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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

A falar da zona do Pinhal...

09.01.19 | asal

Nilton.jpg

Quando oiço alguém a falar das minhas origens, mesmo que os "cortiçolas" de antigamente já se confundam com os "cascorros", vivendo em perfeita comunhão de ideais e amizade (aquilo hoje é um só espaço!), fico de orelhas bem abertas (Tonho, nem os aparatos auditivos resolvem...) e não deixo de ouvir.

É que é sempre muito agradável lembrar as nossas origens, mesmo que uns erros pelo meio confundam Oleiros com o Centro Geodésico de Vila de Rei... mas eu perdoo. Assim, aturem lá o meu gosto regionalista e oiçam o grande Nilton a falar daquela paz refrescante e apaziguadora da minha terra. AH

In "Portugal de lés a lés" 

Clicar no link 

https://portugaldelesales.pt/nilton-facam-se-a-vida-e-vao-ate-proenca-a-nova/?fbclid=IwAR04k-0GgnY2eq3H8UmQvGrud3RirHy99XhJqtEnyl27jTmpAHg48befmHg 

 

MAIS INFORMAÇÕES:

O António Manuel Silva enriqueceu esta mensagem com mais esta nota sobre o Nilton:

«Ilustre, só uma nota, mais de curiosidade que informativa, sobre NILTON que tem divulgado com muita simpatia a REGIÃO do PINHAL. A família RODRIGUES chegou aos Vales vinda de Angola na vaga de descolonização dos anos 70. A escolha desta aldeia deve-se provavelmente à influência de um amigo da família, natural dos Vales, e empresário de grande influência e prestígio na antiga cidade de Sá da Bandeira, Artur Fernandes, que lhes conseguiu um alojamento na aldeia. Chegaram os avós paternos, o Sr. Rodrigues e a Dona Júlia, e os seus filhos entre os quais o pai do Nilton. Por cá estiveram até reorganizarem as suas vidas, tendo os avós fixado residência cá e os pais do Nilton ido para Proença-a-Nova, onde ainda hoje vivem e onde Nilton e os irmão estudaram. Para terminar, quero só informar que a avó do Nilton, com noventa e muitos anos, reside no Lar dos Vales e não está esquecida pela família nem por ele.

Só mais uma curiosidade. Quando, nos Vales, nos anos 70 do século XX, se organizavam Festas de Verão com impacto regional e se contratavam artistas como Hermínia Silva, Amália Rodrigues e Lenita Gentil, esse Artur Fernandes, que era padrinho de baptizado de um dos membros do Duo Ouro Negro, facilitou a contratação daqueles músicos para uma actuação nos Vales. Meras curiosidades… Mas é de migalhas que se faz a História! Abraço.»

 

Agora eu: Pois é isso mesmo, caro amigo. A História faz-se com todas estas migalhas. E a tua informação fez-me voltar a Sá da Bandeira, aí pelos anos 70, onde encontrei o João Henriques Ribeiro, dos Carregais - Montes da Senhora, que me fala da presença por aquela terra do nosso professor, P. Joaquim Reis. Ele estava lá de visita a esse Artur Fernandes e a esposa do João, a Lucília (já falecida!), era da família desse grande senhor e empresário. Fomos todos convidados a visitar as cataratas de Ruacaná, no rio Cunene, sul de Angola. A meio da viagem, ainda dormimos numa fazenda de Artur Fernandes, que a distância era muita e o caminho era uma picada sem fim... Sentados num caixote na caixa aberta de uma carrinha, lá fomos até às cataratas. Apanhámos frio de rachar (era Agosto), mas valeu a pena.

Como vês, também nós gozámos da liberalidade desse grande senhor. Um dia destes quero ir à Ericeira visitar o João Henriques Ribeiro, que deixou Castelo Branco para estar ao pé da filha (como me disse o Aníbal Henriques). Quero lembrar esses tempos... Olha, foi ele que mostrou Castelo Branco às nossas esposas quando o nosso Encontro Anual se realizou nessa linda cidade.

E termino por aqui. Quem mais pode dizer é o João Farinha Alves, mas não sei se ele avança.

António Henriques