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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

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Fotos especiais

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Esta é uma delas...

Colhida no refeitório do Seminário de Portalegre no encontro de Maio, o nosso fotógrafo Zé Ventura, que hoje está a fazer anos, apanhou estes dois em flagrante delito: o Leonel, com o seu tão característico riso irónico, e o Américo Agostinho,com uma alegria esfusiante, tão própria da sua personalidade.

Não os conhecem?

Nascidos na paróquia de S. Pedro do Esteval, Proença-a-Nova, com uma diferença de dois anos, o P. Américo Ribeiro Agostinho aproximou-se do grupo dos antigos alunos e fez questão de este ano não faltar. O que não quer dizer que, mesmo ausente, não seja lembrado... De vez em quando, mete-se nas nossas conversas sem esperarmos, pois já sabemos que o mundo é muito pequeno e quase todos temos primos uns dos outros.

Ainda há pouco, na Senhora da Rocha, em Novembro, era o casal Raimundo (Fátima - também de S. Pedro do Esteval- e António) a dizer-me da boa relação e amizade que nutrem por este amigo ("foi ele que nos casou..."). Mais perto de mim, na Amora, relaciono-me com uma voluntária da paróquia, sua prima Lina (filha da Lídia Ribeiro Cardoso, da Palhota, aldeia de S. Pedro do Esteval, com quem acabo de falar. Vivemos costas com costas, pois agora somos vizinhos e dizem-me que mandam um beijo para o primo e têm aqui um quarto para ele descansar).

Quando, na Praia de Santa Cruz, entrevistava a Isaura Feiteira acerca do "Graal em Portalegre", também ela fez questão de mencionar a grande festa que fizeram (o povo e os amigos) ao P. Américo Agostinho por ocasião dos seus 80 anos. Fiquei com a ideia que o dia todo ficou perpassado por uma palavra - ALEGRIA! Presentemente, o P. Américo é Assistente do Escutismo e pároco de Fortios e Alagoa, nos arredores de Portalegre. Um dia havemos de falar do Escutismo, um manancial de novidade na nossa vida seminarística. O João Correia Neves é que ficou de falar, mas ainda não chegou texto.

Mas não ficamos por aqui. Por altura do encontro de Portalegre, aproveitámos para visitar uma amiga de há 40 anos, agora a viver num lar em Castelo de Vide. A palavra lar, só por si, assusta um pouco. O isolamento dói e as visitas agradecem-se. Este é um serviço que a Igreja podia organizar melhor, não acham? Pois esta Sr.ª também acha que, tendo trabalhado muito na Igreja, esperaria mais visitas... «Só o P. Américo Agostinho se lembrou de mim...». E a gente fica sem palavras, embora muito agradados com o que ouvimos! As funções do padre são muitas vezes embrulhadas em silêncio...

E o Leonel Cardoso Martins? Depois de passar por momentos tristes que ninguém deseja, assumiu a sua viuvez, embora retomando os seus objectivos de vida, pois esta continua. Este homem, meu colega no seminário, é um mouro de trabalho e luta pelos seus anseios com toda a gana. Saindo a meio da Teologia, passa por viver da Tele-Escola em Santo António da Areias, bem longe de Portalegre. Matricula-se no Curso de Clássicas em Coimbra, que conclui como voluntário. Vários anos a correr para a cidade-mestra, onde vai copiar sumários e escutar colegas que frequentam as aulas, para depois se apresentar a exames.

Em Portalegre, passa a professor da Escola do Magistério Primário e aí perdi-lhe o rasto... De vez em quando, quando ele e eu aparecíamos nos encontros da Buraca, ainda conversávamos e ainda bebíamos do seu vinho, um vinho especial que ele, também feito agricultor, cultivava na serra de Portalegre e com ele agraciava todos os colegas...

Reformou-se, sofreu em dor e muita paciência a longa caminhada destruidora da doença da Maria de Lurdes, ainda apareceu em Castelo Branco, onde foi homenageado como professor do seminário, e agora conviveu connosco em Portalegre. A última surpresa foi saber que estava numa aula quando, em Abril, lhe telefonei a perguntar pela saúde.

"- Mas que aulas estás a dar?

- Não estou a dar! Estou a receber...

- Mas o que aprendes?

- Estou a aprender a tocar um instrumento!"

Meu caro, obrigado pela lição de luta, querer e persistência que nos dás. Fico por aqui, à espera que outros amigos retomem a conversa, me corrijam e me completem.

AH

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