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Animus Semper

A morte da esposa do Leonel

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ECOS DE UM DIA TRISTE 

Acabo de ouvir do escritor Rui Cardoso Martins a mais linda "homenagem" à sua mãe, a professora Lurdinhas, como era chamada pelos seus alunos da Primária.  Na sua crónica das quartas-feiras na Antena Um, que sempre ouço religiosamente, hoje o seu filho dizia com orgulho:  como professora, era um exemplo de dedicação e competência profissional.  Muitos alunos, já , em idade madura, ofereciam-lhe as suas teses de doutoramento, confessando o quanto lhe deviam; mesmo aqueles que pouco aprendiam, reconheciam que, se eram alguma coisa na vida, à Lurdinhas o deviam, pelos valores morais que ela soube transmitir-lhes.
Dedicada ao social, refere o caso de uma sem-abrigo, a quem a sua mãe deu uma linda casa. Elogiou o casamento dos pais de quase 50 anos. Finalmente como escritor de Portalegre e do mundo, citou a Toada de Régio e de mais um poeta, amigo da família, seu padrinho de Baptismo. Acabou  com uma espécie de oração pela chuva que caía como uma bênção de fertilidadade que fará nascer, em terra fustigada pela seca, aquelas florzinhas de  que a Lurdinhas tanto gostava. 

j. Lopes