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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

A tia do Ripanso

04.10.19 | asal

O último fim de semana não foi apenas festival do plangaio e maranho.

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Muitas outras coisas nos ocuparam. Hoje lembro a visita que fizemos ao Ripanso para estar com a nossa tia Encarnação, uma senhora cheia de vida e com muito que fazer na horta, onde não deixa crescer a erva...

Nos seus 103 anos, fala connosco com muita alegria e nós olhamos para ela a lembrar as muitas peripécias da vida, boas e más, sentindo sobretudo um agradecimento profundo pelos momentos em que cuidou de nós como seus filhos e nos mimoseou com ofertas, carinhos e beijos.

António Henriques

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Embora um pouco fora de contexto, confesso que esta visita me baralhou um pouco. A casa da tia é das primeiras da aldeia e a povoação estende-se por aí abaixo. Eu visitava a tia, mas nunca descia à aldeia. Desta vez, por irmos com os primos Zé Andrade e Clara, descemos até ao fim do Ripanso, pois a casa deles é a última.

Qual não é o meu espanto a olhar para os espaços, as casas, as quelhas! A minha aldeia «encolheu». As distâncias encurtaram, o forno é pequenino, o largo ao lado, onde os homens jogavam às cartas, as crianças brincavam e onde se faziam os bailes, agora é um espaço minúsculo. Mas nada o encurtou. Os muros e as casas não mudaram de sítio... 

Vejam como os olhos de criança aumentam as perspetivas... AH