Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Justa homenagem a Dom António Barroso

20.10.19 | asal
Meu Caro António

João Lopes.jpeg

 Acabo de assistir, no Seminário de Cernache de Bonjardim, Real Colégio das Missões, à mais que justa homenagem a Dom António Barroso (Remelhe, Barcelos 1854- 1918) missionário em Angola, Bispo em Moçambique  e Meliapor, na Índia, e, finalmente, Bispo do Porto onde se bateu com denodo e coragem  contra o anti-clericalismo republicano, sofrendo  as agruras do exílio, por duas vezes: um na sua terra natal e outro em Coimbra. 

D. Ant. Barroso.JPG

 

Foi com alguma emoção que vi o nome, escrito na pedra, do Padre Missionário João José  Álvares de Moura, nosso saudoso Reitor,  que, depois de ordenado, partiu para Moçambique no ano de 1899.

 Junto envio  a foto da estátua em bronze do Santo Prelado que, feitos os seus estudos de Filosofia, Teologia e Línguas, com brilhantismo reconhecido, foi ordenado, partindo para Angola em 1879.
 
Peço publicação no animus, com o pedido da leitura atenta do excelente artigo do Senhor D. Antonino, que publicaste no sábado.
João  Lopes
 
Para completar a notícia, copio de "7Margens" esta informação:

 

A escultura, da autoria do arquitecto Alberto Nuno Craveiro, pretende homenagear também os 320 missionários que saíram do Real Colégio das Missões, entre 1856 e 1912, com todos os seus nomes gravados na base do monumento.

A estátua é uma encomenda da postulação da causa de canonização de D. António Barroso. Nascido em Remelhe (Barcelos), em 1854, Barroso foi missionário no Congo, bispo de Moçambique, Meliapor (Índia) e Porto (aqui, entre 1899 e 1918), onde se destacou na defesa da liberdade religiosa e na contestação às perseguições da I República.

Já declarado como venerável por decreto do Papa Francisco, o bispo António Barroso interveio também em debates acerca da presença das missões católicas nos territórios então colonizados por Portugal, bem como sobre a relação do catolicismo com o Estado ou sobre a renovação da vida religiosa.

A estátua em bronze, com 2,12 metros de altura, será benzida pelo actual bispo do Porto, Manuel Linda, em representação da Conferência Episcopal. Executada pela Fundação d’Arte Bernardino Inácio, de Gaia, e pelo escultor artesão Joaquim Esteves, de Barcelos, tem na sua base pedra de mármore de Vila Viçosa.

O programa prevê uma intervenção do antigo ministro da Cultura, Guilherme d’Oliveira Martins, e uma participação musical do coro de Proença-a-Nova.