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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Conversas Inacabadas - 4

21.08.21 | asal

A Propósito do aniversário da Diocese

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Atribuímos ao tempo a causa de muitos efeitos, os evitáveis e os inevitáveis, apesar de nem sempre concordarmos com as diversas definições com que os mais entendidos o descrevem, sendo certo, porém, que algumas apaziguam a nossa curiosidade.

Santo Agostinho definiu o conceito de tempo como:” …numerus motus secundum prius et posterius…”(O número de movimentos antes e depois), cuja apreensão, compreensão e explicação tem consumido os neurónios a muitos filósofos e feito correr muita tinta!

O tempo ganha diversas cognominações na sabedoria dos letrados e na popular, conforme o prisma pelo qual é vivido, sentido, olhado e pensado no seu decurso. Desde o tempo físico, medido por relógios e por outros instrumentos, ao tempo (…) meteorológico cujas medidas e classificação são quase inumeráveis, tudo dependendo do seu estado: soalheiro, quente, frio, ventoso, chuvoso, ciclónico, etc. Passando pelo tempo psicológico, que tanta influência tem nas nossas emoções. Todos sabemos, como sentimos e vivemos, de forma diferente, um igual período temporal, caso a nossa tensão emocional, nesses períodos, seja, positivamente gratificante, agradável, ou negativa, instável e preocupante. Para o nosso estado psíquico não tem comparação o período em que esperamos pelo resultado de uma entrevista para emprego, com aquele que passamos com um amigo, que não vemos há montes de anos. O mesmo se passa em muitas outras variáveis do nosso existir.

 Mas, adiante. Quanto à conceção do tempo e às suas variantes e medidas, seria interessante falar dos conceitos que dele tinham o homem pré-histórico, o homem agrícola, o industrial, e o pós-industrial… para não falar do tempo do digital, das redes sociais, da robótica e das culturas ou subculturas por eles geradas.

Mas hoje pretendo, apenas, invocar um tempo histórico, no qual foi configurado um espaço territorial, com o qual quase todos nos identificamos e nele se insere a  nossa Diocese de Portalegre.

 O tempo histórico em que foi criada a Diocese de Portalegre situa-se em 21.VIII.1549, pelo Papa Paulo III.

Assim, neste dia 21 de agosto a Diocese completará 472 anos.

Aqui ficam os meus parabéns ao Dom Antonino, o nosso atual Pastor, a quem desejo as Primícias do Espírito Santo.

A criação da Diocese de Castelo Branco aconteceu em 07.VI.1771 e foi extinta por Leão XIII em 30.IX.1881.

O título atual da Diocese de Portalegre - Castelo Branco foi concedido por Paulo VI em 18.VII.1956, data em que nomeou o seu titular, D. Agostinho Joaquim Lopes de Moura, o Bispo que quase todos nós conhecemos e que presidiu aos destinos da Diocese até 1978.

Se não estou em erro, o Dom Agostinho completou, em 1981, já na situação de emérito, 25 anos como Bispo e 50 como sacerdote. Oportunamente, a Diocese celebrou aqueles aniversários com atos festivos em Portalegre, aos quais minha mulher e eu tivemos a alegria de estar presentes, tendo-nos o D. Agostinho acolhido com estima, assim como D. Augusto César, o Bispo, que então, presidia à Diocese. Fiquei contente com a referência muito elogiosa que o João Lopes expressou no” Animus Semper” ao D. Agostinho Joaquim Lopes de Moura, pois, este Homem foi, para mim, um grande apóstolo do” Povo de Deus”, que muito dignificou a Igreja, Comunidade de Crentes no Senhor Jesus.

Caso haja oportunidade, gostaria de vir partilhar a experiência que vivenciei nos tempos de Dom Agostinho, quer quando exerci o ministério, quer quando dele pedi a dispensa.

Por ora, fico-me por aqui, esperando que a vossa boa vontade nos configure na fraternidade.

Ernesto Jana

NOTA: Sempre disponíveis, Ernesto Jana, para mais outras tuas vivências. Assim se constrói comunidade!. AH