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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

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O mundo sempre a pedir-nos mais

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Dualismos - os velhos e os novos

 

Na catequese ensinaram-me que existiam dois mundos: este e o de depois da morte. Este era breve e passageiro e um vale de lágrimas, pelo que era um peregrino em viagem e a duração da viagem era curta. O outro dependia das minhas acções neste: se fossem boas seria premiado com o céu, se fossem reprováveis seria castigado com o inferno. Esse era eterno. Os mais duros sacrifícios na curta vida terrena nada eram em comparação com a felicidade para todo o sempre.

Ao chegar à Filosofia, comecei a ouvir falar do dualismo platónico [cosmológico (mundo sensível e inteligível), epistemológico (ciência e opinião) e antropológico (corpo e alma)]. Já ao estudar Os Lusíadas me haviam ensinado que o amor platónico era diferente do carnal. Um dualismo que havia aprendido, sem saber o que era o dualismo.

Depois veio o sempre discutido e culpado de quase-tudo: o famigerado dualismo cartesiano (Descartes em latim diz-se Cartesius). O seu "Cogito, ergo sum" fez do homem uma substância/coisa pensante e isso tornou para sempre complicada a relação da alma com o corpo.

Tenho de confessar que nunca simpatizei nem com os dualismos nem com os monismos. Os monismos reduzem tudo o que existe a a uma só substância (ou matéria – materialismos ou espírito – espiritualismo). Os dualismo afirmam a existência de duas substâncias: matéria e espírito. A questão maior é o homem: é só corpo? É só alma? Se é as duas, como se relacionam? Se é as duas como é que uma subsiste depois da morte? Ou será que morre com o corpo?

Diz o povo, e com razão, que a barriga não tem culpa dos negócios correrem mal. O facto de eu me dar mal com os dualismos e ser simpatizante dos pluralismos, não evita que tenha de viver o tempo de vida que me resta com um novo dualismo: o mundo do online e do offline.

Deste novo dualismo falarei proximamente. Deixo-lhes um cheirinho para ver como ele inverte tudo.

-- Agora dou comigo a receber conselhos dos meus filhos sobre como devo comportar-me online e os netos a perguntar: oh avô, queres que eu te ensine a fazer aquela cena…?

Era suposto, já que fui professor, ser eu a ensinar! Mas a verdade é que no mundo do online não passo de um aprendiz novato e com movimentos físicos e mentais já rígidos.

Mário Pissarra

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