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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

O preço da democracia

14.02.20 | asal

Agostinho Dias.jpegEm tempo de conclusão do orçamento de 2020, é lógico que nos interroguemos sobre o destino que tem o dinheiro da nossa sobrecarga de impostos. Penso que umas das parcelas mais importantes é o preço da nossa democracia que nos fica demasiado cara por haver muitos políticos sentados à mesa do orçamento. Senão reparemos: nos últimos 16 anos os votos em eleições renderam aos partidos concorrentes 250 milhões de euros – o P.S. recebeu 96 milhões e o P.S.D., 85, tendo a restante parcela sido distribuída pelos outros partidos que concorreram, incluindo os que não tiveram votos suficientes para eleger ninguém. Este ano os partidos vão custar-nos 35 mil euros por dia, de tal modo que os que têm assento parlamentar recebem em conjunto mais de 3 milhões. Se a isto juntarmos os custos dos 70 gabinetes ministeriais, os custos da Assembleia da República, os custos da Presidência da República, os custos do Tribunal Constitucional, do Tribunal de Contas, das representações diplomáticas espalhadas pelo mundo, etc. São muitos milhões de milhões que saiem do nosso bolso para pagar a toda a gente e a estes serviços. Não sei mesmo se não será esta a maior parcela de despesas do nosso orçamento…

Se a democracia é tão cara, não estou contra essa forma de governo. Penso apenas que o país poderia ser bem governado com menos gente na Assembleia da República, com governos mais reduzidos, com menos assessores, estudos encomendados, motoristas, etc. Nem nos tempos da realeza, que os republicanos acusavam de despesistas, se gastava uma percentagem tão grande do orçamento ao serviço de sua alteza. É demasiada quantidade de dinheiro, proporcionalmente ao trabalho que fazem os que nos governam.

Agostinho Dias (agostinho.dias@reconquista.pt(copiado de "Reconquista")