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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

PARA LAVAR E DURAR…

22.04.20 | asal

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Uma reflexão oportuna para todos nós. A foto do autor é do Encontro da Sertã. AH

Ainda estamos muito longe de percebermos o êxito ou o fracasso do plano português de combate à pandemia COVID-19 mas parece já adquirido que caminhamos para um regresso progressivo à normalidade possível.
A estratégia executada até ao momento baseou-se no confinamento para evitar um afluxo demasiado ao sistema de saúde por forma a não o fazer colapsar, para que pudesse dar resposta às necessidades. Privilegiou-se a dimensão da SAÚDE e, neste aspecto, tem sido um êxito.
Em contrapartida, a ECONOMIA tem sofrido um abalo considerável que se pode revelar catastrófico. Por isso, começa a ser urgente “voltar ao trabalho” aliviando um pouco e progressivamente as medidas restritivas.
Por outro lado, dizem os especialistas em epidemiologia que só teremos uma solução estável para a pandemia quando uma grande percentagem da população estiver “vacinada”, ou por ter estado naturalmente em contacto com o vírus ou por ter sido vacinada. Como a vacina ainda não existe, aguardemos que a contaminação natural faça o seu caminho. Só que o confinamento e as demais restrições ao relacionamento social, a par com a higiene, tornam esse caminho demasiado lento e corremos o risco de, tão depressa, não conseguirmos a “imunidade social natural”.
Parece-me que as autoridades de saúde na maior parte da Europa optaram pelo velho método da TENTATIVA e do ERRO. Vão começar a levantar as restrições, limitando-as às pessoas de maior risco, e ver o que acontece e que pode muito bem ser um aumento das contaminações. Se isso acontecer, voltam a repor as restrições. (Entretanto, mais uns milhões ficaram imunes a uma segunda vaga.) Depois, novamente menos restrições e mais imunidade. Tudo na esperança que os sistemas de saúde vão aguentando sem bloquear e que, entretanto, apareçam as anunciadas vacinas…
Meus amigos e minhas grandes amigas, entre a SAÚDE e a ECONOMIA, preparemo-nos porque isto está PARA LAVAR e DURAR.

António Manuel M. Silva