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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

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José Milhazes

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Apontamentos

Já em casa, volto em espírito ao Carmelo do Carmo - Fátima, onde se desenrolaram as jornadas culturais da UASP neste fim-de-semana. E com a ajuda de uns apontamentos (não havia sinopses dos temas de cada orador), vou redigir uns textos com as ideias que foram explanadas por cada um, naturalmente através de uma visão pessoal, que pode torcer o entendimento. Se um copo é verde, a água que lhe cai dentro também passa a verde. Mesmo assim, ser fiel é o meu objectivo!

Disse ontem que a primeira sessão foi orientada por José Milhazes. Na sua comunicação, começou por falar das «novas tecnologias que viraram tudo de pernas para o ar». Em 1985, sem faxes, com telefones à mercê da boa disposição da telefonista, "foi necessária uma semana para a família em Portugal saber do nascimento da sua filha!".

Iniciou-se uma crise profunda na cultura e na fé-religião. A qualidade da cultura é cada vez mais relativa e a fé, cada vez mais rara. O pior foi o ataque da cultura contra a fé, considerada obscurantismo. Forças contrárias, grupelhos minoritários propondo ideias utópicas minaram o ambiente social.

É preciso resistir. A Igreja deve competir no mundo da informação. Na sua óptica, porque não um autêntico canal católico de TV? Lembram-se do chinfrim que houve quando Dina Aguiar disse «Até amanhã se Deus quiser»? Se fosse «Até amanhã, camaradas»,  tudo estava bem!... A Igreja perde as oportunidades de falar e estar presente nos momentos críticos. Com a greve no porto de Setúbal, o bispo não devia ter usado da palavra?

Transparência, pede-se na igreja: - no ataque frontal à pedofilia, no tratar de "arquivos secretos" que o D. Tolentino vai gerir, quando sabemos que esses arquivos são lixo e vergonha... Deve tomar uma atitude preventiva e não agir apenas quando a casa está a arder. A fé cresce na experiência e partilha comunitária da palavra de Deus. 

Coragem para denunciar o erro. «Eu fui para a União Soviética para viver no "paraiso terrestre" (o outro só me chegava daqui a 80 ou 90 anos!). E vi o que lá se passava». Tiranias fascistas não foram só de Hitler, mas também de Lenine, Estaline, Fidel Castro ou Maduro... Corre por aí a fama de que a esquerda é impoluta e só os da direita são corruptos. Eu vejo-os a cometer os maiores crimes e depois desculpam-se, dizendo que "se trata de danos colaterais"...

Cultura, pede-se mais cultura, mais formação aos homens de fé, elevando o nível cultural dos dirigentes da Igreja. Assim, serviríamos melhor a comunidade... E chega por hoje.

José Milhazes ainda disse que o seu livro, cuja sinopse apresento a seguir, era para se intitular "Viagem ao paraíso terrestre", para a ideia geral ficar mais clara!

AH

 
As Minhas Aventuras no País dos Sovietes
SINOPSE

«Naquela altura, mais precisamente no dia 9 de setembro de 1977, os comboios da linha Póvoa de Varzim-Porto (Trindade) ainda eram movidos a carvão e foi num deles que se iniciou, nessa data, a minha longa viagem ao País dos Sovietes.[…] A mala era leve porque, além de não haver dinheiro para mais, eu estava convencido de que não se ia para o Paraíso Terrestre com a casa às costas, porque nesse lugar não costuma faltar nada, à excepção do pecado. 
Sim, eu ia viver na sociedade quase perfeita, na transição do socialismo desenvolvido para o comunismo.»
JOSÉ MILHAZES

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