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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Dia de S. Martinho

11.11.19 | asal

O MAGUSTO

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EM DIA DE S. MARTINHO

Ainda se mantém viva e realiza-se um pouco por todo o País a tradição dos magustos, eventos variados que dão para todos os gostos e Sacavém não foge à regra.
Os protagonistas principais são sempre os mesmos, a castanha e o vinho novo.
A tradição do S. Martinho tem-se mantido ao longo dos séculos e as populações vão celebrando todos os anos, deixando aos seus descendentes a herança deste costume. A vida de S. Martinho está cheia de milagres e histórias, sendo a mais conhecida a partilha da sua capa com um pobre que pedia esmola no caminho por onde passava. Uma tempestade fustigava a região e o mendigo, regelado e com fome, tocou o coração do soldado romano.
Por este gesto, Deus recompensou-o e as nuvens e o frio desapareceram, o Sol apareceu no horizonte como se fosse verão.
Daí a origem da lenda de S. Martinho, diz-se em França que o Verão de S. Martinho é associado a um milagre, pelo facto de terem reverdecido as árvores, florido as plantas e as aves começaram a cantar, quando o corpo de S. Martinho foi levado de barco de Candes, onde falecera, para Tours, onde foi sepultado.
Na nossa cultura, o dia de S. Martinho, 11 de Novembro, é celebrado por todo o País, sendo as castanhas e o vinho novo, os ingredientes principais deste dia.
As castanhas eram dadas aos pobres e representavam a abundância e o alimento, tanto que o castanheiro era conhecido pela árvore do pão e o vinho novo simboliza a renovação e a alegria. Muitos são os provérbios alusivos a este dia; por exemplo “no dia de S. Martinho, lume castanhas e vinho” ou “no dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho”.
A castanha é um fruto rico em hidratos de carbono e quando assada liberta toda a água, transformando-se em vapor sob pressão, causando o rebentamento. Daí a necessidade de um golpe antes de serem assadas.

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Os magustos tradicionais muito populares estão enraizados nas populações servindo de convívio entre famílias e amigos. Retratam antigas animações populares, com cantares e jogos tradicionais que animam e enriquecem os convívios.

Lugares há que não dispensam as iguarias regionais, cujos sabores, próprios das regiões, completam o dia festivo de S. Martinho, com bons pratos de carnes, sobremesas de doces variados e os licores.
As feiras, onde tudo se vende e se compra, aparecem com destaque por todo o País.
Aí sobressaem as tasquinhas de produtos regionais, envolvendo a castanha e o vinho novo. E, nos meios rurais, grupos de famílias e amigos juntam-se à volta da fogueira, assam as castanhas, bebem água-pé e jeropiga, originam brincadeiras, cantam cantigas e enfarruscam-se com as cinzas.
Reina a alegria.

João Antunes
20191109

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