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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

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Jerusalém, a cidade santa de Deus,

J.Lopes.jpg

a da esperança e a da reunião das tribos e dos povos em PAZ!

 

Assim no-la cantam os Salmos, de vários modos, desde a elegia da saudade ao desespero trágico da devastação. O coração do mundo judaico ansiou sempre pelo regresso ao centro da terra, prometida por Deus a Abraão. Mas a realidade, tecida de erros, deslealdade e traições, e falsas interpretações, muda o rumo da história.

Fora decidido pela Resolução 181 das Nações Unidas,  em 29 de Novembro de 1947, que Jerusalém  seria a cidade do Mundo, sob sua administração directa, e não capital de um Estado, israelense ou palestiniano.  Esta decisão nuclear e determinante até do ponto de vista geoestrastégico e religioso, conferia à cidade de Deus um estatuto universal e ecuménico. A harmonia, o diálogo inter-religioso teriam na montanha da paz o seu lugar próprio, por tradição bíblica, cultural e religiosa. De resto, houvera no passado um período de conciliação entre as três religiões monoteístas. Nada de novo, portanto.

 Mas o medo, a ganância e o nacionalismo árabe e sionista, levados ao extremo do ódio e do medo mútuo, acabaram por gorar o belo e humanista plano das Nações Unidas.  E, neste dia, feliz para os sionistas da direita,  e trágico para os palestinianos, escorraçados por inabilidade política,  Jerusalém, com a transferência da embaixada americana de Telavive, vem reforçar o papel da capital (indevida) do Estado Judaico e acender a raiva dos palestinianos, que andam há 70 anos  à procura de um lugar  na terra onde viveram por mais 1200 anos, pobres  e miseráveis fellahins,  trabalhadores da terra que não era sua, mas dos proprietários absentistas  que viviam algures nas Arábias, no Império Otomano e no Egipto e que não tiveram pejo de as venderem por preços exorbitantes aos judeus, a partir de 1860, em tal dimensão que, em 1948, os judeus, por esta via, já eram donos de quase 60 por cento do território.  E que de terras doentias e infecundas fizeram um jardim, graças à sabedoria e às técnicas utilizadas por eles em toda a Europa.  Eles que, afinal, não obstante o anti-semitismo  atroz e a diáspora nómada,  deram coerência cultural ao continente europeu, de lesta a oeste, tornando-se os verdadeiros europeus! 

ben gurion.jpg

  Esta, a verdade histórica incontornável; o mais são consequências danosas para os palestinianos, instrumentalizados pelo nacionalismo dos árabes, que hoje os rejeitam, sem pudor nem vergonha.

 Foi este abandono, esta raiva que eles sentiram, apesar das aparências em contrário, quando no dia 14 de Maio, pelas 16 h de uma sexta-feira, o sábio humanista e lavrador David  Bem-Gurion, no Museu de Telavive, proclamou a independência do Estado de Israel, embebido de um espírito de colaboração com os seus concidadãos palestinianos,  a todos convocando para a construção de um país em paz e harmonia. “De acordo (…) com os nossos direitos naturais e históricos e pela força da Resolução (181) das Nações Unidas,  no termo do Mandato Britânico, declaramos o estabelecimento do estado judeu, na  Palestina, a ser chamado  Israel”

J. Lopes

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