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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Momento político

17.01.21 | asal
Porque hoje é Domingo

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. Sempre combati contra a existência de partidos religiosos ou com referência religiosa no nome.
. Cedo percebi que não poderá haver liberdade religiosa se o Estado não estiver acima de qualquer confissão religiosa e assegurar com base na lei essa liberdade e esse direito de todos os cidadãos. Isso aprendi com as guerras religiosas e a aurora da tolerância a que abriram a porta. Também não haverá paz no mundo sem a paz entre as religiões, como defende Hans Küng.
. Sempre me senti atraído pela tese de que no Ocidente todos somos cristãos, mesmo os não crentes e ateus militantes. «Cristãos anónimos» lhe chama o seu autor, Karl Rahner, não por serem crentes, mas por partilhar inconscientemente de um conjunto de valores cristãos matriciais do Ocidente.
. A distribuição dos cristãos por todo o espectro de opções políticas, de extremo a extremo, é uma evidência sociológica. Como é uma constatação que muitos políticos evidenciam a sua condição de cristãos e outros a ostracizam.
. A relação dos Estados com as Igrejas, enquanto poder, nem sempre são bons exemplos de relações fraternas e cristãs. Nem é preciso chegar ao extremo de um famoso teólogo que dizia: ao olhar para a História das Igrejas, tenho mais razões para não ter fé do que para ter, mas a minha fé não se fundamenta nem se alimenta na História.

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. Quando confrontado com as opções políticas concretas de qualquer pessoa que se diz cristã, a minha atitude é sempre a mesma: confrontar o programa dessa opção/partido e os valores bíblicos/evangélicos, dando um peso enorme às Bem-Aventuranças.

. É neste contexto que leio e interpreto as palavras do Cardeal que replico.
 
Mário Pissarra
 
Neste dia 17, surgem dúvidas sobre se estas são afirmações do Cardeal Tolentino.Vamos pois completar os dados:
 

Lisboa, 17 jan 2021 (Ecclesia) – O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa disse à Agência ECCLESIA que as afirmações publicadas nas redes sociais atribuídas a cardeais portugueses sobre candidaturas às eleições presidenciais “são falsas” e reafirmou o apelo à participação dos cidadãos no ato eleitoral.

O padre Manuel Barbosa disse que se certificou de que não foram feitas “afirmações pessoais sobre candidatos e sobre partidos” por parte dos cardeais D. António Marto, D. José Tolentino Mendonça e D. Manuel Clemente, e apela ao discernimento sobre o sentido do voto tendo em conta “o Evangelho e as várias indicações da Doutrina Social da Igreja”, como tem afirmado a Conferência Episcopal.(...)

“Tenho muita dificuldade em entender alguém que diz querer bem a este país e não vai votar”, afirmou D. José Ornelas.

Questionado sobre o perfil do chefe de Estado para Portugal, no atual contexto, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa disse que o fundamental é “que seja chefe de Estado de todos os portugueses”.

Para D. José Ornelas, “um cristão não se pode abster”, mesmo que não se reveja completamente nos programas dos vários candidatos e tenha de decidir “a partir do que é proposto”, tendo a opção de votar em branco, que “é já um voto”.

“Não vou ficar em casa, isso não vou”, afirmou.

A eleição do presidente da República de Portugal decorre no dia 24 de janeiro e, neste ato eleitoral, foi possível requerer o voto antecipado para os eleitores que assim o desejaram, nomeadamente doentes internados, presos, cidadãos em mobilidade ou em confinamento obrigatório por causa da Covid-19.

PR - In "Ecclesia"

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