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Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

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Haja saúde

Do jornal "Reconquista" - texto de Agostinho Dias

Agostinho Dias.jpeg

 

As leis que vão reger a saúde pública dos portugueses têm sido objeto de discussão acalorada na Assembleia da República. Parece-me, contudo, que a discussão tem passado ao lado do que os portugueses acham importante para a sua saúde.
Os portugueses gostariam de, quando precisam de uma consulta médica, não terem de ficar meses, ou até anos à espera de que ela aconteça; gostariam de, quando têm de ir às urgências, não tenham de esperar horas para serem atendidos; os que moram no interior, gostariam de ser atendidos no hospital que têm mais perto de casa e não terem de ir a caminho do litoral para ter as suas consultas; gostariam de, quando chegam aos hospitais e centros de saúde, não terem de voltar para trás por haver pessoal médico, ou de enfermagem, ou do que quer que seja, em greve; gostariam de ser tratados pelos medicamentos que melhor os curem, mesmo que sejam caros ou chamados de ponta; gostariam que não houvessem bactérias hospitalares que tantas vezes complicam a vida de quem lá entra com uma doença simples.
Não estão muito interessados em saber se a gerência do hospital é pública ou privada, desde que sejam bem atendidos, mesmo tendo de pagar as taxas moderadoras. Não querem saber, se quem os atende faz do seu trabalho um serviço, ou um negócio, se quem paga é o Estado, ou os sistemas de saúde públicos ou privados.  A saúde é um bem de tal qualidade que não tem preço, mesmo para quem é pobre. Por isso deixemo-nos de ideologias e sejamos práticos…
Talvez os portugueses fiquem preocupados, quando um jogador de futebol custa tanto dinheiro como um hospital; há dinheiro para pagar o jogador, mas não há para pagar o hospital… Se a saúde é um bem essencial, deveria ter prioridade no orçamento do estado, e não nas cativações desse orçamento.

agostinho.dias@reconquista.pt

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