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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Do Seminário de Portalegre

09.01.20 | asal

MIGALHAS DE HISTÓRIA

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Acabo de receber o livro “Seminário Maior de Portalegre. Milagre da Providência”, da autoria do Cónego BONIFÁCIO BERNARDO, editado no final de 2019, em Portalegre.
Dois ou três pormenores são merecedores de os trazer aqui a público por constituírem “migalhas” da história dos Vales. É que, naquela obra, são referidos três valenses que, de alguma forma, estão ligados aos seminários diocesanos da agora denominada diocese de Portalegre-Castelo Branco.
O primeiro é o Sr. LUÍS ALVES TAVARES que, quando o antigo seminário de Portalegre fechou por força da política anticlerical da I República, no ano lectivo de 1916/17, fazia parte de uma lista de sete alunos enviados para o seminário de Santarém. Não chegou a ser ordenado padre e todos os valenses acima dos sessenta certamente se lembram dele, estabelecido comercialmente na aldeia e popularmente conhecido como “Luís Zeca”. A sua loja era uma espécie de centro comercial antes do tempo, onde quase todas as mercadorias poderiam ser encontradas e todos os serviços prestados, desde fazer uma chamada telefónica à recepção do correio, passando pela leitura e escrita de correspondência aos analfabetos…

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O segundo é o Padre ANTÓNIO MARIA MARTINS MANSO que recebeu a tonsura e as quatro ordens menores na igreja matriz de Proença-a-Nova, em 1913, conferidas pelo Bispo D. António Moutinho, que então residia no Caniçal Cimeiro, numa espécie de desterro/exílio imposto pela República, onde funcionavam os serviços diocesanos e se havia tornado uma espécie de capital diocesana em virtude da presença permanente do Bispo. ANTÓNIO M. MANSO foi ordenado padre em 1917, na Sé de Castelo Branco, pelo Bispo seguinte, D. Manuel da Conceição. (Ver foto do Padre Manso.)
O terceiro sou eu próprio que, no ano lectivo de 1970/71, fui aluno no primeiro ano de Filosofia. De lá saí a meio desse ano para estudar no antigo colégio diocesano de Proença-a-Nova antes de prosseguir os estudos na Universidade Clássica de Lisboa. Foi com emoção que olhei a lista dos nomes dos meus colegas de então. Lembro-me de todos. Tudo gente boa! Só não sei o que foi/é feito de dois. Outros dois, que eu saiba, já faleceram. Os restantes vamos contactando uns com os outros, menos que o desejável mas de acordo com o que a vida vai permitindo…

António Manuel M. Silva

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