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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Uma trágica derrota do Ocidente

05.09.21 | asal
Meu caro Henriques
Aí te envio uma reflexão acerca do que se está a passar no longínquo Afeganistão.
Uma descida aos Infernos. Se Dante, poeticamente desceu a este lugar de trevas e sem esperança, agora é a realidade a ultrapassar a ficção. Uma tragédia humana indiscritível para a qual o Papa Francisco já chamou a atenção das Nações para ouvirem os gritos dos inocentes. Sobretudo crianças, raparigas adolescentes e mulheres humilhadas pela escravidão a que são submetidas pelos radicais talibãs. Para todos os nossos amigos do ANIMUS aquele abraço que não tem fim. Florentino Beirão

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E agora, Afeganistão?

Por mais insensíveis que sejamos ao que acontece longe de nós, a cruel saga que nos últimos tempos atingiu o longínquo Afeganistão - com 40 milhões de habitantes - não pode deixar-nos indiferentes. As múltiplas violências que ali têm sido cometidas são tão arrepiantes, sobretudo sobre as mulheres e em todos aqueles que querem sair daquele infernal ambiente através das fronteiras e do aeroporto de Cabul, que não as podemos olvidar. O medo de se viver neste país é tão arrepiante que numerosas famílias têm deixado tudo, para tentarem encontrar o seu refúgio noutras paragens, seguras e acolhedoras. Espera-se que a UE, como é seu dever humanitário, não lhes feche as portas, como por vezes tem acontecido com alguns refugiados. Quanto a Portugal, em boa hora, já abriu os seus braços, para acolher algumas dezenas.

Como sabemos, esta violenta situação resultou da recente e apressada retirada das tropas dos Estados Unidos e das forças da NATO que ali permaneceram, ao longo de 20 anos. Hoje, todos se interrogam como foi possível deixar o país numa situação tão complexa e desorganizada.

Como o poder não suporta o vazio, a partir de agora, o território passa a ficar à mercê das vencedoras tropas dos talibãs, praticantes de princípios religiosos, bebidos no radicalismo islâmico, praticado no país. O seu numeroso exército, lentamente, foi-se preparando sorrateiramente, sem pressa, armando-se até aos dentes, com os chorudos dinheiros da droga, ocupando num ápice as cidades do país, incluindo a sua capita Cabul. Pelo que se sabe da recente história deste populoso e extenso país, tanto os ingleses no séc. XIX, como os russos entre 1979 e 1989, acabaram por deixar o país entregue a um sistema tribal - cerca de 40 tribos - que se rege por costumes e leis consuetudinárias que não vão mudar de um momento para o outro. A evolução das mentalidades dos povos, como se sabe, não dá saltos. São fruto de uma lenta e longa mudança, sujeita a avanços e retrocessos.

Note-se que os talibãs prepararam-se militarmente durante anos, para poder reaver o poder do seu país. Por incrível que pareça, nos últimos tempos, chegaram a apoderar-se de algum armamento das forças militares da coligação da USA e da NATO, derrotando as tropas afegãs quase sem resistência.

Por isso, o Presidente norte-americano J. Biden justificou a sua opção de sair rapidamente do Afeganistão ao dizer que “os americanos não devem continuar a lutar numa luta que os próprios afegãos não estão dispostos a travar”. Estas palavras foram proferidas após a fuga do Presidente do país Ashraf Gyhani e as próprias tropas afegãs se renderem às primeiras investidas. O saldo desta guerra mortífera cifrou-se em 3 500 soldados e 40 mil civis mortos.

Recorde-se que o plano da fuga dos americanos do Afeganistão já vem do tempo da administração do insensato Donald Trump que chegou a assinar com os talibãs, em março de 2020, um apressado acordo de saída, para maio do ano seguinte. Tenha-se em conta que a opinião pública americana se encontra de acordo com esta opção, farta de guerras em países que a nova geração mal conhece.

Também o elevado custo da guerra afegã, cerca de dois biliões de dólares, se foi tornando inaceitável para os cidadãos americanos cujos governantes quiseram impor a outros países a sua visão política do mundo, balizada numa democracia moderna e livre. Tratou-se de um logro neste e noutros países muçulmanos invadidos.

A partir de agora, com os talibãs a necessitarem de avultadas verbas para reerguerem o seu devastado e pobre país, já se encontram à espreita os gulosos russos, chineses, paquistaneses, iranianos que esfregam as mãos, na mira de poderem vir a apropriar-se das suas riquezas minerais e dos chorudos negócios da droga.

O futuro, para já, não se apresenta risonho para o povo afegão que, recentemente, já assistiu a atentados mortíferos, de opositores ao atual poder.

Desta complexa situação vai resultar uma elevada crise humanitária e social, com cerca de 38 milhões de afegãos deixados à sua sorte, face a um regime em que a crueldade e a opressão são o pão nosso de cada dia. Sobretudo para as mulheres, a quem se negam os mais elementares direitos humanos, entregues às leis opressoras das leis medievais muçulmanas, já impostas pelos talibãs. Podemos perguntar: e agora, Afeganistão, para onde vais?

florentinobeirao@hotmail.com

Palavra do Sr. Bispo

05.09.21 | asal
“QUERIDA AMAZÓNIA” - INJUSTIÇA E CRIME

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O primeiro dia do mês de setembro é o Dia Mundial dedicado à gratidão pela Casa Comum, a qual, o seu Criador e Senhor, a todos no-la confiou como zelosos cuidadores e usufrutuários em fraterna solidariedade. Esta iniciativa do dia 1 terá repercussões até ao dia 4 de outubro, dia da festa de São Francisco de Assis, o santo patrono do meio ambiente. Fixado pelo Brasil, o dia 5 deste mês de setembro, é o Dia da “Querida Amazónia” que se apresenta “aos olhos do mundo com todo o seu esplendor, o seu drama e o seu mistério” (QA1). É uma reserva natural, a maior floresta tropical do mundo, com sete milhões de quilómetros quadrados distribuídos por nove países da América do Sul: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Perú, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa.
Deste grande bioma que suscita contemplação, gratidão e ternura, desde há muito que saltam gritos de indignação e sofrimento que ecoam por todo o mundo, pedindo respeito, justiça e solidariedade. A devastação da floresta, a criação de gados, a indústria mineira e petrolífera, a construção de hidroelétricas, o projeto de hidrovias, os incêndios provocados, o impacto sobre os rios e os ecossistemas, a privatização da água potável, a perda de flora e fauna, o roubo do território aos nativos, os subornos, tudo serve para satisfazer os interesses económicos e destruir a natureza, ferir, encurralar e expulsar os povos indígenas para as periferias das cidades, ficando sujeitos às piores formas de escravidão e miséria, à xenofobia, à exploração sexual, ao tráfico de pessoas, ao desenraizamento e à desintegração das famílias (cf. QA 9-11). Além disso, conforme escreveu Francisco no documento conclusivo do Sínodo que decorreu em outubro de 2019, e a que deu o nome de “Querida Amazónia”, muita desta devastação ambiental e ameaças à dignidade humana, têm a ver com uma falsa mística. A Amazónia “tem sido apresentada como um enorme vazio que deve ser preenchido, como uma riqueza em estado bruto que se deve aprimorar, como uma vastidão selvagem que precisa de ser domada. E, tudo isto, numa perspetiva que não reconhece os direitos dos povos nativos ou simplesmente os ignora como se não existissem e como se as terras onde habitam não lhes pertencessem. Nos próprios programas educacionais de crianças e jovens, os indígenas apareciam como intrusos ou usurpadores. As suas vidas e preocupações, a sua maneira de lutar e sobreviver não interessavam, considerando-os mais como um obstáculo a demover do que como seres humanos com a mesma dignidade que qualquer outro e com direitos adquiridos” (QA12). E acrescenta: “Para aumentar esta confusão, contribuíram alguns slogans, nomeadamente o de «não entregar», como se a citada sujeição fosse provocada apenas por países estrangeiros, quando os próprios poderes locais, com a desculpa do progresso, fizeram parte de alianças com o objetivo de devastar, de maneira impune e indiscriminada, a floresta com as formas de vida que abriga. Os povos nativos viram muitas vezes, impotentes, a destruição do ambiente natural que lhes permitia alimentar-se, curar-se, sobreviver e conservar um estilo de vida e uma cultura que lhes dava identidade e sentido” (QA13).
Todas estas operações económicas locais, nacionais e internacionais “há que rotulá-las com o devido nome: injustiça e crime. Quando algumas empresas sedentas de lucro fácil se apropriam dos terrenos, chegando a privatizar a própria água potável, ou quando as autoridades deixam mão livre a madeireiros, a projetos mineiros ou petrolíferos e outras atividades que devastam as florestas e contaminam o ambiente, transformam-se indevidamente as relações económicas e tornam-se um instrumento que mata. É usual lançar mão de recursos desprovidos de qualquer ética, como penalizar os protestos e mesmo tirar a vida aos indígenas que se oponham aos projetos, provocar intencionalmente incêndios florestais, ou subornar políticos e os próprios nativos. A acompanhar tudo isto, temos graves violações dos direitos humanos e novas escravidões que atingem especialmente as mulheres, a praga do narcotráfico que procura submeter os indígenas, ou o tráfico de pessoas que se aproveita daqueles que foram expulsos de seu contexto cultural. Não podemos permitir que a globalização se transforme num «novo tipo de colonialismo» (QA14).
E Francisco apela à indignação: “É preciso indignar-se, como se indignou Moisés (cf. Ex 11, 😎, como se indignava Jesus (cf. Mc 3, 5), como se indigna Deus perante a injustiça (cf. Am 2, 4-8; 5, 7-12; Sal 106/105, 40). Não é salutar habituarmo-nos ao mal; faz-nos mal permitir que nos anestesiem a consciência social, enquanto um rasto de delapidação, inclusive de morte, (…) coloca em perigo a vida de milhões de pessoas, em especial do habitat dos camponeses e indígenas”. A propósito dessa vergonhosa injustiça e crueldade verificados na Amazónia venezuelana aquando da época da borracha, fica-nos este testemunho do sofrimento dos indígenas: «Os nativos não recebiam dinheiro, mas apenas mercadorias, e caras, que nunca acabavam de pagar. (...) Pagavam, mas diziam ao indígena: “Ainda estás a dever tanto” e o indígena tinha que voltar a trabalhar (...). Mais de vinte aldeias ye’kuana foram completamente arrasadas. As mulheres ye’kuana foram violadas e seus seios cortados; as grávidas desventradas. Aos homens, cortavam-lhes os dedos das mãos ou os pulsos, para não poderem navegar (...), juntamente com outras cenas do sadismo mais absurdo» (QA15).
No meio de todos estes excessos, contradições e lacerações, Francisco realça o trabalho daqueles missionários que, atentos ao joio, se mantiveram fiéis ao Evangelho, chegando a inspirar legislação favorável como as Leis das Índias, que “protegiam a dignidade dos indígenas contra as violações de seus povos e territórios» e a quem os próprios indígenas pediam insistentemente que não os abandonassem pois eram eles que os ajudavam a defender de ladrões e abusadores (cf. QA18). Mas o Papa também não esconde: “não podemos negar que o joio se misturou com o trigo, pois os missionários nem sempre estiveram do lado dos oprimidos, deploro-o e mais uma vez «peço humildemente perdão, não só pelas ofensas da própria Igreja, mas também pelos crimes contra os povos nativos durante a chamada conquista da América» e pelos crimes atrozes que se seguiram ao longo de toda a história da Amazónia. Aos membros dos povos nativos, agradeço e digo novamente que, «com a vossa vida, sois um grito lançado à consciência (…). Vós sois memória viva da missão que Deus nos confiou a todos: cuidar da Casa Comum» (QA19).
Nesta hora escura para os povos da Amazónia e para a nossa Casa Comum, associemo-nos aos sonhos do Papa Francisco: “Sonho com uma Amazónia que lute pelos direitos dos mais pobres, dos povos nativos, dos últimos, de modo que a sua voz seja ouvida e a sua dignidade promovida. Sonho com uma Amazónia que preserve a riqueza cultural que a carateriza e na qual brilha de maneira tão variada a beleza humana. Sonho com uma Amazónia que guarde zelosamente a sedutora beleza natural que a adorna, a vida transbordante que enche os seus rios e as suas florestas. Sonho com comunidades cristãs capazes de se devotar e encarnar de tal modo na Amazónia, que deem à Igreja rostos novos com traços amazónicos” (QA7).
Antonino Dias
Portalegre-Castelo, 03-09-2021.

Um dia especial

04.09.21 | asal

Hoje prometi a mim mesmo que ia escrever para o blogue. Este "Animus Semper", de que me queixo às vezes por falta de novidades, vai mais uma vez ser o suporte fiel das minhas divagações pessoais, sempre com vista a animar os colegas e leitores. 

Podia falar da consolação que sinto por estar na Consolação-praia, o que já era especial, até porque estes dias de mar calmo e brisa suave não são o espelho da zona, onde impera o vento e as temperaturas baixas. Podia ainda falar do jogo com o Catar, mas nem sequer o vi, pois o sol da praia era mais importante. Afinal, porque estou aqui?

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Tive a surpresa de uma visita especial. Olhem para esta foto!

Sim, o Carlos Tavares, sabendo da minha presença na praia das pedras negras, dignou-se vir visitar-me esta manhã. Nunca tínhamos estado juntos a conversar, cumprimentei-o na Sertã em 2019 e o resto tinham sido palavras soltas nas redes sociais, onde fiquei a saber que ele também vinha para aqui há muitos anos e tinha casa nesta praia. Assim, foi bom eu ter dito que estava aqui, para o que o Facebook serve à maravilha.

E a conversa prolonga-se por muito tempo... Como é que dois "estranhos" têm tanto a dizer um ao outro? E são coisas muito interessantes. O mais importante é já esta proximidade que sentimos, a relação mútua com muitos amigos, de quem falamos com amizade e alguns com saudade. Então não fico a saber que ele é cunhado do Manuel Cardiga, que ensinou Matemática a muitos de vós? Neste momento, o Cardiga está em Cardigos, enviuvou há algum tempo e entregou aos cunhados a casa que tem aqui. E eu fiquei com vontade de um dia com alguns colegas mais velhos aparecermos ao Manuel Cardiga, ele que já sabe o nome do responsável pelo blogue... Porque não? 

Mas a conversa continua na lamentação por a pandemia não nos deixar programar uns encontros: «desde a Sertã que nunca mais nos vimos!», dizia ele. E falava da alegria dos encontros de Azeitão com colegas do mesmo ano, organizados pelo Arménio S. Duque, onde apareceram colegas que há 30 anos não via. E falámos dos professores, desde o seu professor de Inglês - P. Lúcio ao Assis, ao João Lopes, ao P. Cardoso (ainda no Gavião), ao Florentino (seu professor de Música e de Português) e muitos mais que a minha memória já esqueceu...

Ele também é sobrinho do P. Alberto Tavares, meu professor de Latim no Gavião, que passou os seus últimos anos na casa da família, num tempo em que a sacralidade do sacerdote punha todo o mundo ao seu serviço. Coisas de família...

Também falou do seu desejo de adquirir o livro do Seminário de Alcains. Ficou com o telefone do Florentino - 964819423 - (fica aqui para outros colegas se servirem dele para encomendar o seu livro - olhem que vale a pena!). E eu pude dizer-lhe que uma associação que durante a pandemia consegue reunir 30 textos e ver 82 colegas a cotizar-se para conseguirmos dinheiro para a impressão do livro tem realmente no seu interior muita vida, muito sentido associativo e, por isso, muita razão de existir. 

De tarde, ainda pudemos encontrar-nos de novo para visitar a casa do Manuel Cardiga, onde senti emoção especial. É o Carlos e a esposa que agora tomam conta dela e vão aproveitar aquele belo espaço para arrendar a familiares e amigos. Acho que vocês devem aproveitar, como nós, pois o benefício desta Praia da Consolação repercute-se na saúde.

Conclusão: o blogue hoje não fica vazio... Valeu a pena!

António Henriques

NOTA: E amanhã quem vai encher estas páginas? Escrevam para asal.mail@sapo.pt

Aniversário

04.09.21 | asal

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DIA DE PARABÉNS!
José Maria Esteves, que nasceu em 4 de Setembro de 1954, faz hoje anos. São só 67...
Trabalha nos Corpos Danone (mas ele pode dizer o que lá faz...) e vive em Castelo Branco. Depois dos seminários, estudou ainda na Universidade da Beira Interior. E mais não sabemos...
PARABÉNS, amigo José! Sê muito feliz e por muitos anos. 
Contacto: tel. 965 545 179

Ir à Serra das Talhadas

03.09.21 | asal
Ora aqui está uma bela proposta de passeio pela nossa terra! AH 

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NAS TALHADAS PELA HISTÓRIA, PELA ARTE,
PELA PAISAGEM E PELA GASTRONOMIA…
 
Dia 24-Agosto. JÚ, ZÉ LUÍS, ZÉ ALBERTO e TÓ MANEL, os protagonistas. Não foi o calor que impediu o passeio multidimensional de Cardigos às TALHADAS…
Na Sobreira Formosa, na primeira paragem da manhã, o Centro de Interpretação de Fortes e Baterias, ligado à temática das Guerras Peninsulares e Invasões Francesas, estava fechado. Abre à tarde. Sem problemas. Siga a marcha…
Na Fróia, o tempo foi o suficiente para uma vista de olhos por uma bonita e badalada praia fluvial. Nada que espantasse os visitantes, provenientes de Cardigos, vila que se ufana do seu fantástico espaço fluvial.
O FORTE DAS BATARIAS na encosta das Talhadas, sobre a ponte do Alvito, recentemente integrado no ROTEIRO DE TURISMO MILITAR, foi calcorreado atentamente pelos visitantes sob um sol escaldante. (Contrastando com a noite fria e chuvosa de Novembro de 1807 que recebeu os invasores franceses a caminho da Sobreira, de Proença, Cardigos e Abrantes na ânsia de chegarem o mais rapidamente possível a Lisboa.) Entretanto, antes, foi uma visita à ponte do Alvito e uma vista panorâmica sobre as Talhadas do lado das Sarzedas.
A denominada “TORRE DE VIGIA SIZA VIEIRA”, motivo de tanta conversa e alguma controvérsia, aguardava os visitantes, majestosa e imponente, quase fazendo passar despercebido o velhinho Cruzeiro. Quase…

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(Olha bem para ele Manel Pires Antunes, tu que assististe à inauguração.) Do alto da torre, o Sr. Luís, de São Pedro do Esteval, foi identificando algumas localidades perdidas nas serranias e nas florestas mais ou menos queimadas. (OBSERVAÇÕES: sem querer menosprezar o trabalho feito, pelo contrário pretendendo melhorá-lo, dois reparos: 1) Para a falta de segurança (protecções) no piso inferior da Torre; 2) A presença do tanque de plástico e das paletes prejudica esteticamente o local.)

Na descida, uma passagem pelo Chão do Galego permitiu a visualização do FAROL DOS VENTOS, uma obra de arte que integra o “Roteiro de Obras de Arte da Paisagem da Cortiçada”, projeto intermunicipal financiado pelo Programa de Apoio em Parceria pela Revitalização do Pinhal Interior, da DGArtes.
O almoço juntou mais alguns AMIGOS no restaurante das bombas, na Catraia, “SNAC-BAR DAS BOMBAS” que, mais uma vez, sob a batuta do “Chef” Adelino, esmerado serviço de mesa e recepção extra dos anfitriões, Sr. José Rodrigues e seus filhos Eduardo e Rui, proporcionou momentos de extraordinário convívio degustando uma sardinhada das antigas e chanfana de se lhe tirar o chapéu. O vinho? O azeite? Fácil de calcular, não é verdade?
De tarde… O regresso a CARDIGOS e a intenção de voltar com menos calor…
Tó Manel

Aniversários - 3

02.09.21 | asal

Há dias especiais e este é um deles. Hoje anunciamos o aniversário de três amigos no mesmo dia e, coisa rara, os três são sacerdotes. Passaram os 12 anos a puxar pela cabecinha, estudaram o bastante para avançar ano após ano (sim, que alguns eram despedidos por terem fraco aproveitamento!), assumiram os ideais do Seminário de serviço pastoral à Igreja junto dos fiéis e dos infiéis e aí estão eles a fortalecer a fé dos seus irmãos pela palavra e pelo seu próprio exemplo.

Bem, alguns já têm idade para servir a Deus com o seu descanso, dando apenas uma ajuda extra aos seus colegas!

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1 - O primeiro nasceu em 1931, já lá vão 90 anos... É o nosso amigo P. António Martins Cardoso, a viver na Sertã. Foi professor dos seminários, lidou muito com jovens em Algés e depois serviu a Igreja em Fátima, isto num relance rápido sobre estes muitos anos de vida e felicidade. E há algum tempo tem sido um frequente participante dos nossos encontros. 

Contacto: tel. 968 354 158

Manuel L. Nunes.png

2 - O segundo, também ligado à zona da Sertã por nascimento, viu a luz do dia em 1936, já lá vão 85 anitos! É o bom amigo P. Manuel Lopes Nunes. Embora a memória já falhe um bocado, acho que era ele o maior guarda-redes da nossa equipa de futebol em Portalegre. 

Presentemente, é pároco de Amêndoa e São João do Peso, numa dedicação alegre ao povo de Deus.

Contactável pelo n.º 916 228 455

 

Pedro Tropa.jpg

3 - Em terceiro lugar, com o mesmo destaque dos restantes, está o colega, que pastoralmente dirige as paróquias de Aldeia do Mato, Fontes, Martinchel e Souto. Nasceu em 1970, é um jovem ao lado dos colegas... Já frequenta as redes sociais, mas ainda não respondeu ao nosso pedido de amizade no Facebook. P. Pedro Manuel Bernardino Tropa.

Contacto: tel. 962 938 724

A estes três aniversariantes deixamos os PARABÉNS do grupo dos antigos alunos, com votos de saúde e bom trabalho apostólico. E que vivam por muitos anos, a bem de todos nós.

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