este espaço para descrever a m/visita aos conteúdos do link indicado pelo n/estimado António. Estás de parabéns pela tua acção motivadora de talentos nos teus alunos ( plural de dois ). És um óptimo Professor de " ginástica mental"- disciplina onde também exercito os dons que recebi do Criador, através dos meus queridos Professores ( desde a Primária ). Gosto do teu estilo "corrido" e de forte incentivo aos nossos queridos Seniores ( sem acento...). Dois abraços - para ti e para o João.
Do velho J. Caldeira ( carregado de anos e de "diabretes" )
Para o João Lopes e o José Caldeira, ilustres comentadores do blogue, dignos de serem lidos, eu só tenho uma palavra de agradecimento, pois sempre são um estímulo a continuar. E pensar que há sessenta ou setenta anos éramos colegas nos bancos do Seminário ainda mais me apega a estas páginas, onde por vezes desponta a vida na sua mais profunda realidade, quando a amizade que nos unia era só e sempre desinteressada. Vamos vivendo, mas cada vez mais dependentes de limitações, que não só a da pandemia vírica, o que nos leva a deixar, a desistir, a não avançar, a dizer que não sou capaz... Mesmo que olhemos para o positivo, nem tudo é positivo. Deixo-vos um grande abraço. António Henriques