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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

ANTIGOS ALUNOS — RECORDAÇÕES

18.05.20 | asal

Mais uma bela súmula de tempos velhinhos. Desta vez, ficamos gratos ao Joaquim Nogueira, quase gémeo do João Heitor, pela descrição do que era a Associação em tempos idos, a perder da memória. E nós sentimo-nos herdeiros desta ideia e desta vontade! AH

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A MINHA COLABORAÇÃO,

A PARTIR DOS FINAIS DOS ANOS SETENTA

Feito o serviço militar em Vendas Novas, onde tirei o Curso de Oficiais Milicianos, fui promovido a Aspirante e colocado no Regimento de Artilharia 3, na FIGUEIRA DA FOZ, nos anos de 1956 – Fevereiro –até Fevereiro de 1957. Estive 14 anos, como Director comercial e industrial, numa empresa portuguesa que se dedicava à exploração de óleo de palma, com 4 fábricas, empregando 2400 trabalhadores, sendo 400 efetivos e 2000 tarefeiros, isto no ex-Congo Belga.

Voltei para Portugal em meados de 1970, tendo sido convidado para jantar em casa do Rodrigues Jorge, em que a sua mulher Cândida tinha, como prato principal, feijão frade e petingas que era o nosso pequeno almoço do seminário.

Fui convidado para a Associação e, com o Heitor, passei a ter uma colaboração ativa. Começou, então, uma atividade que se estendeu até hoje, com reuniões, encontros, excursões e outras atividades como passo a resumir:

REUNIÕES

Foram muitas as reuniões que tive com o Heitor e outros colegas mais interessados, como o Patrocínio, o Carrilho, o Alberto Duque, o Manteigas Martins e outros de que não me recordo.

As reuniões tinham lugar ou no meu escritório da Defensores de Chaves, ou no escritório do Manteigas. Nessas reuniões tentava dar-se execução ao deliberado na reunião anual, designadamente a sardinhada e o magusto. Delineávamos as circulares, cujo texto final era feito no meu escritório, dactilografado e feitas fotocópias que eu levava a casa do Heitor onde fazíamos envelopes para os colegas, escritos à mão, e enviadas as circulares nos envelopes que entregávamos no correio de Carnaxide.

O  MAGUSTO E A SARDINHADA

Era eu quem comprava e levava as sardinhas e as castanhas. Apanhávamos cisco e acendalhas na serra de Monsanto e fazíamos fogueiras. Alguém trazia vinho ou água-pé e era uma ALEGRIA. Que trabalheira, mas que prazer sentíamos nestes convívios. Tempo que não volta! Esquecia-me de dizer que fazíamos churrasco de febras, entremeada e frango. As nossas mulheres levavam bolos caseiros e arroz doce. Coisas que se compravam e, no fim, dividia-se a conta, por cabeça.

E N C O N T R O S

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1 - Todos os anos se fazia um ENCONTRO na casa de retiros da  BURACA. Durava o dia todo. Às 11 horas, começavam a chegar e ficávamos no paleio até ao meio dia e meio, hora da EUCARISTIA.

Seguia-se o almoço fornecido pelas Irmãs, sendo nós quem ia buscar as terrinas e pratos de comida ao postigo da cozinha. No fim era anunciado, pelo Heitor, o custo fixado pelas Irmãs, acrescentando que, quem não pudesse, não pagava.

À saída do refeitório, um de nós aguardava com um saco de papel para nele cada um depositar o que entendesse. No fim contava-se o dinheiro e sobrava sempre, indo eu e o Heitor pagar às Irmãs o que tínhamos combinado.

Na parte da tarde havia a chamada SESSÃO SOLENE, em que se discutiam problemas candentes e se tomava conhecimento do decorrer da vida do seminário.

Era nomeada nova comissão – sempre a mesma! – e passava uma folha para, quem quisesse, contribuir para o Seminário.

Terminava-se com chá e bolinhos.

2 - Outros encontros houve, como os que se faziam nos seminários por altura das excursões anuais.

E  X  C  U  R  S  Õ  E  S

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  1. - Excursão às CAVES DO BARROCÃO. O DONO era amigo do Alberto Duque. Almoçámos leitão nas próprias caves e bebemos do “néctar” das garrafas e pipas que nos rodeavam. Esta excursão teve lugar devido aos conhecimentos e amizades que o Alberto tinha na zona.
  2. – excursão à zona de ALMEIRIM/CHAMUSCA – o NOSSO colega MANUEL FARINHA convidou-nos para uma sardinhada na sua casa de campo. Bem-recebidos e foi um dia memorável.
  3. – Sei que fizemos outras excursões. Lembrei-me agora de uma que fizemos a AVEIRO e fomos comer uma caldeirada de peixe, com o Marcelino, que era, então, bispo da diocese.
  4. – Não me recordo de outras, mas sei que fizemos mais.

A logística das excursões era feita no meu escritório, sendo encarregado do autocarro o Patrocínio.

  1. – Falta-me referir as excursões, eu diria anuais, que fazíamos ao Seminário de Alcains.

As excursões eram feitas de autocarro, tratado pelo Patrocínio, e as inscrições passavam pelo meu escritório.

Vou terminar esta descrição em virtude do meu estado de saúde ser periclitante e creio ter dito o mais importante.

Não posso deixar de agradecer a quem comigo colaborou e a todos os antigos colegas, desejar SAÚDE, PAZ, ALEGRIA E AMOR.

LISBOA, 18 de Maio de 2020

JOAQUIM NOGUEIRA

NOTA: Vemos o jovem Joaquim Nogueira com t-shirt azul às riscas nas duas fotos. AH

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