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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

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Meu caro Manuel Domingues, esperava mais ecos, mas as pessoas têm dificuldade em escrever. Assim, avanço eu…

Os teus textos-comentários vêm mostrar à saciedade como é difícil a comunicação. No primeiro dia, parecia que te apresentavas desiludido, descrente, um pouco distante deste grupo que te parecia velho, caduco e ainda minoritário, “passando guia de marcha à nossa juventude”. Até querias rebaptizar o nome do grupo para “Alguns Alunos….”. Falavas ainda de elites, mas nem todos são doutores, professores, engenheiros… Até achavas que o blogue era demasiado de feição jornalística, quando devia apresentar-se com feição mais ao jeito de quem escreve sem grandes conhecimentos, ao uso popular… A tua distância era tanta que falavas mesmo de teres sido “hóspede” no Seminário.

Um dia depois, nos outros comentários, surges como um homem empenhado, a querer mesmo deixar obra nos poucos dias que vivemos nesta terra: « A vida vale pelo que fazemos pelos outros». Dizes ainda que o blogue te tem ajudado a crescer e quem se empenha neste blogue «presta-nos um serviço de forma gratuita e generosa» (o que agradecemos!). Dizes mesmo que «Ninguém dos que participa ou manifesta opinião está a mais».  Ah! Também és mais condescendente, defendendo que « Velho e jovem, convivência pacífica». É verdade que a relação velho-jovem não está ainda resolvida, pois não sabemos quando os velhos tiram o lugar aos jovens e quando os jovens desprezam e deitam os velhos para o monte sem a tal manta de que um dia também vão precisar…

Caramba, gosto mesmo deste Manuel Domingues! Tu és mesmo fruto do seminário, daqueles que é pelo exemplo que atingem as pessoas, que gostam de conviver e servir, como o tal velho te disse: é por isso que és diferente!...

Agora, as outras constatações que referes são comuns a todos nós. É verdade que os almoços são só para alguns! É verdade que somos muitos mais… É verdade que as colaborações no blogue são de poucos… É verdade que os próprios números de visitantes do blogue “são ilusórios” - 100 em visitas diárias e 60 no magusto! Isto é um exemplo… Também é capaz de ser verdade que só os velhos aparecem, embora esse termo seja muito indefinido.

Mas, para além de um pequeno grupo que terá saído do seminário revoltado, todos os outros podiam ter razões para aparecer. E não aparecem… Ainda há dias, almoçava eu com o Abílio e a conversa foi para esse tema. O Abílio faz muitas vezes a pergunta: «porque é que os nossos colegas não vêm mais aos nossos encontros?» e eu não sei bem o que responder. Só não acredito que seja "falta de tempo", que nas nossas idades algum tempo temos nós... Outras razões haverá e quem falta também não vem para aqui confessar-se. Fico com a resposta mais linear: só vem quem acha que é importante vir!

Existe uma comissão de voluntários, criticada por uns poucos, para animar a associação e o encontro de todos os colegas. Mas milagres não fazemos.

Meios de comunicação não nos faltam. O teu email é um dos 232 que já possuímos e que recebem as nossas informações. Podíamos fazer mais? Sim, mas, a começar por mim, ando envolvido em vários projectos e posso dar o meu lugar a quem queira fazer mais do que eu, que não estou agarrado ao tacho…

Alegra-me, por outro lado, ter andado nestas coisas e encontrado pessoas fantásticas que eu não conhecia. Do meu ano, quase ninguém aparece… Os quatro que terminaram o curso comigo todos já faleceram. É preciso encontrar novos amigos e os nossos encontros, como disse magistralmente o João Lopes no comentário às tuas primeiras palavras, «têm primado pelos afectos e não pela indiferença».

Só faço um último apelo: que sejamos todos nós a chamar os colegas. Algumas boas vontades começam a despontar por aí para que o Encontro da Sertã seja um êxito. Assim o desejo vivamente. O blogue, de que sou responsável, tem dado guarida a todos os movimentos de antigos alunos de que temos conhecimento. Não sei fazer melhor, mas garanto-te que este “ponto de encontro” tem sido para mim uma verdadeira obsessão, que também a mim me enche de alegria e tem animado os meus dias.

Vamos, por certo, ver-nos brevemente. Um abraço do António Henriques

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