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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Aniversário

09.11.21 | asal

João Falcão1.jpg

 Albicastrense, bombeiro, jovem...

É assim o João Miguel Mendes Falcão, que hoje faz 41 anos. Sentimos a vida a correr alegre nas tuas veias. 

Por isso, aqui estamos a dar-te os PARABÉNS D0 GRUPO, desejando-te muita vida, a realização dos teus sonhos em família e como profissional.

Finalmente vai acontecer

08.11.21 | asal
Devia ser há dois anos. A pandemia fechou as portas. Mas a angariação de fundos que fizemos pelo nosso blogue vai ser concretizada. Sim, somos capazes de muito... Basta unirmo-nos! AH
 
Bom dia, Amigos!

Zeca3.jpg

Envio-vos o mail infra sobre a tão esperada jornada cultural do dia de Portugal a realizar nos dias 4 e 5 de junho de 2022.

As salas já foram oficializadas, podendo assim este evento ser realizado.
Uma boa notícia, vamos começar a tratar do assunto, o Colaço para a parte artística, eu para a parte logística.
Um abraço.
Très Cordialement
José DE JESUS ANDRÉ
 
 

Le mer. 27 oct. 2021 à 09:37, ACPS 67 <acps67@live.fr> a écrit :

Bonjour à vous,
Nous venons par ce biais vous donner une bonne nouvelle. 
L'évènement anniversaire de l'association "Portugal no mundo" aura lieu le week end du 04 et 05 Juin 2022.
Le projet nous tient à cœur et nous avons tout fait pour le maintenir malgré l'actualité ces dernières années. Le pavillon Joséphine sera donc au couleur du Portugal ce week-end-là.
Nous souhaitons toujours que vous participiez à ce projet et espérons que vous pourrez le faire à cette date. 
Nous espérons que nous pourrons toujours compter sur vous.
Nous reviendrons vers vous dans les prochains temps pour avoir votre réponse. 
Bien cordialement
 
 
Olá,
Venho por esse meio dar uma boa notícia. 
O evento do aniversário da associação "Portugal no mundo" terá lugar no fim-de-semana de 04 e 05 de junho de 2022.
O projeto é imporante para nos e temos feito tudo para o manter. O pavilhão Joséphine terá assim a cor de Portugal esse fim-de-semana.
Esperamos que voces possa participar neste projeto e estar conosco nesses dias.
Contamos com sua presença.
Cumprimentos associativos
Elisabeth RODRIGUES
 
Fala do Colaço:
Zé, ando meio perdido em iniciativas entre Lisboa (AAANIMADOS ALMOÇOS, na Associação 25 Abril) e ABRIR ABRANTES, (todas às segundas feiras).
Agradeco a tua empenhada e continuada atenção.
 
Dispõe.
Grande abraço e continuação dessa estóica recuperação. 
 
ABRAÇOOOOO
António Colaço

Não recebeste email?

07.11.21 | asal

IMG_1200.jpg

Esta foto é uma bela perspetiva do último encontro em Alfragide - 2020 - pela câmara do Zé Ventura.

Anteontem seguiu email com o convite para o nosso Encontro de 4 de Dezembro/2021. Se não o recebeste, é porque o teu email não consta entre os 253 que temos (há dois que voltaram para trás - o do Alves Dias e o do nfd.duque), faz favor de no-lo comunicar através de asal.mail@sapo.pt.

NOTA: Ouvi amigos a dizer que os textos desaparecem rapidamente e ficam escondidos. Para irem ler os que já não estão visíveis, vão ao fundo da página, cliquem em os mais antigos e chegam, neste momento, até ao dia 20/10.

- Outro processo é ir ao Arquivo na coluna negra da esquerda e clicar no mês do ano que desejarem.

- Podem ainda escrever um nome que desejarem em PESQUISAR (coluna esquerda) e verão o resultado.

Bom domingo e boas leituras.

AH

Aniversários

07.11.21 | asal

Celestino Cardoso.jpg

 
São dois os aniversariantes deste dia:
Nascido em 1946, o Celestino Cardoso estudou no INEF e foi professorMem Martins, na escola Visconde Juromenha. Tenho a impressão que vive aqui perto de Lisboa, com todas as hipóteses de estar connosco. Quando isto da pandemia passar, vamos ver-te!
Aqui ficam os PARABÉNS da malta, com votos de muita saúde e longa vida.

 

 

José Sanches.jpg

Temos ainda o José Sanches, de Alcains, que nasceu em 1957. Mas eu não tenho mais informações sobre ele.

Assim, deixamos aqui os nossos PARABÉNS, com votos de felicidade por muitos e bons anos. 

Gostávamos de ter o teu email e n.º de telefone.

CIRCULAR-CONVITE

06.11.21 | asal
ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS DA DIOCESE DE
PORTALEGRE - CASTELO BRANCO
COMISSÃO ANTIGOS ALUNOS SPCB

LOGÓTIPO.png

                                                 (comasalpcb@gmail.com)

                                                    (asal.mail@sapo.pt

 

CIRCULAR
ENCONTRO - CONVÍVIO DE 04 DE DEZEMBRO DE 2021
(SÁBADO)
Local do Encontro : Seminário Nossa Senhora de Fátima/ Dehonianos
Largo Padre Adriano Pedrali, 1, 2610 – 129 ALFRAGIDE. TELF. 214 707 300

 

 Caros Amigos,
Depois de mais de um ano e meio de recolhimento forçado sem convívio associativo devido à COVID-19, é tempo de retomarmos os nossos Encontros, sempre com as cautelas habituais, naturalmente, tendo em conta que ainda não nos podemos dar ao luxo de pensar que o vírus está definitivamente vencido, uma vez que até as vacinas, apesar de bastante eficazes, nos podem transmitir “uma falsa sensação de segurança”.
“ O tempora! O mores!”, como diria Cícero…
Mas nós precisamos de conviver e vamos em frente, vacinados, mascarados, mas vamos. E o nosso primeiro Encontro desta nova Era vai ter lugar no próximo dia 04 de dezembro (sábado), no Seminário Nossa Senhora de Fátima/Dehonianos, em Alfragide (Amadora), com o seguinte

 

P R O G R A M A
11H00 – Concentração e cumprimentos no Átrio do Seminário
12H30 - Almoço
15H00 – Sessão com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1.    Ponto de situação relativamente ao Encontro de 21 de maio de 2022, no Seminário de Alcains.
2.    Antevisão do livro “Seminário de Alcains – História e Memórias”, da autoria do Florentino Beirão, patrocinado pela nossa Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre-Castelo Branco.
3.    Diversos – Temas livres.
 
17H00 – Café, no bar.
17H30 – Encerramento.
 
O preço é de 15,00 €, per capita.
 
Inscrições, até 30-11-2021, por e-mail, facebook ou para qualquer dos seguintes elementos da comissão: Martins da Silva 965 026 324 - A. Henriques -917 831 904- Mendeiros 969 015 114.
 
Saudações Associativas
Lisboa, 04 de novembro de 2021
A Comissão Administrativa

Dois pedidos

06.11.21 | asal

Recebo do João Lopes estes dois pedidos, todos muito agradáveis:

meu Caro Amigo

 Venho, antes de mais, agradecer-te a excelente imagem que colocaste no texto sobre o Afeganistão. Muito ilustrativa sobre a invasão!
 Peço-te para me inscreveres  no próximo Encontro no Seminário dos Dehonianos, marcado para 4 de dezembro. ( 2 pessoas)

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 Pedem-me para divulgar a viagem à  Terra Santa, para  os dias 5 a 12 de abril 2022, 8 dias de viagem, organizada  pelo Comissariado da Terra Santa em Portugal, acompanhada pelo ilustre professor catedrático de Sagrada Escritura da Universidade Católica P. João Lourenço.   Endereço: Comissariado da Terra Santa em Portugal, Largo da Luz,11

 1600-498 Lisboa        Telefone: 217140715        Mail: com.terrasanta@gmail.com
Preço por pessoa: 1.760,00 Euros.  Com participação na Procissão dos Ramos, descendo o Monte das Oliveiras.

Aniversários

06.11.21 | asal

São dois os aniversariantes deste dia! 

Bonifácio Bernardo.png

- O Sr. Cón. Bonifácio dos Santos Bernardo, nasceu em Salvaterra do Extremo, a 6 de novembro de 1944 e foi nosso professor de Inglês e de Português, entre outras disciplinas...

Presentemente, exerce um sem número de funções: Director do Centro de Cultura Católica; Deão do Cabido da Sé de Portalegre; Responsável pelo Arquivo dicoesano e pela Biblioteca do Paço Episcopal e do Seminário Diocesano; Promotor da Justiça e ainda é Membro dos Conselhos Presbiteral e Pastoral Diocesano. Aqui lhe deixamos os nossos mais vivos PARABÉNS, com votos de muita saúde e energia no cumprimento dos seus afazeres pastorais. E que Deus o ajude a sentir-se sempre feliz... 

 

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- Também hoje, dia 6 de Novembro, está a fazer anos o João Luís Matos Pereira, nascido em 1952 e empenhado nas causas sociais e políticas da freguesia dos Envendos.

«PARABÉNS A VOCÊ NESTA DATA QUERIDA...»

Fazemos votos de longa vida, com muita saúde e muitos amigos.

 

Sim, éramos 10

05.11.21 | asal

Sexta-feira, dia de "Palavra do Sr. Bispo" e de almoço na Parreirinha. E hoje não faltei...

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Olhem bem para esta foto, para estes rostos alegres, alguns a aparecer pela primeira vez, o que mais enaltece a teimosia de alguns que não deixam morrer o hábito. Lembro o Manel Pires Antunes, que convida todos os que desejam ser convidados por um SMS nas quintas-feiras. Manel, é serviço comunitário, parabéns por isso!

Hoje até fui com a minha mulher (o filho foi-se embora...), que encontrou a esposa do Mendeiros e puderam matar saudades de muitos meses passados. E, para alegria maior, diz-me o Manel que eu tinha surpresa. E que bela surpresa: o Zé Caldeira, colega de muitos anos nos seminários, aluno muito dotado e agora professor brilhante em duas universidades seniores, a perceber de literatura, história, francês e música, muita erudição musical, de que deu exemplo numa conversa sem fim com o Mendeiros sobre viola, guitarra (que ele anda a aprender) e não sei que mais, que os meus ouvidos só ouvem algumas coisas. O Caldeira passa agora por trabalhos dobrados, os serviços domésticos que a esposa, agora doente, não pode fazer. Boas melhoras!

Caldeira e eu.jpg

Com o Zé Caldeira, lembrámos muitos colegas, infelizmente com vários que já se despediram para a casa do Pai e outros de quem perdemos o contacto.

Também veio o Alves Dias, que infelizmente não encontrou o grande amigo Joaquim Nogueira, retido em casa por doença e idade... Abraço para ti, Joaquim!

Os mais "habitués" também estavam bem, desde os dois Josés Marias (Lopes e Martins) e o José Ventura, paraquedista, organista e fotógrafo, alto lá, que este grupo tem muita história. Falta falar do Joaquim Mendeiros, que, com a esposa, deixaram as obras de renovação da sua "big house" e vieram estar connosco. Falámos do próximo encontro em Alfragide a 4 de Dezembro (ele já me enviou a comunicação que eu vou dirigir a todos os 253 emails que constam da nossa lista). Esperamos que muitos se inscrevam. É a primeira grande libertação depois da pandemia. Embora com algumas restrições, tudo irá correr bem, assim o desejamos. É num sábado, sem missa... No domingo depois não faltamos!!!

AH

Palavra do Sr. Bispo

05.11.21 | asal
AS ALMINHAS – UM PATRIMÓNIO A NÃO ESQUECER
 

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Estamos em novembro, um mês que a tradição cristã dedica, de forma muito especial, a uma mais viva comunhão com os que partiram. Hoje vou tornar presente um património interessante, fruto dessa devoção do povo. As pessoas dedicadas à investigação sempre querem saber qual a sua origem. Assim, aventam-se várias hipóteses acerca das origens mais remotas das Alminhas que salpicam grande parte do nosso território, não só, mas sobretudo a norte do país. Embora todas as hipóteses sejam plausíveis e sejam de trazer à baila, o seu adn não dá certezas, como é evidente. São hipóteses, embora, algumas dessas hipóteses, possam ter ou tenham como fundamento o sentimento religioso que o homem sempre teve e é incapaz de apagar dentro de si.

Deixando essas questões bem pertinentes para quem gosta de investigar, há quem afirme que as Alminhas são uma criação bem portuguesa. A sua multiplicação, bem como a multiplicação das Confrarias das Almas e dos altares das almas em igrejas, deu-se sobretudo a partir do Concílio de Trento. A Igreja crê e ensina que os eleitos são purificados das consequências pessoais de todas as suas culpas antes de serem acolhidos definitivamente na intimidade de Deus. A esse estado de purificação é que a Igreja chama Purgatório. E a nós, os vivos, é-nos pedido o sentimento de gratidão, de caridade e de justiça, de rezar pelos fiéis defuntos para que Deus tenha misericórdia deles, os purifique na sua caridade e os introduza no seu Reino de luz e vida.
A piedade popular, que, como sabemos, é “caraterizada por uma grande variedade e riqueza de expressões corporais, gestuais e simbólicas”, logo se manifestou também “muito atenta à memória dos defuntos e solícita em sufragá-los com orações”. Expressões dessa forma de fazer memória e de convidar à oração de sufrágio são, de facto, as Alminhas, que, embora aqui ou ali estejam esquecidas e a perderem-se - o que é pena! -, constituem um verdadeiro património de religiosidade popular, quer construídas por iniciativa das comunidades cristãs locais quer pela devoção e imaginação de particulares. Regra geral mostram-se em sítios de passagem para serem vistas e cumprirem a sua função: levar os vivos a encontrarem-se com Deus e a rezar pelas benditas almas do Purgatório, sem esquecerem que também são peregrinos a caminho dessa eternidade em Deus.
E quem, do norte, não guarda essa feliz memória das Alminhas, com flores ou sem flores, altaneiras ou encrustadas em paredes, no meio de lugares ou nas encruzilhadas de caminhos, com lampadário ou vela acesa, ou não, com figuras em painel de azulejos, em pequenos retábulos ou telas, mais rústicas ou mais sofisticadas, mas sempre a lembrar ao transeunte a necessidade delas se lembrar e por elas rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria ou o que a sua devoção lhe pudesse ditar? E quem não conserva na memória aquela pessoa que sempre parava para rezar, a outra que ao passar tirava a boina ou o chapéu, a outra que fazia uma pausa, uma vénia ou até uma genuflexão? E aquela outra que as cuidava como se de catedrais populares se tratasse e ficava triste como a noite quando os amigos do alheio as arrombavam, profanavam e roubavam? E quem, sendo criança e tudo isto presenciava e vivia, não assimilava a mensagem que estas pessoas faziam passar com testemunho tão simples quão significativo?!...
Em paróquias por onde passei a paroquiar, havia Alminhas e muita devoção às Almas do Purgatório promovida pelas respetivas Confrarias, sendo uma boa oportunidade para congregar e evangelizar. Não raro, porém, perante algumas incoerências no modo de estar e viver, embora seja um santo e salutar pensamento rezar pelos mortos para que sejam perdoados de seus pecados, havia necessidade de alertar para que não se reduzisse a vivência da fé e a pertença à Igreja apenas a rezar pelos mortos, andando aos encontrões aos vivos!...
Hoje digo o mesmo! Encontramos gente que só participa na Eucaristia, mesmo ao Domingo, quando a intenção é rezar pelos mortos. Sobretudo pelos seus mortos. E tantas vezes se esquece de rezar pelos vivos, pelos seus inclusive. Não se sentem motivados para ajudar os seus a viverem cristãmente, antes pelo contrário, desajudam-se mutuamente e faz-se da Igreja uma espécie de instância fúnebre de encomendação das almas. Dá a impressão que estão à espera que os seus familiares morram para depois rezar por eles. Enquanto podem e devem fazer alguma coisa para os ajudar à conversão, a viver e a morrer cristãmente, nada ou pouco fazem. Embora compreenda alguns argumentos, até me parece pouco pedagógico a marcação de muitas intenções nas missas ao Domingo só para ter mais gente nas igrejas...
A par das Alminhas, há outros pequenos nichos a quem, por vezes, até se dá também o nome de Alminhas, embora tenham como titular um Santo. São nichos, edículas, capelinhas em honra do Coração de Jesus, de Nossa Senhora ou de Santos, são cruzeiros, são estações da Via Sacra, são quadros dos Passos do Senhor, são padrões....
Muitas paróquias zelam muito bem este património, cuidam-no e promovem o seu verdadeiro sentido e valor cristão.
Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 5-11-2021.

Afeganistão- Casa de Bravos IV

04.11.21 | asal

Meu Caro António

 Mais um texto sobre esta martirizada terra da Ásia Central.  No Expresso de 30 de outubro, apresenta-se a imagem de três bebés na incubadora, em risco de perder a vida por falta de equipamento. E acrescenta-se: "Desde a saída dos americanos do Afeganistão, calcula-se que 95% da população passa fome. Efeitos de políticas e decisões erradas ao longo dos anos."  Como se chegou à catástrofe atual, é o que  tento fazer com a modéstia destes textos. Um grande abraço para todos, João Lopes

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               “Todas as vitórias ocultam uma abdicação” Simone de Beauvoir (1908-1986)         

 

    Acabei o último texto, referindo o reinado de Zahir Shah, (1933-1973), um monarca constitucional que, ao longo de 40 anos, foi garantindo alguma estabilidade política e social, apesar das profundas desigualdades entre a burguesia das cidades e o campesinato das zonas rurais. Em 1953, o primo do rei, Daoud Khan assume a chefia do governo. Homem de visão, empreende um programa de modernização económica e social com a ajuda equilibrada dos Soviéticos e Americanos.

  Em 1973, o próprio Daoud, aproveitando a ausência do rei em Itália, põe fim à monarquia, com um golpe de estado sem sangue, e proclama a República. Nos anos seguintes, as palavras “desenvolvimento económico” e “reformas” dançavam na maioria das bocas em Cabul. Uma sensação de rejuvenescimento e entusiasmo varreu o país. Ouvia-se falar em coisas como direitos das mulheres e tecnologia moderna. Viam-se filmes americanos, indianos e soviéticos no cinema Aryana. E os meninos continuavam a praticar alegremente o seu desporto favorito de lançar papagaios e correr atrás deles. (Em 1996, os talibãs, no seu furor iconoclasta, interditaram este desporto pela simples razão de ser de origem indiana!) Enfim, o país caminhava nos carris do progresso e do equilíbrio de forças entre a religião islâmica e a orientação política.

 O príncipe Daoud, presidente da República, convidara alguns conselheiros soviéticos para contrabalançar a influência americana. Vendo, no entanto, que eles extravasavam das suas funções, mandou expulsá-los, logo em 1975. O que muito desagradou ao governo central do Kremlin.

   Em abril de 1978, o partido comunista afegão toma conta do poder por um golpe militar, assassinando o presidente, a sua família e mais pessoal do palácio. “O governo encontrava-se nas mãos do povo”, proclamava na rádio um coronel da Força Aérea, membro do Partido, sendo que o país, (o Watan) começava a ser designado  por “República Democrática do Afeganistão”.  Prometia-se uma nova era de prosperidade, de fim da aristocracia, do nepotismo, das desigualdades e de respeito pelos princípios democráticos e islâmicos.

    Nesse mesmo ano, forma-se um governo comunista, presidido por Muhamed Taraki. Não conseguindo dominar a revolta popular, apesar das promessas, logo desmentidas pela repressão e a tortura, é substituído por Hafizulah Amin, que prossegue uma política de apropriação da propriedade privada, de repressão policial e de abusiva interferência na vida particular e familiar das pessoas, não tendo pejo de, nas escolas, incitar as crianças a denunciarem os pais, tios e avós, mal ouvissem uma palavra contra o governo. Entretanto, espoliados dos seus bens e da liberdade de expressão e pensamento, fogem do país, do seu querido watan, 4 a 5 milhões de afegãos da elite social e financeira, refugiando-se no Irão, Paquistão e Estados Unidos.  É a 1ª vaga de refugiados. Outras se lhe seguirão…   

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   Com o recrudescer da agitação dos camponeses e a sublevação geral, o governo conclui que, sem a ajuda militar da União Soviética, não consegue dominar a revolta do povo afegão, tradicionalmente renitente ao domínio estrangeiro. Assim, em dezembro de 1979, o Kremlin decide invadir o Afeganistão, com um aparato militar arrasador de tanques e helicópteros, na expectativa de alcançar uma vitória rápida e duradoura. A primeira coisa que faz é substituir o fraco Amin por Barak Karmal, (1979-1986) com a missão específica de erguer um regime socialista e revolucionário, fortemente centralizador, em flagrante contradição com um país multiétnico, apegado às suas crenças tradicionais de inspiração islâmica.

    Logo em 1980, nasce o movimento dos guerreiros voluntários, os mujahidin, assim designados porque motivados pela sua fé no Islão, e que, das cidades e dos campos, correm a agrupar-se à volta de comandantes regionais para fazerem a jihad contra os invasores.

   Gorada a 1ª fase de “charme” em que os russos tentaram conquistar a simpatia popular, enveredaram por métodos de perseguição e morte em grande escala.

 Semearam campos de minas por toda a parte, provocando acidentes mortais ou amputações entre a população e os guerrilheiros. Um jovem mujahidin dizia que os russos tinham largado sobre uma aldeia gás que queimava a pele das pessoas e as cegava. “Afirmava ter visto a mãe e a irmã correrem para o ribeiro, a tossir sangue.”  (K.Hosseini  Mil Sóis Resplandecentes,  p. 100)   E casos de violação? Os soldados russos, recrutados à pressa na Sibéria, ao contrário da propaganda, não respeitavam as raparigas e as mães de família. Abriam arbitrariamente chagas vivas na honra dos lares.  (Ver Menino de Cabul,114)

  Em Cabul, a pretexto da ordem e do bem coletivo, instauraram um regime de terror silencioso, a par da construção de habitação social, de escolas e hospitais. Aqui, na capital, a guerra mal se sentia. Com as raparigas sem véu, a caminho da escola e do mercado, sem a tutela masculina, campanhas de alfabetização para as mulheres, até parecia viver-se em liberdade. Apenas as patrulhas da polícia vigiavam a população, mantendo todo e qualquer suspeito debaixo de olho. Tudo bem vigiado e controlado! De quando em vez, sibilava um rocket, mandado das montanhas circundantes.

  O país dividiu-se entre os apoiantes do marxismo, sediados nas cidades, e os combatentes da resistência, das zonas rurais, que respondiam com as conhecidas táticas de guerrilha, aparecendo e desaparecendo num piscar de olhos, o suficiente para lançar uma granada, uma pedra afiada contra o condutor de um tanque que resvalava pelas encostas, deixando o invasor completamente desorientado. As tribos e os camponeses, apoiados pelos mujahidin, combatiam o inimigo em nome da honra nacional e da religião, que urgia defender do domínio de um Estado ateu e da sua ambição de interferência totalitária, como já haviam feito com os vizinhos do Norte, usbeques e tajiques, nas décadas de 30 e 40. Sabiam muito bem o que se passara, como os camponeses se viram reduzidos à condição de funcionários do Estado, muito perto da servidão, devorados pela monocultura do algodão. O Estado soviético era tudo; o indivíduo, pouco ou nada!

  Compreende-se, assim, que grande parte da população, sobretudo, a do meio rural, se mobilizasse contra o inimigo, e que a guerra depressa atingisse uma dimensão internacional. Os muçulmanos de todo o mundo fizeram questão de participar na jihad: egípcios, paquistaneses, sauditas abastados que deixavam para trás os seus milhões, como Osama Bin Laden, vinham para o Afeganistão para expulsar os soviéticos. Até o presidente Reagan, percebendo ser ali que se jogava o futuro do Ocidente, enviou os mísseis Stinger, que os camponeses aprenderam a utilizar para derrubar os helicópteros russos. E, quando armas sofisticadas não tinham, até a ancestral funda servia. Em 1986, até os rapazes afegãos troçavam da eficácia bélica dos soviéticos: “Armas maravilhosas! Jipes fabulosos! Exército pesado e monstruoso. Pena que estejam a perder com um bando de camponeses armados de fundas.”(Hosseini. op.cit. p. 116)

 Já em desespero de causa, é nomeado, em 1986, para chefiar o governo, o general Najibullah, que fora chefe da odiada polícia secreta afegã (KHAD), que muita gente torturara e assassinara, incutindo o ódio  e desconfiança no seio das próprias famílias.

 A face negra da guerra chegava ao fim, acompanhada de toda a sorte de vinganças e crueldades.

  Desejosos por favorecer o entendimento internacional, por um tratado de 1988, em Genebra, os soviéticos, completamente desiludidos e humilhados, aceitam bater em retirada. Em janeiro de 1989, um dos últimos comboios de soldados abandonam Cabul. “Havia observações contundentes e chacota” (Mil Sóis, p123). Deixam lá no governo Najibullah, como presidente, e que, aprendendo com os erros, se torna mais tolerante e moderado, criando um parêntese de relativo bem-estar e liberdade e progresso, conforme o testemunho de uma senhora culta, afegã e refugiada, na série televisiva da RTP 3, em princípios de setembro, se a memória não me falha.  De 1989 a 1992, tudo fez para congregar os comandantes em torno das grandes causas da paz, da educação, do progresso e do respeito pelos direitos das mulheres. As lideranças tribais, porém, divididas entre seis comandantes, reduzidos depois ao carismático Massoud e terrível Hekmatyr, rivais e ciosos do poder, é que não estiveram pelos ajustes.  Em 1992, acossado pelos bandos enfurecidas dos mujahidin, o presidente refugia-se na embaixada da ONU. E a Guerra Civil rebentou!   

  “O Afeganistão tem sido descrito como o “seixo fabuloso” que acabaria por fazer tropeçar o colosso soviético.  A resistência afegã, embora sem uma apurada organização, representou a maior revolta nacional do século.” (História da Guerra, Times, p.244. Será o princípio do fim da construção da União Soviética? No entanto, convém dedicar alguma atenção aos benefícios da passagem dos comunistas pela terra afegã. É que nem tudo foi negativo!

(continua) João Lopes

Aniversário

04.11.21 | asal

Carlos Al. Sousa.jpeg

 

 Faz anos o Carlos Alberto Domingos Sousa, a quem damos  PARABÉNS, com votos de longa vida, saúde, felicidade, realização dos seus sonhos e que sempre se sinta rodeado de muita amizade.

Aniversário

03.11.21 | asal

José Ant. Gonçalves.pngPARABÉNS, PADRE!

Nascido em 1970, celebra agora 51 anos o jovem P. José António Ribeiro Gonçalves, que é Pároco de Estreito, Orvalho, Sarnadas de São Simão e Vilar Barroco, Concelho de Oleiros e Arciprestado da Sertã; Coordenador do Secretariado da Educação Cristã da Infância e Adolescência; Arcipreste de Castelo Branco. Tem muito por onde se ocupar. 

Os amigos que formam este Grupo de Antigos Alunos dos nossos seminários cumprimentam este colega que se ofereceu para servir o povo de Deus, dão-lhe os MELHORES PARABÉNS DE ANIVERSÁRIO e desejam-lhe saúde e longa vida no cumprimento feliz da sua missão. 

Primeiro Encontro

02.11.21 | asal
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA

Joaquim Mendeiros Pedro.jpg

A COMISSÃO DA ASSOCIAÇÃO ESTÁ A PROCEDER A DILIGÊNCIAS COM VISTA A MARCAR UM ENCONTRO NO SEMINÁRIO DOS DEHONIANOS EM ALFRAGIDE, NO DIA 4 DE DEZEMBRO.
É A ÚNICA DATA DISPONÍVEL, DE MOMENTO.
QUEM VOTA A FAVOR, QUEM VOTA CONTRA E QUEM SE ABSTÉM?
INDEPENDENTEMENTE DO RESULTADO DA VOTAÇÃO, VAMOS COMEÇAR A RECEBER INSCRIÇÕES, DESDE JÁ.
A CIRCULAR COM O PROGRAMA SAIRÁ BREVEMENTE.
É TEMPO DE RECUPERAR O TEMPO PERDIDO!
ABRAÇOS E SAUDAÇÕES ASSOCIATIVAS.

Aniversário

02.11.21 | asal
Quem faz anos hoje?
 
Carlos Alberto Lopes Lameiras, nascido em 2 de Novembro do ano da graça de 1961, na cidade de

IMG_4565.jpgNampula, Moçambique. Reside actualmente na rua de Senhora de Mércules,  em Castelo Branco.A nível profissional, encontra-se na situação de Reserva, como Tenente-Coronel da Guarda Nacional Republicana. Frequentou o seminário de Alcains de 1974 a 1975 e o seminário de Portalegre nos anos lectivos de 1975 a 1977. 

A este amigo, responsável por reunir a malta de Castelo Branco (que o Covid proibiu!), damos os Parabéns da malta com votos de muita felicidade por muitos anos. A foto é do encontro da Sertã, com o Lameiras ao lado do amigo Saúl, outro militar.

O outro lado

01.11.21 | asal

Meu bom Amigo

 Sempre desejoso de animar o Animus, agora num momento de fecundo diálogo e cordialidade, aí mando um texto composto esta manhã, mas pensado durante a noite. Uma confidência:  esta noite, sonhei com o Senhor Dr. Marcelino. Vi-o ao pé de mim, com o seu ar sempre preocupado pelo nosso bem-estar. Às vezes, pensava ser intrusão, mas era preocupação! UM abraço do João

 

João Lope2.jpg

Comentário neste dia da santidade da vida e da morte

O nosso Blogue traz hoje dois textos poderosos do Senhor Bispo e do Florentino. “  Para além da morte a vida sem fim” e “ O maior mistério da vida”. São duas dádivas escritas que eu, pessoalmente, agradeço. Fazem-me pensar sobre o que somos e para onde vamos logo que o fio da vida é cortado por uma das parcas.

 O que mais me impressiona, hoje em dia, é a trivialidade da morte.  A sua ocultação ou o seu escancarado exibicionismo. Vejo imagens contraditórias e paradoxais. As guerras e a pandemia banalizaram a morte e os mortos, reduzidos à sua insignificância. Até custa acreditar no mistério destas mortes colecionáveis, contabilizadas e numeradas em série, como se de objetos se tratasse.  Países houve em que, por falta de caixões, se deitavam os mortos à cova, embrulhados num lençol. Na guerra, deixavam-nos apodrecer para pasto dos animais selvagens. Onde está a solenidade do mistério? Há dias uma dita influencer chinesa ou não, suicidou-se com veneno diante de uma assistência virtual que a incentivava do outro lado: toma, toma, coragem!  No Público 2, de ontem, a enfermeira Carmen publicou uma crónica  aterradora, sobre  o suicídio entre os jovens da arte e do espetáculo. É o conhecido efeito Werther, produzido na juventude romântica pela leitura de A paixão do Jovem Werther (1774) de Goethe.

     Repentina ou esperada, solitária ou espetacular, mais do que a morte, fenómeno natural de um ser vivo, importa pensar no que vem depois. E aqui reside o mistério, entrevisto, de formas diferentes, pela diversidade de povos e culturas, sendo que essa forma de ver “diferente” interfere ou pode condicionar o nosso modo de vida. Uma coisa é viver, como se o “além” não existisse; outra, é percecionar ou adivinhar que a vida continua na modalidade que o infalível Juízo de Deus decidir. Isto penso eu! Mas as coisas podem não ser assim tão lineares. Mistério insondável! Diz e bem o Florentino.

   Como disserta o cardeal poeta Tolentino, S. Francisco, ao morrer, exclamou: “ Bem-vinda seja a minha irmã morte”. Pode ser irmã, e decerto o é para um franciscano, mas muitos de nós se recusariam a dormir uma noite que fosse, num cemitério, mesmo todo florido, rescendendo ao cheiro forte dos crisântemos. Ou estarei enganado?

   Miguel Torga, já perto da morte, escreve no seu Diário, XVI : “  Penso e repenso dia e noite na morte.  Na morte que, desde criança, nunca deixou de se manter presente no meu corpo e no meu espírito, ora aberta, ora veladamente. Com o instinto de conservação de bicho, fui-lhe trocando as voltas. Mas o tempo passou, as defesas naturais diminuíram, veio a velhice, e chegou a vez dela. (…) E não a escorraço, nem maldigo. Será um alívio, meu e de muitos. (...) Ao fim e ao cabo, a vida é irremediavelmente um dom provisório. (p. 185) E no poema final “ Requiem por mim ”: Mas ninguém vive /Contra as leis do destino. /E o destino não quis/ Que eu me cumprisse como porfiei,/ E caísse de pé, num desafio./ Rio feliz a ir de encontro ao mar/ Desaguar, /E, em largo oceano, eternizar/ O seu esplendor torrencial de rio.”

 Mais otimista é a visão cristã de Leonardo Boff,  no seu luminoso livro” Vida para além da morte” :  “ A morte é sim o fim da vida.  Mas o fim entendido como meta alcançada, plenitude almejada e lugar do verdadeiro nascimento. A união interrompida pelo desenlace não faz mais que preludiar uma comunhão mais íntima e mais total. “ p. 35 da 11ª edição de  1988, Vozes, Petrópolis.

Partilho desta visão, prenhe de esperança que animava Dante, como veremos.

João Lopes  

Dia da Festa de Todos-os-Santos  ( Rezo especialmente pelos meus pais na Fé, desde os meus avós,  pais e sogros, ao Senhor D. Agostinho, professores do Seminário e da Faculdade de Letras de Lisboa, colegas e amigos, tantos, tantos, que já longa é a conta dos meus anos.)