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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

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Palavra do Sr. Bispo

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"A BOA POLÍTICA ESTÁ AO SERVIÇO DA PAZ"

Dentro da oitava do Natal, celebramos a Festa da Sagrada Família. Logo a seguir, no primeiro dia do ano, a Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e o Dia Mundial da Paz. Foi grande a participação de Maria no mistério da salvação. Exaltamos a sua singular dignidade, renovamos a adoração ao Menino “Príncipe da Paz” e imploramos o dom da paz.
O Papa Francisco, na sua Mensagem para este Dia Mundial da Paz, sob o tema: “A boa política está ao serviço da Paz”, torna presente as “bem-aventuranças do político”, uma proposta do Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan que foi prisioneiro no regime comunista durante 13 anos, alguns meses dos quais confinado numa cela minúscula, sem janela, úmida, tendo de passar horas com o rosto enfiado num pequeno buraco no chão para conseguir respirar, a cama era coberta de fungos, 9 anos foram de total isolamento, faleceu em 2002:

1. Bem-aventurado o político que tem uma alta noção e uma profunda consciência do seu papel.
2. Bem-aventurado o político de cuja pessoa irradia a credibilidade.
3. Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum e não para os próprios interesses.
4. Bem-aventurado o político que permanece fielmente coerente.
5. Bem-aventurado o político que realiza a unidade.
6. Bem-aventurado o político que está comprometido na realização duma mudança radical.
7 - Bem-aventurado o político que sabe escutar.
8 - Bem-aventurado o político que não tem medo.

Citando Paulo VI, Francisco reafirma que «tomar a sério a política, nos seus diversos níveis – local, regional, nacional e mundial – é afirmar o dever do homem, de todos os homens, de reconhecerem a realidade concreta e o valor da liberdade de escolha que lhes é proporcionada, para procurarem realizar juntos o bem da cidade, da nação e da humanidade». 
E termina a sua Mensagem, que convido a ler na íntegra, afirmando que “a paz é fruto dum grande projeto político, que se baseia na responsabilidade mútua e na interdependência dos seres humanos. Mas é também um desafio que requer ser abraçado dia após dia. A paz é uma conversão do coração e da alma, sendo fácil reconhecer três dimensões indissociáveis desta paz interior e comunitária:
– a paz consigo mesmo, rejeitando a intransigência, a ira e a impaciência e – como aconselhava São Francisco de Sales – cultivando «um pouco de doçura para consigo mesmo», a fim de oferecer «um pouco de doçura aos outros»;
– a paz com o outro: o familiar, o amigo, o estrangeiro, o pobre, o atribulado…, tendo a ousadia do encontro, para ouvir a mensagem que traz consigo;
– a paz com a criação, descobrindo a grandeza do dom de Deus e a parte de responsabilidade que compete a cada um de nós, como habitante deste mundo, cidadão e ator do futuro”.

Toda a família, qual Família de Nazaré, continua a ser o lugar por excelência da manifestação de Deus, o local onde Jesus continua a ser gerado, acolhido e transmitido de geração em geração. É também o primeiro espaço onde se educa para a verdadeira paz. Na pastoral da criança que a Conferência Episcopal do Brasil propõe, constam dez mandamentos para que, na família cristã, as crianças experimentem e sejam educadas para a verdadeira paz:

01. Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando a sua família como a si mesmo.
02. Ame-se, confie em si mesmo e na sua família, ajude a criar um ambiente de amor e de paz ao seu redor.
03. Reserve momentos para brincar e se divertir com a sua família, pois a criança aprende brincando e a diversão aproxima as pessoas.
04. Eduque o seu filho na conversa, no carinho e no apoio. Tome cuidado: quem bate para ensinar está a ensinar a bater.
05. Participe com a sua família da vida na comunidade, evitando as más companhias e diversões que incentivam a violência.
06. Procure resolver os problemas com calma e aprenda com as situações difíceis, buscando em tudo o seu lado positivo.
07. Partilhe os seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que pensa e ouvindo o que os outros têm para dizer.
08. Respeite as pessoas que pensam de forma diferente, pois as diferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo.
09. Dê bons exemplos, a melhor palavra é o nosso jeito de ser.
10. Peça desculpa quando ofender alguém e perdoe de coração quando se sentir ofendido: o perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar.

Na celebração do Dia Mundial da Paz, torna-se presente a bênção própria da liturgia judaica ainda hoje em uso. Ao iniciar o Novo Ano, ela expressa as bênçãos que o Senhor - e a Igreja - a todos nos endereça: 
“O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz” (Num 6, 25-26).

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 28-12-2108.

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