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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Joaquim Nogueira - mais um pouco

15.11.19 | asal

Segue hoje mais um pouco da apresentação do seu livro:

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Os temas

Seguindo a ordem do livro, os temas tratados, em poucas palavras são estes:

- A entrada no Seminário do Gavião – cito (p. 8) apenas algumas frases do seu estilo coloquial: «Entrei no Seminário no tempo da segunda guerra mundial, com todas as carências desse período. Não havia ou eram muito deficientes os meios de transporte. Assim, o meu pai, o pai do Filipe (irmão do padre Lúcio) e o pai do José Francisco Martins (falecido em Angola) alugaram uma furgoneta. Na parte de trás da furgoneta íamos os 3 jovens “escondidos” à frente dos colchões e das 3 malas de porão com o enxoval. Viajámos de noite para fugir à polícia e chegámos ao Gavião de manhã, onde fomos recebidos pelo corpo docente do Seminário, que nos aguardava. … nunca bebi leite ou café. A nossa alimentação era à base de feijão-frade e “petingas”. Que eu saiba, nunca ninguém se queixou, pois a vida era assim mesmo.» Ora vejam: nem a ASAE nem a Segurança Social lá foram fechar as instalações!!!

- O Trabalho em África, no ex-Congo Belga, como Diretor de quatro grandes fábricas de extração de óleo de palma e palmite;

- A cultura do milho na sua terra – Várzea dos Cavaleiros; posso ler a p.21? São só duas frases: «Era uma alegria, principalmente para os jovens: na noite quente e serena, com um candeeiro de petróleo colocado numa vara, para iluminar o conjunto, sentados os participantes a fazer roda junto do monte de espigas, as raparigas apertavam-se um pouco para dar lugar aos namorados e, felizes, namoravam durante todo o serão.Entoavam-se cânticos próprios da ocasião, em voz forte para se sobrepor à barulheira do folhelho.»etc.

- A família – o direito na família, deveres recíprocos; e dá conselhos (29)

- Os afetos – as diversas emoções e o significado dos diversos beijos (33). Como é que eu pude casar sem saber o sentido de todos estes beijos?!!!

- A minha ida para a tropa – inspeção, incorporação, a hierarquia militar, o armamento, a instrução e as manobras… Está lá no livro (47), em adenda, que «com tanta precisão de apontamentos, ficamos capazes de seguir a via militar. Este Joaquim é imparável. A tua memória tem de nos deliciar com mais apontamentos. Parabéns e obrigado. AH»

- Etnografia da zona do Pinhal – vida comunitária, com o rebanho, o forno, o moinho, o lagar e muitas outras atividades…

- Os festejos de Carnaval (5.tas feiras: rapazes, raparigas, compadres, comadres)… Tanta memória…

- O envelhecimento, com as várias fases da vida, falando mesmo de uma QUARTA IDADE… E na pág. 72 escreve: «Não é nada simpático passar o tempo sentado num café ou num banco de jardim, aguardando a “sua hora”. Melhor é o idoso ocupar-se, com exercícios físicos ou atividades intelectuais, transformando a velhice de natural em  ACTIVA.»

- Descreve ainda com muito pormenor a Festa do SS. Sacramento (as pragas, a promessa e a festa prometida em cada ano);

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- Ainda tece considerações sobre a FELICIDADE em dois apontamentos, resumindo e citando o Papa: «alegria e amor são inseparáveis… o amor produz alegria e a alegria é uma forma de amor» (pág. 106);

- Finalmente, dois temas com o advogado a falar – um sobre PROPRIEDADE HORIZONTAL e outro sobre o TRABALHO – evolução histórica e legislação atual.

CONCLUSÃO: Temas diversos para não cansar o leitor e um olhar sobre um Portugal do séc. XX e especialmente sobre a zona do nosso Pinhal beirão, a que nos orgulhamos de pertencer…

Considerações finais:

Escrever sobre as nossas memórias é renovar as nossas raízes, para que essa seiva nos continue a alimentar. Feliz o homem que não tem vergonha do seu passado e do seu trajeto de vida. Estamos inteiros nos nossos 60, 70, 80 e por aí adiante, até chegar a nossa hora, que é certa numa hora incerta. Mas verdade, verdadinha, nós gostamos muito de viver!

- Obrigado, Joaquim, por seres quem és. No meio de tanta gente que anda desesperadamente a querer voltar para trás (com botox, operações e ginásios…), tu assumes a tua condição de homem da quarta idade porque lutar contra a natureza é guerra perdida…

- E parabéns também à tua família que te aconchega e de quem tu dizes muito bem.

- Eu aqui sou um dos teus amigos e admiradores, como muitos que aqui se encontram e outros que não puderam vir.

António Henriques

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