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Animus Semper

A Caminho de Portalegre

 

ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS DA DIOCESE DE

PORTALEGRE - CASTELO BRANCO

COMISSÃO ANTIGOS ALUNOS SPCB

                          (comasalpcb@gmail.com)

                              (asal.mail@sapo.pt)

 

 

Caros Amigos,

Vamos ao Encontro de Portalegre 121 antigos alunos e acompanhantes (89 + 32 antigos alunos, do Stella Vitae) conforme lista anexa.

 

INSCRIÇÕES

 

Abílio Cruz Martins (2)

Alberto Duque (2)

Pe Alberto Jorge (1)

Alexandre Nunes (2)

Alexandre Pires (2)

Alvarino Barata (2)

Pe Américo Agostinho (1)

António Alves Martins (1)

Aníbal Henriques (1)

Pe António Escarameia (1)

António Gil (2)

António Henriques (2)

António Manuel Silva (1)

António Martins da Silva (1)

António Patrocínio (1)

António Pequito Cravo (2)

António Pires Costa (2)

António Raimundo (2)

António dos Reis (1)

António Rodrigues Lopes (2)

Arménio Silva Duque (1)

Armindo Luís (2)

Assis Cardoso (2)

Pe Bonifácio Bernardo (1)

Carlos Diogo (2)

Carlos Filipe Marques (1)

Carlos Tavares (1)

Eduardo Pires Calção (2)

Pe Emanuel Silva (1)

Pe Fernando Farinha (1)

Fernando Leitão Miranda (2)

Florentino Beirão (1)

Francisco Correia (2)

Francisco Cristóvão (3)

Francisco Simão (2)

Herculano Lourenço (1)

João Chambel Isidro (1)

João Luís Portela (1)

João Torres Heitor (2)

João Oliveira Lopes (2)

João Pires Antunes (1)

João Rodrigues Dias (1)

Joaquim Mendeiros (2)

Joaquim Nogueira (1)

José Alves Jana (1)

José Cardoso Pedro (1)

José Castiço (2)

José Duque (1)

José Figueira (1)

José da Luz Carvalho (2)

José Manuel Cardoso (1)

José Maria Lopes (1)            

José Maria Martins (1)

José Pires Poças (1)

José Ribeiro Andrade (2)

José Ventura (1)

Leonel Cardoso Martins (1)

Manuel António Martins (1)

Manuel Inácio (1)

Pe Manuel Lopes Mendonça (1)

Narciso Ribeiro Fernandes (2)             

Saúl Valente (1)

TOTAL – 89 + 32 do Stella Vitae = 121

Saudações Associativas

(A Comissão Administrativa, em 15 de maio de 2018)

 

 

 

Jerusalém, a cidade santa de Deus,

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a da esperança e a da reunião das tribos e dos povos em PAZ!

 

Assim no-la cantam os Salmos, de vários modos, desde a elegia da saudade ao desespero trágico da devastação. O coração do mundo judaico ansiou sempre pelo regresso ao centro da terra, prometida por Deus a Abraão. Mas a realidade, tecida de erros, deslealdade e traições, e falsas interpretações, muda o rumo da história.

Fora decidido pela Resolução 181 das Nações Unidas,  em 29 de Novembro de 1947, que Jerusalém  seria a cidade do Mundo, sob sua administração directa, e não capital de um Estado, israelense ou palestiniano.  Esta decisão nuclear e determinante até do ponto de vista geoestrastégico e religioso, conferia à cidade de Deus um estatuto universal e ecuménico. A harmonia, o diálogo inter-religioso teriam na montanha da paz o seu lugar próprio, por tradição bíblica, cultural e religiosa. De resto, houvera no passado um período de conciliação entre as três religiões monoteístas. Nada de novo, portanto.

 Mas o medo, a ganância e o nacionalismo árabe e sionista, levados ao extremo do ódio e do medo mútuo, acabaram por gorar o belo e humanista plano das Nações Unidas.  E, neste dia, feliz para os sionistas da direita,  e trágico para os palestinianos, escorraçados por inabilidade política,  Jerusalém, com a transferência da embaixada americana de Telavive, vem reforçar o papel da capital (indevida) do Estado Judaico e acender a raiva dos palestinianos, que andam há 70 anos  à procura de um lugar  na terra onde viveram por mais 1200 anos, pobres  e miseráveis fellahins,  trabalhadores da terra que não era sua, mas dos proprietários absentistas  que viviam algures nas Arábias, no Império Otomano e no Egipto e que não tiveram pejo de as venderem por preços exorbitantes aos judeus, a partir de 1860, em tal dimensão que, em 1948, os judeus, por esta via, já eram donos de quase 60 por cento do território.  E que de terras doentias e infecundas fizeram um jardim, graças à sabedoria e às técnicas utilizadas por eles em toda a Europa.  Eles que, afinal, não obstante o anti-semitismo  atroz e a diáspora nómada,  deram coerência cultural ao continente europeu, de lesta a oeste, tornando-se os verdadeiros europeus! 

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  Esta, a verdade histórica incontornável; o mais são consequências danosas para os palestinianos, instrumentalizados pelo nacionalismo dos árabes, que hoje os rejeitam, sem pudor nem vergonha.

 Foi este abandono, esta raiva que eles sentiram, apesar das aparências em contrário, quando no dia 14 de Maio, pelas 16 h de uma sexta-feira, o sábio humanista e lavrador David  Bem-Gurion, no Museu de Telavive, proclamou a independência do Estado de Israel, embebido de um espírito de colaboração com os seus concidadãos palestinianos,  a todos convocando para a construção de um país em paz e harmonia. “De acordo (…) com os nossos direitos naturais e históricos e pela força da Resolução (181) das Nações Unidas,  no termo do Mandato Britânico, declaramos o estabelecimento do estado judeu, na  Palestina, a ser chamado  Israel”

J. Lopes

Palavra do Sr. Bispo

FAKE NEWS: NOTÍCIAS FRAUDULENTAS

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Somos seres de comunhão, de relação, de interdependência com os outros a quem nos dizemos e eles se nos dizem. Comunicar-se é socializar-se, é impossível viver sem comunicar. Muitas vezes, o que a palavra não diz é dito por outras formas de linguagem. Ora, a missão da Igreja também é comunicar, servindo-se de todos os meios possíveis. Sempre tomou isso a peito, mesmo que, por vezes, o pudesse fazer melhor e mais eficazmente. O Concílio Vaticano II, através do Decreto Inter Mirifica, estabeleceu o Dia Mundial das Comunicações Sociais, tendo como objetivo primordial chamar a atenção para o vasto e complexo fenómeno dos meios de comunicação social. Quem primeiro comemorou o Dia Mundial das Comunicações Sociais foi o Papa Paulo VI, em 7 de Maio de 1967, já lá vão 51 anos. Desde então, em cada ano, os Papas que se têm sucedido, têm publicado uma bela Mensagem, regra geral na festa de São Francisco de Sales, dia 24 de janeiro, padroeiro dos jornalistas.
Este ano, o Papa Francisco também publicou uma Mensagem sob o tema: “A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32) – Fake news e jornalismo de paz”. Vou procurar resumi-la na certeza de que muitos dos amigos leitores já a leram ou irão ler, basta perguntar por ela a sua excelência o senhor doutor Google que sabe tudo e tem tudo à mão de semear, não sei se também tem algumas fake news...
A expressão fake news, normalmente “alude a informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros económicos”. Estas informações apresentam-se “como plausíveis”, são “falsas mas verosímeis”, “capciosas”, “hábeis a capturar a atenção dos destinatários”. Elas apoiam-se “sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio dum certo tecido social”. Exploram “emoções imediatas e fáceis de suscitar”, levando facilmente a que se “morda a isca”. Difundem-se rapidamente graças ao “uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento”, de forma que “ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos”. 
Muitas vezes, as pessoas, “dentro de ambientes digitais homogéneos e impermeáveis a perspetivas e opiniões divergentes”, acabam por se “tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas”, revelando “a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio”. 
A desinformação, escondida “por detrás de milhões de milhões de perfis digitais”, baseia-se “muitas vezes sobre discursos variegados, deliberadamente evasivos e subtilmente enganadores, valendo-se por vezes de mecanismos refinados”. É uma espécie de lógica que se poderia definir “como a «lógica da serpente», capaz de se camuflar e morder em qualquer lugar”. É a lógica da serpente do Livro do Génesis (cf. 3, 1-15): sedução, argumentação falsa e aliciante.
A lógica das fake news torna-as “frequentemente virais, ou seja, propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável, não tanto pela lógica de partilha que carateriza os meios de comunicação social como sobretudo pelo fascínio que detêm sobre a avidez insaciável que facilmente se acende no ser humano. As próprias motivações económicas e oportunistas da desinformação têm a sua raiz na sede de poder, ter e gozar, que, em última instância, nos torna vítimas de um embuste muito mais trágico do que cada uma das suas manifestações: o embuste do mal, que se move de falsidade em falsidade para nos roubar a liberdade do coração”.
Francisco cita Dostoevskij que, neste sentido, deixou escrito algo de notável: «Quem mente a si mesmo e escuta as próprias mentiras, chega a pontos de já não poder distinguir a verdade dentro de si mesmo nem ao seu redor, e assim começa a deixar de ter estima de si mesmo e dos outros. Depois, dado que já não tem estima de ninguém, cessa também de amar, e então na falta de amor, para se sentir ocupado e distrair, abandona-se às paixões e aos prazeres triviais e, por culpa dos seus vícios, torna-se como uma besta; e tudo isso deriva do mentir contínuo aos outros e a si mesmo» (Os irmãos Karamazov, II, 2)”.
Para nos defendermos contra o vírus das falsidades é preciso deixar-nos “purificar pela verdade” e, atraídos pelo bem e livres de ambição, sermos “responsáveis no uso da linguagem”.
O Papa Francisco convida “a que se promova um jornalismo de paz, sem entender, com esta expressão, um jornalismo «bonzinho», que negue a existência de problemas graves e assuma tons melífluos. Pelo contrário, penso num jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz; um jornalismo que não se limite a queimar notícias, mas se comprometa na busca das causas reais dos conflitos, para favorecer a sua compreensão das raízes e a sua superação através do aviamento de processos virtuosos; um jornalismo empenhado a indicar soluções alternativas às escalation do clamor e da violência verbal”.

Antonino Dias
Vila de Rei, 11-05-2018.

Portugal na 1ª Grande – Guerra (1914-1918)

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Mais um modesto contributo para o nosso Animus, sempre em alta. Parabéns. ... Até Portalegre que nos aguarda no seu grande neo-mosteiro medieval (seminário).

Assim nos fizemos homens livres e dados aos outros.
Um forte abraço
f.b.

 

Um país pobre massacrado

Ocorreu na madrugada húmida e fria, de intenso nevoeiro, dia nove de abril de 1918 e dia seguinte, a célebre batalha de La Lys em França, onde o Corpo Expedicionário Português (CEP) foi massacrado, resultando 398 mortos e 6.585 prisioneiros.

Decorrido um século, julgamos ser oportuno lançar um olhar a tão dramático acontecimento da nossa história. Nas nossas aldeias, ainda hoje se guardam fugidias recordações de antepassados que morreram ou regressaram doentes desta guerra, com os pulmões gazeados.

Recorde-se que a situação política e social de Portugal em 1917, ano da nossa entrada nesta guerra de trincheiras, ao lado dos ingleses, era de cortar à faca. Um caos perfeito. A fome, com a revolta da batata, a pobreza e as lutas partidárias fratricidas, a tuberculose, o tifo, o analfabetismo e a instabilidade política e religiosa, pintavam o país de cores muito negras.

Quando se colocou a hipótese de Portugal entrar nesta guerra, algumas forças políticas, mesmo republicanas, não concordaram com tal aventura bélica. Já chegava a defesa das nossas colónias em África, para consumir homens e bens, na luta contra os alemães. Só que, o Partido Democrático Republicano (PDR), com Afonso Costa no Governo, para apostar na defesa das nossas colónias, decidiu enviar para a frente da guerra 50 mil homens, para lutarem pelas nossas colónias ameaçadas. Coube aos nossos aliados ingleses o transporte dos nossos soldados nos seus barcos e a preparação militar para se integrarem no teatro da guerra. Com calçado e fardamento inadequados, para lutarem num clima severo, com neve e chuva constantes, em terreno alagadiço, com trincheiras pouco profundas e repletas de água, tudo se tornou complicado para os nossos militares. Não preparados para este tipo de guerra, sem armamento nem munições suficientes, as dificuldades iam-se multiplicando. Acrescia ainda a falta de higiene nas trincheiras e uma alimentação inglesa, intragável para os nossos militares. As consequências desta realidade foram desastrosas. Várias doenças surgiriam, nomeadamente a tuberculose e as pneumonias - resultado dos pés e roupas sempre húmidos - com as pulgas e os percevejos a fazerem alastrar as doenças no CEP que ia sendo dizimado aos poucos. Se acrescentamos a tudo isto a falta de entendimento entre as chefias militares portuguesas e as inglesas e a indisciplina dos nossos soldados, por se sentirem desprezados pelos governos do seu país, por não cumprirem as suas promessas - apenas os oficiais vinham descansar a Portugal – criou-se um clima tão nefasto que tudo só podia correr mal.

Segundo os relatos, produzidos pelas chefias militares portuguesas e inglesas, relativamente ao que se terá passado na fatídica batalha de La Lys, as opiniões dividem-se.

Enquanto o relatório de Gomes da Costa nos oferece uma visão gloriosa, acerca do envolvimento dos portugueses, os relatos dos ingleses, por sua vez, referem pontos de vista contrários. Nomeadamente que os nossos militares desorganizados, não responderam ao ataque, optando por fugir ou entregando-se. Nesta linha se pronunciou o republicano João Chagas em 11.04.1918, quando confessou que “a mentalidade dos nossos oficiais, o seu nenhum espírito de sacrifício e o seu nenhum desejo de combater, as tendências germanófilas de muitos, coincidindo com a situação de Portugal e a reação sidonista contra a guerra, levam-me a previsões bem pessimistas. Tenho a impressão que o recuo dos portugueses foi desmedido” (F. Menezes 2018, p.235). Com o CEP no limite das suas forças, face ao feroz ataque das tropas alemãs, os nossos militares, desprevenidos, acabam por entrar em pânico, fugindo à frente das tropas inimigas que os massacraram com o fogo das suas armas modernas e mortíferas. Muitos acabariam por ficar prisioneiros na Alemanha, até regressarem a Portugal.

Concluindo, podemos afirmar que se tratou de uma aventura errática da jovem República que pretendia afirmar-se internacionalmente. Só que as chefias políticas e militares se mostraram sempre muito insensíveis, face às dificuldades do exército português, com 55 mil homens, a viver todo o inverno nas trincheiras. Este acontecimento viria a ter consequências no derrube da República em 28 de maio de 1926, movimento chefiado por Gomes da Costa. Mesmo o fenómeno de Fátima em 1917, fortemente relacionado com esta guerra, poderia não se ter imposto com tanta força no povo crente, o qual, sabendo do nosso envolvimento neste mortífero conflito, rezava e cantava nas peregrinações: “ Com os males da guerra/o mundo sofria/Portugal ferido/sangrava e gemia”.

florentinobeirao@hotmail.com

Informações (quase últimas)

BOA TARDE, COMPANHEIROS DE VIAGEM A PORTALEGRE!

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Com a aproximação do Encontro de Portalegre e as inscrições finais (ou quase) a publicar amanhã, damos nota do seguinte:

1. Como habitualmente, apelamos aos nossos criativos, escritores, pintores, ceramistas, tradutores, fotógrafos, etc. que levem para Portalegre os vossos trabalhos para exposição e eventual aquisição pelos participantes.
2. O Autocarro está completo e leva a maioria dos elementos do Stella Vitae. Parte de Lisboa, junto ao Hotel Radisson Blu (à 2.ª Circular). Concentração pelas 07H00 e partida pelas 08H00.
3. Não se esqueçam de que vamos eleger a nova Comissão para o próximo triénio e apresentar o Opúsculo "Professores III" de homenagem aos professores falecidos.
4. Temos mais surpresas que serão conhecidas "in loco".

Saudações associativas
Mendeiros

Aniversário

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PARABÉNS!

Faz hoje 66 anos o Augusto da Teresa Pissarreira, que dedicou a vida ao ensino e à direcção das escolas, nomeadamente em Linda-a-Velha.

Vive em Oeiras.

Meu caro, damos-te os PARABÉNS deste grupo  e desejamos-te muita saúde e alegria na vida. Quando nos encontramos? Há muito que não apareces na Parreirinha. E Portalegre não está no horizonte?

Contacto: tel. 967 089 779

 

 

Aniversário

PARABÉNS!

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Para o João Delgado, que nasceu em 13 de Maio de 1972, vão hoje os nossos pensamentos e nossas felicitações.

Temos pena de não sabermos mais para aqui registarmos, mas um dia haverá em que muito mais poderemos dizer deste colega. Quando nos vamos encontrar? Será em Portalegre?

Assim, aqui te damos os nossos sinceros PARABÉNS, com votos de longa vida cheia de saúde e felicidade.

Contacto: tel. 916 593 738

Mais um poema

Este poema sai com uns dias de atraso!

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TENHO UMA ESTRELA NO CÉU

Eu quis fazer uma estrela

Para colocar lá no céu.

Todas as noites iria vê-la,

A iluminar o que era meu.

Comprei muitos materiais,

Os precisos e muitos mais.

 

Comecei trabalho ingente,

Sem o dizer a ninguém.

E às questões de certa gente,

Dizia com algum desdém:

O que faço é só comigo

E sobre isso, nada digo.

 

A minha estrela a fazer

Seria reluzente e bela.

Lá no céu, não iria haver

Outra a brilhar como ela.

Trabalhei até à exaustão,

Vibrou forte meu coração.

 

Rejubilei do trabalho feito,

Tanta perfeição nele via.

Orgulhoso pelo meu jeito,

Na minha estrela me revia.

Esperei uma noite de luar,

Para no astro a colocar.

 

Ascendi ao alto da serra,

Fiquei entre o mar e o céu.

Ali, eu era dono da terra,

Todo o mundo parecia meu.

Enchi grande balão de ar,

Prendi-a nele, pu-lo a voar.

 

Vejo o balão lindo a subir,

Ela presa e mui brilhante.

Encantado ao vê-la partir,

Senti um deleite inebriante.

Eis que um vento arrasador

Surge violento, assustador.

                      

Tamanha força que usava,

Cego, soprava tresloucado,

Tudo à sua frente arrastava,

Vi o balão ser destroçado.

Minha estrela a desaparecer,

Caiu ao mar, deixei de a ver.

 

Senti um castigo divino,

Lembrei-me da torre Babel,

Eis-me perdido, pequenino,

Perante destino tão cruel.

No chão, eis-me a chorar,

Mãos na cara, a soluçar.

 

Meus gritos eram a revolta,

Minhas lágrimas o lamento.

Vida ou morte, nada importa,

Viver assim é um tormento.

Do desespero serei portador,Dia da Mãe1.jpg

Perdi a esperança, ficou a dor.

 

Triste, ergui os olhos ao céu,

Pedi ajuda e perdão a Deus.

Estrelas coadas por um véu,

Encantaram os olhos meus.

E vejo em jeito de chamar,

Uma linda estrela a brilhar.

 

Milagre! Com força gritei,

Visão linda aquela que tive.

Vi a mulher que mais amei

E que em mim sempre vive.

Vibrou forte meu coração,

Prostrei-me pleno de emoção.

 

Já bendigo minhas loucuras,

Fui audaz, voei na fantasia.

Descobri que lá nas alturas,

Há uma estrela noite e dia.

Nela, brilha o rosto de alguém,

É o teu, minha querida Mãe!

 

Pires da Costa

Convivendo

ENCONTROS

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Nem só da arraia vieram hoje notícias.
Também de Carnide chegou foto.
 
"Caro A. Henriques,
Hoje éramos treze! Não foi combinado, mas foi assim. Talvez a pensar no treze de Maio... estamos na véspera. 
Um abraço.
Manel Pires Antunes"

TANTA VIDA POR AÍ...

Mais um acontecimento que nos envaidece e alegra!

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Diocese: Antigos seminaristas em encontro

Penha Garcia foi o local escolhido para receber o mais recente encontro anual de antigos seminaristas da Diocese de Portalegre e Castelo Branco.

 

A iniciativa, que vai na oitava edição, juntou cerca de 20 antigos alunos, que frequentaram o seminário entre 1979 e 1990.

A organização foi orientada pelo padre José Manuel Cardoso e pelo pároco da comunidade anfitriã, João Esteves Filipe.

Durante a manhã realizou-se uma cerimónia religiosa na capela de Nossa Senhora de Guadalupe, presidida pelo vigário-geral, padre Paulo Henriques Dias, diz a organização do evento.

O encontro contou ainda com uma visita guiada pela mão do presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto.

Os participantes ficaram assim a conhecer o Parque Icnológico de Penha Garcia.

NOTA: Notícia enviada pelo P. José Manuel Cardoso. Obrigado.