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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

As boas vindas a 2019

Meu bom e esforçado Amigo Henriques
Aí te envio mais uma conversa para os meus amigos, se estiverem dispostos a tal, mastigarem comigo. Se o tema vos picar, já me dou por satisfeito. Como todos, todos os dias do ano, vivemos entre a Esperança e a Incerteza existenciais, é bom que saibamos aceitar e potenciar todos os momentos das nossas vidas. Segundo o papa Francisco, este é o correto caminho da sabedoria e da santidade. Para todos os meus amigos que optaram por caminhar  nesta aventura que é o Animus Semper, em solidariedade Amiga, vão os meus votos da continuação deste Novo Ano, certamente com surpresas diárias, para quem tenta viver todos os momentos da sua Vida. Abraços

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Entre a incerteza e a confiança

 

Quando nasce uma criança, logo nos interrogamos sobre o seu futuro. Na realidade, a vida de cada ser humano é sempre um mistério. Tanto podemos ser vencedores, como uns vencidos da vida. Muito irá depender dos nossos comportamentos pessoais e das circunstâncias existenciais de cada um de nós, como pessoas livres e responsáveis.

Do mesmo modo, quando entramos num Novo Ano, nos interrogamos acerca das surpresas que ele nos vai oferecer. Uma caixinha bem fechada que, lentamente, se irá abrindo, dia após dia, ao longo do ano. Na certeza porém de que, como afirmou o escritor A. Camus (1913.1960), “a verdadeira generosidade com o futuro, consiste dar tudo ao presente”.

Para já, contamos com uma desagradável certeza. Logo no início deste ano, somos confrontados com a subida generalizada de preços. Um deles tem a ver com um aumento fiscal relativo a preocupações ecológicas. Assim, a nova taxa de carbono, sobre os combustíveis, cairá sobre o gasóleo, a custar mais um cêntimo por litro. Já não bastavam os 63% que pagamos pelo preço da gasolina. A nível de eletricidade, felizmente, deixaremos de pagar parte de uma fatura, a mais elevada da UE.  

Em relação ao surto grevista dos últimos tempos, este irá manter-se. Até já se encontram marcadas algumas dezenas. Em grande parte recorde-se, ainda em consequência do garrote provocado pela famigerada troika que tantos estragos provocou, sobretudo ao nível da classe média. Será neste setor social, juntamente com o da juventude - os grupos mais martirizados pela globalização, que os emergentes populismos tentarão caçar os seus votos. Como temos observado, importantes países da Europa como a França, a Itália e a Espanha já nos revelaram as consequências das anteriores políticas restritivas, aplicadas sem critério racional. A extrema – direita, como não dorme em serviço, já se mostrou determinada em minar uma Europa social-democrata, desenhada no pós – Guerra e que tantos anos de paz nos deu. Em seu lugar, oferecem-nos agora a construção de um espaço europeu neoliberal e fechado, onde só o lucro conta. Uma inspiração política que se encontra em linha com a América de Trump e da Rússia de Putin. Aliás, estes políticos esfregam as mãos com o que se está a passar numa Europa desunida e em crise, com o “Brexit” em “ banho de maria”.

A nível político, neste ano já se conta como um novo partido  - a “Aliança”, recém-fundado por Santana Lopes. Rui Rio que se cuide. No escrutínio de outubro próximo, este novo partido já sonha arrecadar 10% de votos. Outro dos temas que continuarão a permanecer na agenda mediática tem a ver com os bicudos problemas na Justiça, na Saúde e na Educação.

No campo da Justiça, a nova Procuradora-Geral da República, Lucília Maria das Neves, terá que saber gerir com pinças os casos mediáticos que herdou de Joana Vidal. Certamente, irá continuar a mudar a perceção de que há uma justiça para pobres e outra para ricos. Também a continuação da luta contra a corrupção será certamente outra bandeira, se queremos construir numa democracia defensora da verdade e da decência social.

A nível da Saúde, com as carreiras da enfermagem estagnadas há largos anos, com ordenados de miséria para a suas habilitações e com a falta de profissionais no SNS, não vai ser fácil para a nova ministra lidar com tais problemas. As justas e continuadas greves prometidas para o início deste ano, irão continuar, até que o governo negoceie alternativas satisfatórias. A nova ministra Maria Temido, ao herdar uma pasta tão complexa, terá de tomar medidas rápidas para esbater os graves problemas com que se debate o seu ministério. Gerir um setor com tanta falta de meios e com tal excesso de dívidas, não será tarefa fácil.

 No campo da educação, com os professores do ensino público a registarem um acentuado envelhecimento - com 40% a terem pelo menos 50 anos - o seu desentendimento com o Governo, devido à contagem do tempo de serviço, irá continuar na ordem do dia. Agora, com o “nim” do Presidente da República, a reenviar o diploma para a Assembleia, criou-se um novo facto político para alimentar a luta dos sindicatos e um nervosismo irritante para o governo.

Entre o medo do desconhecido, mas com plena confiança no futuro, iremos enfrentar a aventura deste novo ano. Umas boas vindas a 2019 e um Feliz Ano Novo Solidário.

florentinobeirao@hotmail.com

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