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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

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A Igreja de hoje

E continuo a "roubar", sempre por uma boa causa: tirar temas actuais do Facebook para os iletrados desta rede mas aderentes de outra, o blogue ANIMUS SEMPER.

Desta vez, uma reflexão do Tó Manel Silva sobre o estado da nossa Igreja, como é reflectida na imprensa e outros meios de comunicação... Pessoalmente, também já me deu vontade de escrever sobre a vergonha pessoal que sinto quando vejo que há centenas e milhares de padres envolvidos na violência contra crianças e jovens, e até bispos e cardeais, uns que ocultam e outros que praticam... Dizia alguém há dias que ia fazer greve por uns tempos, deixando de frequentar a igreja... Mas depois pergunto-me: vamos aderir a uma Igreja dos puros? Vamos praticar uma religião individualista, mais ao modo protestante, relacionando-nos apenas com Deus? Mas o que é a fé pessoal se não conta com a comunidade que ta inspirou? AH

Tó Manel.jpg

 

ENCRUZILHADA


A Igreja Católica Apostólica Romana encontra-se nos dias de hoje numa verdadeira encruzilhada da qual vai ser muito difícil sair. Verdade seja dita que ao longo da sua história bilenar, aqui refiro a Igreja no sentido mais amplo, não é qualquer novidade. 
Contudo, a situação actual é mais grave que a generalidade das crises que a têm assolado. Julgo não estar muito longe da verdade se ousar comparar a grandiosidade da crise actual com a que resultou, no século XVI, do movimento protestante vulgarmente conhecido por Reforma e a que a Igreja respondeu com o concílio de Trento e com a Reforma Católica/Contra-Reforma.
Hoje, para a Igreja Católica, o perigo não reside na criação de novas igrejas “protestantes”. O perigo actual é muito maior e reside no laicismo oficial das sociedades contemporâneas e no agnosticismo e ateísmo de um número crescente de indivíduos. O que só por si já seria um mal enorme, torna-se mais grave porque consegue argumentação eficaz nos desmandos cínicos e hipócritas de algum clero com responsabilidades hierárquicas. Tal como nos séculos anteriores à Reforma os abusos do clero eram evidentes e pouco combatidos. E deu no que deu!
A Igreja tem uma dimensão humana que a torna vulnerável aos defeitos, imperfeições e abusos próprios da natureza dos homens, às lutas politicas pelo poder e aos mais variados interesses. O actual Papa, que goza de uma simpatia extraordinária dentro e fora da hierarquia eclesiástica pela simplicidade que evidencia e pela vontade de mudança que quer introduzir, não foge aos problemas mas parece estar a ser vítima de um ataque do grupo mais conservador da hierarquia da igreja católica.
Face a esta encruzilhada e à necessidade de mudança, parece-me que o caminho mais seguro a seguir seria a convocação de um novo Concílio que, após os debates convenientes, apontasse o caminho do futuro, fundamentasse e reforçasse a legitimidade das mudanças que parecem urgentes. 
Quanto a mim que retomasse, actualizasse e impusesse a pureza do VATICANO II muito mais que a ortodoxia de TRENTO…
Vales, 29/08/2018

António Manuel M. Silva

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