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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Museu de Santa Joana – Aveiro

20.02.20 | asal

Foi uma bela surpresa este museu.

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Instalado no antigo convento das freiras dominicanas de clausura, para além do espólio que constitui o próprio património do convento, reúne uma vasta coleção de retábulos, colunas, imagens e pinturas provenientes de outros locais, o que valoriza sobremaneira os amplos espaços por onde se distribuem tantas obras de arte.

Em poucas palavras, tocou-nos logo à entrada o túmulo de Santa Joana, em mármores de várias cores, incrustados, o que torna a obra, vista em pormenor, de uma beleza fora de série.

 

Entramos na Igreja e comove-nos ver tanta talha dourada em vários altares, um órgão de tubos de grandes dimensões (que diria o meu amigo Aires?) e ainda as duas portinholas pequeninas por onde se confessavam as freiras.

Passamos pelo claustro, admiramos portais góticos e manuelinos (como as fotos mostram), vemos o refeitório, de mesas corridas onde se sentavam as freiras por ordem de importância social, com a madre abadessa a presidir na mesa ao fundo. Não falta lá um espaço alto, bem iluminado, para a leitura de livros educativos, que se ouviam em silêncio durante a refeição.

Seguindo a ordem das fotos, subimos ao coro, com um cadeiral bem adornado e nas costas pinturas a vermelho e preto com figurinhas de caça e lavoura a lembrar os tempos senhoriais. O teto do coro é também de um colorido maravilhoso.

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Seguimos depois para o recheio de obras acrescentadas ao espaço e não sei que mais admirar. São retábulos, imagens de um colorido vivo que nos prendem, são colunas de alguma igreja, negras como breu, mas com madeira trabalhada com perfeição, são imagens, muitas estofadas (pintura a óleo sobre ouro), de que me ficou o arcanjo S. Miguel, a Santa Madalena e uma Sagrada Família de Machado de Castro.

Pinturas, muitas. Destaco a pintura de Santa Joana Princesa, que nos foi dito seria a representação mais fiel da retratada, que ainda viveu no convento, onde morreu.

À saída, atrás da nossa imagem, uma farmácia conventual, com aqueles potes onde se conservavam as ervas e mesinhas medicinais.

As fotos são três minutos de fascínio. Vale a pena gastá-los!

António Henriques

Permito-me acrescentar uma pequena peça em vídeo com imagens da salinha onde algumas freiras trabalhavam na preparação meticulosa dos paramentos litúrgicos.

 

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