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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

MEMÓRIAS DA MEMÓRIA

21.10.18 | asal

COLAÇO.jpg

O texto que segue foi escrito em OUTUBRO de 2013.

 

Há muito que ansiava aquele reencontro.
Confesso que senti uma estranha desilusão pela corte que então rodeava o Pe Milheiro.
Quase desejei manter a grande recordação da importância do Pe Milheiro da minha adolescência.
O que viria a público algum tempo mais tarde foi uma grande machadada na consideração que tinha pelo Pe Milheiro que conheci.
O que vale é que ninguém pode mexer nas escolhas do passado.
Quero continuar lá .
"Aleluia"!

 

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PERTO DO PRINCÍPIO
A sair da cripta da Igreja do Sagrado Coração (obra revolucionária de Nuno Teotónio Pereira) e de um emocionado e emocionante reencontro com o Pe Milheiro, hoje, por Famalicão mas que, duas vezes por ano desce a Lisboa.
Um reencontro que há muito desejava. Apanhou-me na pré-adolescência com os seus cursos Dominique e Aleluia. Eram três dias e três noites de um "Retiro" que revolucionou, nos meados dos anos 60 a prática já meio bafienta dos retiros de então.
Devo ao Pe Milheiro, e hoje pude dizer-lhe/agradecer-lhe o meu amor pelas artes gráficas, tão intensos eram os "cartazes de parede" que nos propunha fazer e a que devotadamente me dediquei, na época, para não falar do amor e frenesi pela música com que nos conquistava!


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No espaço de três dias duas viagens aos princípios de mim.

Anteontem, a meio da tarde, emocionado com a minha caligrafia certinha que vem afirmando a minha "imagem de marca",liguei à minha querida Professora Primária,a Menina Conceição, de Cardigos,para lhe agradecer os esforços que teve comigo e com os colegas, para que tivessemos uma caligrafia limpinha. 

 

3P. Milheiro.jpg
Tanto um como o outro já ultrapassaram os 80 anos. O Pe Milheiro há quase 50 anos que o não via. A Menina Conceição, de quando em vez visito-a. Que maior privilégio este, de poder conviver até ao fim, com aqueles que nos deram a mão. Estarem vivos é uma espécie de antecipação da Eternidade. Como se nunca houvesse Princípio e Fim. Como se estivessemos sempre a SER.
Obrigado.

António Colaço

 

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