Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Estive contigo!

16.09.21 | asal

Acabado de chegar a casa depois de uma quinzena de sol e iodo na Consolação de Peniche, eis que o meu amigo João chega aos 78 anos como quem não dá por isso.

João F. Alves.jpg

Resolvi fazer os 30 km da praxe e ir até Setúbal estar pessoalmente com ele. Já anunciara o acontecimento no blogue e no Facebook, já lhe tinha telefonado e quando vi que ele estava livre, fui passar umas horitas com ele. Há dois anos que não nos víamos.

E gostei muito de estar contigo, João Farinha Alves! Há uma riqueza emocional e espiritual a unir-nos que ajuda a sentirmo-nos muito próximos. E falámos de nós com naturalidade, gratos pela vida de que gostamos muito, como dizia o Jorge Sampaio: "Viver é porreiro"! Ele falou com alegria dos telefonemas recebidos de muitos amigos, uma surpresa para ele: "como é que eles descobriram o meu número de telefone?"

Eu admiro a dedicação até exagerada que ele oferece à família e admiro ainda aquela cabecinha a discorrer sobre assuntos de direito com uma clareza meridiana, sinal de que ele está continuamente voltado para a solução dos muitos problemas que surgem no notariado de que ele foi profissional. E muitos amigos aproveitam... 

Como exemplo, demorámo-nos a falar dos problemas de muitos pais que, antes de morrer, querem deixar segura a subsistência do filhos que, por várias razões, não conseguem sobreviver sozinhos... Para além de terem de recorrer a uma instituição (Misericórdias?) que se comprometa nessa tutoria, graças ao património que foi doado, outros problemas surgem com o designado usufruto (quer com os pais quer com os filhos), pois estes podem ter de ser considerados "maiores acompanhados" (por não saberem orientar-se sozinhos!). E além do usufruto, uma figura de direito muito importante, pouca gente sabe de outra solução a que se possa recorrer para resolver melhor algumas situações. É o chamado "direito de uso", que consiste em uma pessoa usar um espaço sem dele ter mais nada, o que é diferente do usufruto, que permite até arrendar o espaço ou uma parte, gozando desses benefícios. Esta é a minha linguagem, não a de direito!!!

Também lhe falei dos três desejos que ultimamente me vêm à cabeça: visitar o Manuel Cardiga em Cardigos, o António Escarameia em Vila Velha de Ródão e a Serra das Talhadas nos Montes da Senhora. Mas tenho de ter companhia, naturalmente. 

E assim andamos por aqui. E assim o blogue continua a ser "ponto de encontro". Passem bem... Quem escreve a seguir?

António Henriques

1 comentário

Comentar post