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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

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Aconteceu no domingo...

Roubei ao Jorge Calhas e penso que não é pecado... Ando à procura de quem escreve certos escritos, dos tais que puxam ao passado, ao gosto do humano, ao sabor a vida. Obrigado, Jorge! AH

jorge Calhas.jpg

 

Confidenciei ao Padre Luis que tinha curiosidade de assistir à sua cerimónia de ordenação sacerdotal e por isso lhe pedia que me avisasse do dia da Sua Ordenação..

Domingo passado, pelas 11 horas, fiz o que muitas vezes fiz. Um dia de um calendário que a todos os instantes fazia desfilar no meu cérebro imagens quotidianas dos anos cinquenta e sessenta do século passado. Enfiei o carro pelo viaduto que passa da Nac 10 em direção à Cimpor. Dirigi para junto do Rio para meter pela Miguel Bombarda de onde avisto o clube Náutico. Regresso aos meus 15 anos quando insisto em ver se na Salvador Marques ainda lá existia o teatro, mas nada encontrei. Sabia que por ali alcançaria a Filipe dos Reis e num instante estaria na Igreja de S. João Batista. Depressa verifiquei que tudo estava como esteve, nos arrabaldes da igreja Matriz.

O Dommissa.jpgingo era especial, não é todos os anos que S. Eminência ali vai ordenar um Sacerdote. A escola Primária dos meus 6 aos 10 anos lá estava enfiada na encosta que galga até ao templo, que lá do cimo apazigua toda a Alhandra. Tudo estava igual, escadaria da Igreja, guarda-ventos, as portas imponentes de entrada, a coxia, o cheiro a incenso e as três grandes naves divididas por poderosas colunas que, em cima, traçam ogivas entre si acolhendo num ar fresco e leve as mentes que se proponham fazer meditação (oração), sei que é diferente, mas foi o que sempre fiz. Orar não é comigo, daí a minha iliteracia eclesiástica. Subi as mesmas escadas que acessam ao sino da igreja e de caminho nos disponibilizam o espaço onde o meu Amigo Júlio fazia o órgão abanar ouvidos ainda a tecer-se de outros ares de ideias pouco propensas à colheita da palavra de Deus. Mas porventura, como dizia S.Eminência, tudo é consequência da eficácia duma palavra de forte impacto, um daqueles que apaga todas as outras, dando vias à Santa Fé. Antes não tivesse sido treinado no seminário ao uso do pensamento nos dias de solilóquio de retiro espiritual. “Isso pensem no que quiserem, mas nem um pio se pode ouvir!!”

Mas valeu a pena ouvir S. Eminência falar sobre Abraão e Isaac, o Paulo mais a epístola dos romanos. Mas valeu mais ouvir falar de Jesus o Cristo, o único homem que até hoje na história sapiens falou de emancipação humana, libertação das mentes aos grilhos do poder sádico do Velho do Restelo. Mas e sobretudo ver toda a gente se olhar e cumprimentar o seu irmão do lado, tal Jesus lho mandara. Estou velho… no meu tempo não havia isso… nem havia estas teclas do riso escondido no emotivo da palavra teclada. A palavra ia aos ouvidos e olhos das pessoas. Era outra palavra.. outros tempos.

Luís, muita sorte e inspiração é o que te desejo para ensinares os caminhos que Jesus apontou como sendo os da Concórdia e Paz.

Jorge Calhas

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