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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

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O "deixar andar"

João P. Antunes.jpgOs erros, dizem as pessoas, pagam-se caros.

É bem verdade que deixar andar as coisas é sempre um grande erro, que por vezes se torna irremediável por nada termos feito. Às vezes penso que isto não terá a ver comigo, estou enganado, há sempre situações de desleixo, umas voluntárias outras não. Embora não seja pessoa de confusões e complicações, entendo que muita gente se fosse como eu, haveria mais justiça.

É evidente que pôr isto em prática seria complicado para muita gente, porque o medo, o pavor, o nervosismo e mesmo a vergonha, contribuem para o “deixar andar”.

Perdem-se acontecimentos importantes na vida que nos fazem pensar e nos obrigam a mudar e a encarar a vida de frente e sempre ouvi dizer: “não guardes para amanhã o que deves fazer hoje”.

Uma mudança de comportamento para melhor é uma bênção, que transfigura o nosso ser, quando dizemos no momento certo, um olá, um ói, um gosto de ti ou um adoro-te.

Somos bombardeados a toda a hora pelos órgãos de comunicação social sobre tudo o que vai acontecendo pelo mundo e acontecimentos terríveis vêm ao nosso conhecimento.

Mas entre nós, no dia a dia, assistimos a realidades de tal forma inéditas que nos interrogamos, como é possível?

Cigarra e formiga.jpg

A nossa sociedade está doente.

Vive-se no mar da ganância, despreza-se o nosso semelhante, o respeito é prática só de alguns e salve-se quem puder.

As famílias enfrentam ataques de toda a ordem, algumas resistem, outras não. E estas desmoronam-se, ficam frágeis e são iscos fáceis de predadores do mal.

Chegam os vícios, as doenças e os crimes. Os apoios, que deveriam ser o pronto socorro nestas situações, passam ao lado e deixam andar.

E as crianças, que deveriam crescer em ambientes saudáveis, bem estruturados, que beneficiassem do indispensável para o seu crescimento e formação, muitas não têm esse privilégio porque a sociedade já está mal.

Quando atingimos a idade sénior e largamos a obrigação de cumprir horários, refugiamo-nos no nosso lar e esperamos aquela viagem sem regresso.

Quem pensar assim está condenado, porque esta gente idosa é um potencial de valores e sabedoria que muitas vezes é desprezado, posto de parte.

Não nos entreguemos a este desleixo, tenhamos acção, temperemos a vida e a saúde nos aguentará.

Seremos nós um povo conformado com tudo o que vai acontecendo?

Chego a pensar que nós somos um povo fatalista. E porquê?

Repare-se, quando aparecem fenómenos climáticos, acidentes naturais ou desgraças, todos nos lamentamos e exigimos das autoridades apoios de toda a natureza, subsídios e mais subsídios.

Podemos pensar muitas coisas, uns serão justos outros não, mas parece que já não podemos viver sem exigir direitos, mas os deveres são ignorados.

Quem não ouviu já dizer estas frases, angustiadas e cheias de desinteresse como por exemplo:

- Quero é o meu ao fim do mês ….

- Quem quiser que faça!

- Não ando cá para me chatear.

-  É pá não te rales!

São reações negativas que em nada ajudam na contribuição do progresso e do respeito pelos outros.

As mensagens têm de ser positivas, animadoras e revestidas de ânimo para o futuro e é isso que devemos transmitir aos nossos descendentes para que tudo o que fizerem na vida, que o façam bem feito.

João Pires Antunes

      04012019

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