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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Falecimento

09.02.21 | asal

Da "paróquia de Portalegre" copio esta notícia triste. Mais um dos nossos se foi.

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«Adormeceu no Senhor esta manhã, no Lar de Cebolais de Cima, Castelo Branco, o nosso Ill.mmo Cónego Martinho Cardoso Pereira.
Nascido em Proença-a-Velha (Conc. Idanha-a-Nova) em 30 de Maio de 1936 e aí baptizado na Igreja Matriz de Nª Sª da Silva a 25 de Julho do mesmo ano, o Senhor Cón. Martinho, depois de ter frequentado os nossos Seminários Diocesanos, foi ordenado Presbítero para o serviço da Diocese pelo Senhor D. Agostinho Lopes de Moura a 17 de Junho de 1960.
Entre 1960 e 1965 desempenhou as funções de “segundo secretário do Paço Episcopal”. Em Junho de 1965 é nomeado Coadjutor da Paróquia de Idanha-a-Nova e em Agosto de 1966 é nomeado Pároco de Ladoeiro. A partir de 1971 serve também a Paróquia de Rosmaninhal. Em 1976, deixando as anteriores Paróquias, é nomeado Pároco de S. Miguel d’Acha e de Aldeia de Sta. Margarida onde permanece até 1980 quando é nomeado Pároco de Oleiros e Vigário Cooperador de Amieira e Mosteiro cuja paroquialidade assumiria em 1986. Mantendo o serviço em Oleiros, em 1998 foi nomeado “Pároco in solidum” da Paróquia de Álvaro, em 1999 Pároco de Sobral onde serviria até 2006. Em 2007, mantendo Oleiros é nomeado Pároco de Isna até 2014, ano em que foi dispensado da paroquialidade de Oleiros, Mosteiro e Isna.
Em 2000 foi nomeado Cónego Honorário e em 2006 Cónego Capitular. Foi Arcipreste de Oleiros entre 1983 e 1986, membro do Conselho Presbiteral entre 1981 e 1991 e, depois, em 2001.
Se, vulgarmente, a morte costuma ser lida como algo contra a vida, no âmago da fé cristã olhamos para a morte como fazendo parte da própria vida, o seu avesso, parte integrante. Da nossa condição humana faz parte a fragilidade e a provisoriedade. Não somos mortais apenas porque num determinado dia, com mais ou menos anos, morramos. Somos mortais porque, desde o início e desde o nosso nascimento, é essa a nossa condição.
Ainda assim, e sabendo-nos mortais, o chamamento de Deus faz-nos dar sentido a cada dia da nossa vida. Marcados pelo baptismo aprendemos então que, de nós, o que não damos acaba por se perder. Sendo sempre momento de separação, a morte é, sobretudo e sempre, momento de verdade. A verdade do que somos que se coloca com esperança e amor de entrega diante da verdade de Deus. Por isso, com a morte, a vida não acaba mas apenas se transforma. Altera-se o modo de ser mas não desaparece o ser. E, na comunhão dos santos, cada baptizado faz a experiência de se sentir continuamente chamado para estar com Deus. Os que adormecem em Deus, em Deus para sempre viverão.

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Porque o baptismo nos une e congrega como Igreja, rezemos uns pelos outros. E, particularmente, nesta comunhão, rezemos agora mais intensamente pelo nosso Cónego Martinho Pereira que, como Sacerdote, conduziu tantos e tantos homens e mulheres ao encontro com o Senhor Jesus Cristo. Peçamos ao Pai do Céu o acolha no seu Reino de Luz e de Paz onde a contemplação da misericórdia divina o fará descansar em paz.
As Exéquias terão lugar amanhã, quarta feira, 10 de fevereiro, pelas 10h00, no Cemitério de Proença-a-Velha, sua Terra Natal.»