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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Alfazema

22.06.20 | asal

Há mais de um mês, fui acompanhando as mudanças operadas na alfazema do nosso quintal.

O confinamento permite estas bênçãos, como diria o meu amigo, Sr. Cón. A. Assunção, ou ainda o Manel Mendonça (P.), outro amigo que ainda há poucos dias deixou um lindo comentário no blogue.

A natureza não demora muito a evoluir, a operar transformações que nos deixam espantados. Mais morosas e complicadas são as nossas transformações pessoais, sem saber se levamos uma boa vida ou uma vida boa, como diria o amigo José Maria M. Martins, filosoficamente falando. 

«José Maria Morgado Martins Pois é! Uns defendem e fruem uma BOA VIDA. Outros preferem e tentam praticar uma VIDA BOA. E a "velha" e sempre actual problemática ética é muito mais complexa do que a simples colocação do adjectivo, antes ou depois do substantivo.... Eis um ótimo ponto de partida para uma análise psicanalítica. O bichinho assassino não nos mata apenas, também incentiva a nossa fértil imaginação. Penso eu...»

Olha, Zé Maria, o bicho assassino mata-nos mais depressa ainda que qualquer mudança no meu quintal. Mas foi o tal "bicho" que, aprisionando-me, me levou a olhar para esta natureza circundante, tão cheia de vida, de cor e de beleza.

À falta de novidades, estou mais uma vez a abrir a porta de casa e do quintal, para os amigos poderem ver o que por aqui se passa. É o que posso oferecer-vos. Cada um faz o que acha que é melhor para ajudar os outros. E como eu não tenho nem o recheio imagético e respetiva criatividade, nem a abundância de livros e de filosofia do bem conhecido Mário Pissarra, fico com esta prenda. Ele, sim, é que diariamente traz imagens bem capazes de nos fazer esquecer o ar de prisão, provocando o riso, criando boa disposição... É assim que ele se justifica:

«Mário Pissarra Se reparares, isto começou com a pandemia. E tem termo previsto. Quando muitos massacraram com as maiores tragédias ao virar da esquina, com cenários deprimentes, com previsões aterradoras, que felizmente não se concretizaram, eu achei que devia remar contra a corrente desta forma. Uma opção. Certa, errada? Êxito fácil? Nisto estou como no jornalismo: quero factos. A minha opinião sou eu que a construo a partir dos factos. Não quero que me dêem a opinião deles em vez dos factos.» 

Diariamente o Mário aparece e o amigo Zé Maria complementa o pensamento ou amplia-o ou discute e, por dá cá aquela palha, cria belos momentos de entretenimento. Obrigado aos dois!

O que eu quero, afinal? Tão simples como isto: vou mostrar-vos as fotos de crescimento da nossa IMG_20200616_173505.jpgalfazema bem cheirosa, que este ano prolonga a sua existência por obra da vizinha Felicidade; ela ensinou a Antonieta a fazer umas maçarocas para encher da sua fragrância os roupeiros da casa. Aqui estão uns rolinhos já feitos e mais espigões e corolas à espera de mãos modeladoras para completarem o trabalho.

A alfazema, toda ela bem cheirosa, também chamada Lavanda, é bem conhecida pelas suas propriedades calmantes. Nem eu sei quanto este grande mouchão do quintal me tem ajudado a suportar irritações adventícias, que não chegam à superfície. Ora aqui está: bicho invisível maldoso versus bicho visível beneficente.

Vejam aonde chegou este discurso! Passem bem e defendam-se. E olhem as fotos...

António Henriques

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