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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Mais João Neves

13.03.20 | asal

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Da conversa com o João Correia Neves, muito mais se pode dizer, para além da presença do Escutismo no seminário de Portalegre, alavanca essencial para depois o C.N.E. se espalhar por toda a diocese em poucos anos.

Mesmo o Sr. D. Agostinho se entusiasma com este movimento, estimula e acompanha as iniciativas. Vemo-lo nesta foto em visita ao Acampamento Nacional realizado em Portalegre em 1972, tendo atrás dele o Chefe Nacional de então - D. Paulo de

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Lencastre (salvo erro!).

Também no Seminário de Alcains se criou um Agrupamento escutista. Sei de colegas que participaram em Acampamentos Nacionais. Mas reservo estas páginas para quem possa falar do espírito escuta em Alcains.

E as Conferências de S. Vicente de Paulo?

Também nesta instituição o João Correia Neves é pioneiro. Na nossa coversa em Algés, ele falou muito do José Bernardino (Padre já falecido), que ia com ele e outros colegas aos bairros pobres da cidade fazer visitas às famílias mais carenciadas, com as quais se estabelecia uma corrente de amizade, para além de algum pouco apoio material.

Perante a miséria com que eles se defrontavam, chegaram a fazer como S. Martinho: no seminário, cada um deles tinha três mantas (propriedade pessoal!). Mas como podiam sobreviver só com uma, levaram as outras duas a uma família de ciganos do bairro da Vila Nova (nova só de nome!...). O que eles fizeram!!! Criou-se uma tal amizade, que esses ciganos até o foram visitar um dia a Monforte da Beira, onde ele morava. O João poderia pormenorizar melhor, mas eu fiquei com a ideia que ele ainda fez esforços para libertar um desses ciganos da tropa...

Assim se ia atualizando a vida e a formação dos seminaristas. Pessoalmente, também eu andei nessas visitas, que, para além do crescimento pessoal que proporcionavam, eram uma ocasião para arejar um pouco pelas ruas da cidade. Ainda hoje, quando saio de Portalegre para o Crato, lá vejo na curva uma casa em ruínas onde vivia uma família que eu visitava...

Voltando às mantas, parece que o Prefeito deu pela indigência daqueles dois quartos, compreendeu o gesto, mas disse aos visados para irem à arrecadação buscar duas mantas para taparem o frio!

E agora vamos a Alcains!

Capela Semin. Alcains.jpeg

Também de Alcains se fez conversa. E o João prometeu escrever um texto para o livro, em processo de composição até ao fim de Março, a falar da coroa em ouro da imagem de Nossa Senhora. Por isso, aqui contenho-me e espero pelo outro escriba. Mas a verdade é que as coisas, para aparecerem, têm de ter alguém a meter as mãos na massa. 

A imagem lá está, como se vê à esquerda na foto. E a coroa também. Diz lá, João, como é que ela apareceu...

NOTA: O Florentino falou-me hoje da importância de nós lhe enviarmos fotos da nossa vida em Alcains. São dois pedidos: escrever o nosso testemunho, enviar fotos interessantes daquele tempo. Não é pedir demais, agora que estamos mais tempo em casa por o vírus nos ter enjaulado!

António Henriques