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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

A Associação antes de 2010 - 2

16.05.20 | asal

DE ALCAINS PARA A BURACA

Hoje devíamos encher os corredores do Seminário de Alcains. A terrível epidemia vírica não o permitiu. Oxalá venham rapidamente dias melhores, para nos sentirmos mais felizes. Em vez de Alcains, vamos fazer uma jornada pela Buraca, Lisboa, lembrando tempos antigos, em que todos éramos mais jovens. Connosco, o António Patrocínio e suas fotos. E brevemente virão mais a público, prometo. AH

 

Amigo António Henriques

Conforme combinado, aqui estou a enviar-te algumas fotos que consegui localizar. Tenho por aí mais algumas, mas não sei onde. Logo que consiga localizá-las, faço envio.

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Agora, alguns apontamentos, fazendo uma rápida memória daquilo que me recordo. O Manuel Pires Antunes já te transmitiu e foram publicados em 07.05.20 alguns apontamentos em que me revejo e são bastante interessantes. Também eu já escrevi no facebook alguns apontamentos. Mas passo a contar mais em pormenor.

Todos os anos, no último sábado do mês de Janeiro, tinha lugar o encontro na Casa do Bom Pastor, na Buraca. A marcação era feita pelo Heitor e ficava marcada de uns anos para os outros.

Por fim lembro o modo como decorriam as reuniões na Buraca, as quais tinham uma maior amplitude.

Era feita a circular e enviada pelo correio e era o João Heitor quem geria o fundo de maneio.

Cedo se começavam a juntar os antigos alunos. Uns vinham por meios próprios e outros de transportes públicos. Vinham de comboio de Castelo Branco (o Alexandre) e do Tramagal e outros até de mais longe. – Era grande a alegria do reencontro e havia grandes palmadas nas costas.

Pelo meio dia, tinha lugar a celebração eucarística, que era presidida pelo Bispo Marcelino, ou, quando ele não podia vir, era por um representante do Seminário. Houve pelo menos uma vez que também esteve a presidir o Bispo D. José Alves.

Depois da missa, tinha lugar o almoço e convívio e faziam-se as contas. Via-se quanto era a cada um, metiam-se mais uns trocos para os selos e no fim o João dizia quanto era, mas que quem não pudesse pagar, não pagava, e quem pudesse pagava o que queria. Abria-se o saco e no fim sobrava até para dar alguma coisa.

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Vinha depois a sessão solene. Davam-se as notícias da Diocese, havia um tema e no fim a comissão punha sempre o lugar à disposição para organizar o convívio no ano seguinte. Mas todos se levantavam e diziam que continuava a mesma comissão.

Passava também uma folha para quem quisesse fazer um donativo para o Seminário.

Terminada a reunião, havia o habitual “chá e bolinhos” (confeccionados pelas esposas) e de seguida as despedidas.

Além do João Heitor, não quero aqui esquecer o dinamismo que punha nisto tudo  o Joaquim Dias Nogueira.

Outras coisas mais havia para contar. Algumas não me recordo.

Um abraço do A. Patrocínio    

NOTA: Nestas 10 fotos que seguem em galeria, vamos sobretudo olhar para estas caras tão jovens. As fotos situam-se provavelmente entre 2005 e 2007, altura em que D. José Alves era bispo de Portalegre.

Acrescento mais um texto do Facebook, da autoria do Manuel Pires Antunes, onde a semelhança de pontos de vista é flagrante, acrescentando mais uns pormenores com que todos nós mais nos enriquecemos.

 

«Conhecia o Dias Heitor desde os anos 60, depois de ter chegado a Lisboa. Não o conhecia antes e nem sei como ele soube localizar-me e a mais uns tantos mais novos e nos ter enviado convites para convívios/jantares, ocasião para podermos conhecer e contactar com outros antigos alunos que passaram pelos nossos seminários.

Depois de muitas reticências, comecei a aparecer e também a incentivar outros para convivermos e falarmos dos nossos problemas. Daqui surgiram encontros sem número, tendo como principal impulsionador o João Torres Heitor.

Vários projectos foram equacionados, mas, apesar do entusiasmo, ficámos pelos Convívios ao longo do ano. Ele era o S. Martinho, quer em casa do Marques Alves quer na Nossa Senhora da Rocha, era a sardinhada pelas festividades dos Santos populares, comemorações de datas especiais, como os 400 anos da Sé de Portalegre, onde fomos, passeios fora de Lisboa, e lembro o passeio a Aveiro a convite do D. Marcelino. Mas o local eleito para um Encontro Encontro Anual, alargado, foi nas instalações da Buraca, em cuja organização ele se comprometia totalmente. Aqui já apareciam os antigos alunos de fora de Lisboa, portanto encontros nacionais. O João Heitor era a verdadeira alma desta Associação, que sempre recusou ter estatutos, mesmo assim funcionava na perfeição.

Sempre que o João pedia para sair e dar o lugar a outro, era sempre aclamado com entusiasmo para que continuasse. Até ontem. Deus lhe dê o descanso eterno e que peça lá no Céu por todos nós. Nós também o não esqueceremos. Louvado seja Deus!

Manuel Pires Antunes

 

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