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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Aniversário

03.11.20 | asal

PARABÉNS, PADRE!

José Ant. Gonçalves.pngNascido em 1970, celebra agora 50 anos o jovem P. José António Ribeiro Gonçalves, que é Pároco de Estreito, Orvalho, Sarnadas de São Simão e Vilar Barroco, Concelho de Oleiros e Arciprestado da Sertã; Coordenador do Secretariado da Educação Cristã da Infância e Adolescência; Arcipreste de Castelo Branco. Tem muito por onde se ocupar...

Os amigos que formam este Grupo de Antigos Alunos dos nossos seminários cumprimentam este colega que se ofereceu para servir o povo de Deus, dão-lhe os MELHORES PARABÉNS DE ANIVERSÁRIO e desejam-lhe saúde e longa vida no cumprimento feliz da sua missão. 

Contacto: tel. 966 895 709

ADENDA: O jornal "Reconquista" destacou há uma semana a celebração dos 50 anos da Igreja do Estreito, onde nasceu o aniversariante, destacando também em longa entrevista as bodas de prata do seu pároco. É da Reconquista o texto e a foto que seguem. AH

igreja Estreito.jpg

 

A Igreja precisa de cristãos empenhados

José António Gonçalves celebra 50 anos de vida e 25 anos de sacerdote. Depois da ordenação em Castelo Branco, onde ficou dois anos na Paróquia de São Miguel da Sé, o caminho seguiu para um grupo de paróquias desde o sul de Portalegre, às paróquias de Estreito, Orvalho, Sarnadas de São Simão e Vilar Barroco, onde hoje acumula a missão com as aulas de Religião e Moral no Agrupamento de Escolas de Oleiros e ainda com o papel de presidente do Centro Social e Paroquial do Estreito.

Muitas tarefas, um só sacerdote. “Não quer dizer que os padres sejam poucos. Se houvesse mais, algumas coisas podiam ser feitas de outra maneira, mas como alguém diria, a Igreja para ser Igreja só precisa de ter um bispo. Não precisa ter muitos padres, mas precisa ter cristãos empenhados, de ter ministérios”, explica, reiterando que deste modo “os párocos ficariam mais libertos para aquilo que lhes é específico”, pois “há três coisas que só os padres podem fazer: celebrar missa, ministrar a santa unção e confessar”.

Nos anos que esteve na Sertã ficou conhecido como “o padre do concurso”, o “Um contra todos”, onde chegou e ganhou, “3485 euros, precisamente”, não pela notoriedade pessoal, mas para chamar a atenção para a necessidade de continuar as obras na Igreja da Sertã, datada do século XV. “Não fui, nem sou uma estrela de televisão, mas a experiência valeu a pena, porque foram chegando mais donativos”. Participou “de coração aberto e com a serenidade de quem não sabe tudo, mas que sabe que Deus guia”. Em contrapartida, os anos 2000, 2003, 2005, 2017 e este 2020 foram mais duros, pelos incêndios que foi testemunhando. “Consolar as pessoas, às vezes não é fácil, pois estamos partidos por dentro e dói-nos também”, confessa, lembrando que este ano “voltou a arder a minha terra e ai a divisão foi grande, entre estar nas minhas paróquias e defender a casa da minha mãe. Mas é assim a vida”. No rescaldo, foi ao terreno levar o seu conforto. “É estar com as pessoas, mas é sobretudo ver a alegria de alguém que está de rastos, porque andou a lutar contra o fogo, ou porque viu o fogo chegar-lhe à porta de casa, ou porque o fogo lhe entrou pelo quintal e receberem-te com um sorriso nos lábios só porque vem lá o senhor padre. O senhor padre veio-me visitar num momento tão difícil”, sublinha José António Gonçalves.

Apesar de ser uma pergunta cliché, ao balanço destes 25 anos respondeu que “voltava a escolher ser padre. De longe”. Admite que as escolhas ao longo de 25 anos de pastoral poderiam ter sido diferentes, mas afirma ter “a certeza e noção de uma coisa, quando nos deixamos conduzir por Ele as coisas acontecem e às vezes se há escolhos no caminho tem a ver mais com a nossa humanidade do que aquilo que é a graça de Deus, que nos vai conduzindo e o espírito que vai soprando”. A consciência é de “entrega total e acho que é isso que faz com que o meu ministério seja um ministério feliz”, um caminho que sempre norteou com uma frase de São João: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” e “a minha vida em abundância tem sido isto, gastar a minha vida, gastar a minha saúde, o meu tempo para oferecer à Igreja e aos que de facto Ele precisar”.