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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

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As redes sociais

Na volatilidade dos dias e na modorra deste tempo quente, há gente que continua a pensar e a reflectir sobre os costumes nas redes sociais. Trago para aqui este texto, sobretudo a pensar nos que não usam estas mesmas redes sociais, onde encontramos muito lixo e muitas pérolas. Obrigado, Mário Pissarra! AH

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Dois pensamentos e uma dúvida

Esta manhã, ocorreram-me dois pensamentos que gostaria de partilhar. As pessoas andam sempre com a boca cheia com as redes sociais. Pelas mais variadas razões. Acontece porém, que o meu fraco conhecimento destas me permite concluir:

  1. As redes sociais albergam descaradamente muitos movimentos anti-sociais.
  2. Descubro nelas inúmeras pessoas muito preconceituosas. Preconceitos sobre os temas mais impensáveis. Sempre gostei da tradição espanhola de preconceito: pré–juízo, isto é, um juízo já feito anteriormente. É só aplicar ao novo caso, sem se analisar e conhecer os factos.
  3. As intervenções mais comuns vão no sentido da intolerância. A fauna mais abundante é a do juíz justiceiro para quem não sente, pense ou aja como ele considera que devia ser.
  4. A recusa de debate e discussão argumentada. O mesmo é dizer: reina um dogmatismo básico e primário.
  5. A informação veiculada mais do que informação é manipulação; quase sempre em nome da verdade. A descaracterização deste conceito e valor é tal que a podemos considerar: o ouro negro das mil utilizações …

O outro pensamento tem também a ver com as redes sociais. É o reino dos sabichões. Mas a sociedade não necessita de sabichões, mas de sábios. É verdade que a Internet põe à disposição instrumentos de trabalho e informação à distância de um clique. Mas, … um sabichão não precisa de consultar ou investigar. Ele já sabe, assim o pensa.

Acontece, porém, que a sociedade precisa de sábios. Alguém que consiga traduzir, após longos trabalhos de digestão, as informações e vivências em conhecimentos. E, além disso, os coloque ao serviço da humanidade. O sábio não é um teórico ou um cientista, é alguém que consegue encontrar caminhos para uma vida melhor para si próprio e como proposta para outros. Ao sábio exige-se a sabedoria do viver. Não é um adepto da boa vida, mas da vida boa!

O sábio, ao contrário do sabichão, está sempre pronto e gosta de aprender. Não é um papagaio repetidor ou um pavão exibicionista. Tão pouco uma enciclopédia ambulante ou um Doutor Google. Tem consciência dos limites do seu saber. Considera-o uma pequena ilha no mar da sua ignorância. E, sobretudo, não confunde o meio com o fim. Aprender a voar não é muito interessante ou belo. Bonito é voar. O sabichão não usufruirá nunca da descoberta de novos terraços para levantar voo ou imaginar o terrado dos outros e os seus voos.

Bateu-me à porta uma dúvida e deixei-a entrar. Será que estes sabichões alguma vez aprenderam a voar? Ou será que, por preguiça de aprender a bater as asas, só sabem rastejar?

Mário Pissarra

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