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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

O nosso guarda-pó

15.03.20 | asal

A conversa de hoje, segundo dia da vida "em jaula" provocada pelo Covid-19, nasceu de uma mensagem do Artur Lopes Pereira para o Carlos Diogo no Facebook:

Artur + Diogo.jpg

«Tempos que já lá vão. Revendo velharias, encontrei esta foto de Alcains. Abraço.»

E a conversa continuou assim:

Carlos Diogo Obrigado, Artur. Esta é que eu não esperava.

Animus Semper Antigos Alunos Ó Artur, lá estás tu com o guarda-pó que nós usávamos antes de sermos obrigados a usar batina. Também já não me lembro quando a batina era obrigatória. 5.º ou 6.º ano? AH

Fernando Cardoso Leitão Miranda Também sou do tempo do guarda-pó! No Gavião era o que se usava e a batina aparece em Alcains no 3º ano. No Gavião era meu Prefeito o Pe. António Ferreira Miguel que, nos primeiros dias, nos informava de horários e disciplina. Recordo o momento em que nos dispunha em fila e a recomendação de que não esquecêssemos o colega da frente. Já não sei quem me seguia, apenas retenho a sua observação ao Prefeito: "Eu não me esqueço, este tem guarda-pó preto!"(a minha mãe tinha falecido havia meses). Resposta do Pe. Miguel: "e se ele mudar para outro de cor diferente?"

Eu - 13 anos0003.jpg

Ora eu, com 24 horas em casa, também fui rever velharias e descobri uma foto do tempo de Alcains quando tinha 13 anos (escrito nas costas) e onde me apresento com o mesmo guarda-pó dos meus colegas, todo pomposo com a bola de cautchu que era proibida na minha escola primária (sofri só 24 reguadas por me atrever a jogar no intervalo de almoço com uma bola de cortiça!).

Esta é a segunda foto da minha história (na primeira, tirada no Gavião, estava eu rechonchudinho em cima de um pedregulho parecido com o da foto do Artur, mas perdi-a... O que me leva a pensar que a foto do Artur não é de Alcains, mas do Gavião(?).

Ora esta foto traz-me mais lembranças: por detrás, lá estão as tão faladas cerejeiras com o fruto proibido, para nós e para os pássaros, que o ti'Ascensão afastava batendo duas tampas de panela. Para nós não havia tampas, só o medo ou o pecado nos afastava delas.

Também era por aquele caminho inclinado que passavam as lavadeiras com a nossa roupa lavada.

Sucessora do guarda-pó, diz o Fernando Leitão que a batina apareceu no 3.º ano. Não terá sido no 4.º? Mas desta já falei noutra ocasião. O Sr. Amável punha-nos bonitos, sim senhor!

"Tempos que já lá vão", como diz o Artur.

António Henriques

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