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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Dia Mundial dos Pobres

14.11.19 | asal
Meu caro Henriques
Como Presidente da Comissão "Justiça e Paz" da nossa diocese de Portalegre e Castelo Branco, envio-te este Comunicado para, se achares por bem, dá-lo a conhecer aos nossos Amigos do Animus. Pela pertinência do assunto, penso que pode sensibilizar algumas consciências para esta causa tão gritante e, infelizmente, tão pertinente.
Um abraço na amizade que a todos nos une...
Até sempre
Florentino Beirão
 

A Comissão Diocesana “Justiça e Paz” da diocese de Portalegre e Castelo Branco, no seu último encontro, debruçou -se sobre o problema da Pobreza, analisado nas suas múltiplas vertentes, à luz da Mensagem do Santo Padre Francisco, para o ”III Dia Mundial dos Pobres” que este ano ocorre no dia 17 do próximo mês de novembro e cuja mensagem tem como lema “A Esperança dos Pobres, jamais se frustrará”.

Hoje, segundo as estatísticas da “Prodata”, os jovens portugueses, com menos de 18 anos, 21% encontra-se em risco de pobreza e os mais idosos, a partir dos 65, atinge os 17%.

Ao analisar-se as situações de pobreza da nossa região, situada no interior do país, a Comissão constatou que, cada vez mais, nos damos conta que hoje existem novas formas de pobreza às quais devemos estar sensibilizados, para podermos dar respostas urgentes eficazes. Tanto da parte dos cidadãos atentos a esta problemática social, como às nossas autoridades políticas, responsáveis maiores, pelo bem-comum. Desde a pobreza chocante à pobreza escondida ou disfarçada, o vasto mundo da pobreza dos nossos dias abrange largas periferias às quais, segundo o Papa Francisco, devemos prestar atenção e dar uma resposta rápida e apropriada a cada caso.

Constatámos ainda que, mesmo as pessoas que se encontram a trabalhar numa determinada empresa, devido aos baixos salários hoje praticados, bem como à precaridade em que, geralmente se encontram, poderão vir a cair também numa situação de pobreza. Sobretudo, se o agregado familiar for de uma alguma dimensão. Hoje, como sabemos, com as despesas familiares fixas tão elevadas, quem vive com o baixíssimo ordenado mínimo, acabará por ter uma vida a roçar a pobreza.

Outra fatia da população que vive em situação de grande debilidade material e afetiva são os nossos numerosos idosos que vegetam com uma pequena reforma, a rondar os 300 e poucos euros. Sem sindicatos que os una e defenda, vão ficando marginalizados na nossa sociedade, vivendo aos soluços.

Como sabemos, o nosso país, quando, recentemente, ficou sob a tutela da troika, ao longo de três anos, (2012-2014), quem mais sofreu foi a classe média e as pessoas em situação de pobreza, nomeadamente a enorme fatia das pessoas idosas.

Embora, nos últimos aos, a situação destas pessoas, muito modestamente, se tenha vindo a reverter ligeiramente, o que é certo, com a brutalidade de impostos, diretos e indiretos, a que a população se encontra refém, continua a viver numa degradada situação social.

Os governos vão mudando, as promessas de redução vão sendo apregoadas nos períodos eleitorais, mas a pobreza estrutural, de uma grande parte dos cidadãos não tem sofrido alterações significativas.

Fazendo nossas as palavras do Papa Francisco, na referida mensagem, a Comissão Diocesana de Justiça e Paz propõe para reflexão: “procurar em cada pobre que encontrais, aquilo de que tem verdadeiramente necessidade; a não vos deter na primeira necessidade material, mas descobrir a bondade que se esconde no seu coração, tornando-vos atentos à sua cultura e modos de se exprimir, para poderdes iniciar um verdadeiro diálogo fraterno”. 

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Foto dos combonianos