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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

A BOTA E A PERDIGOTA…

18.06.19 | asal

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Dia 17 de Junho. Dois anos depois (2017-2019) saí de casa (Vales) pelas 08h30 em direcção ao IC 8, Sertã, Pedrógão Pequeno (Senhora da Confiança), Pedrógão Grande, estrada 236-1, Castanheira de Pêra, regresso a Figueiró dos Vinhos, aldeia de Ana de Aviz, Ribeira de Alge, regresso a Figueiró, Venda da Gaita, Picha, Pampilhosa da Serra, Barragem de Santa Luzia, Minas da Panasqueira, aldeia de S. Francisco de Assis, Fundão, A 23, IC 8, Vales. A tempo de ver o meu Presidente falar na RTP, Prós e Contras, sobre o que eu acabava de ver “in loco”.
O que foi que eu vi?
Vilas a lutarem pela sobrevivência. Aldeias, lugares, lugarejos e sítios moribundos com homens e mulheres sem esperança à espera da morte… Uma natureza generosa construindo e oferecendo paisagens fabulosas de espaços e tempos que não são deste mundo…
Enfim, pessoas extraordinárias por todo o lado! Nas vilas, nas aldeias, nas minas, nas estradas…
Quatro notas de espanto e genuína admiração:
1- A primeira para lamentar a DESINFORMAÇÃO “TURÍSTICA” encontrada à entrada da aldeia de Ana de Aviz a enviar os transeuntes para a Ribeira de Alge onde supostamente se poderia almoçar. Lá, os restaurantes estão fechados há anos…
2- O pedido de boleia de um jovem solitário que, soube depois, ia do concelho de Penela até à Guarda (Trancoso) à boleia para participar no casamento de um amigo. Boleia concedida, foi companheiro de viagem imprevista até ao Fundão.
3- A visão fantasmagórica, surreal mesmo, das Minas da Panasqueira. Um ambiente que remete para o “faroeste” americano do século XIX.
4- Vendo o que vi e ouvindo falar os responsáveis sobre aquele território, só me vem à ideia aquela frase popular: “ A bota não bate com a perdigota.”
Ficam as imagens…