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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Aniversário

10.01.21 | asal

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É hoje o dia do Ramiro Martins Lopes.

Aqui deixamos os nossos sinceros parabéns. É mais um ano? Deixa lá, não me apanhas... És de 1952, mas eu já venho de 39! Mas é bom viver, encontrar amigos e saber que eles estão bem. 

Passa um dia alegre e continua a celebrar a vida por muitos anos, feliz e com saúde.

O contacto do Ramiro é o tel. 963 006 701.

Eleições Presidenciais 2021

09.01.21 | asal
Meu caro Henriques
Apesar do período ultra friorento que nos envolve, envio uma colaboração repleta de um quente carinho para todos os que nos vão seguindo e acompanhando regularmente, com alguma assiduidade, no nosso querido e indispensável ANIMUS. Um site sempre em Festa, a alegrarmo-nos com os que fazem em cada dia a sua festa de aniversário, um hino à Vida de cada um dos nossos sempre recordados e amados amigos.
Um trabalho inestimável e louvável do nosso companheiro de jornada A. Henriques a quem nunca agradeceremos, como merece. O meu profundo Bem Haja. A todos Paz e Saúde. E vamos às presidenciais, o tema que partilho.
Florentino

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R. - No último mês, tivemos 5.729 Visualizações, uma Média diária de 185 visualizações. AH
 

Uma campanha morna

Com as festividades do Natal e Ano Novo, a campanha de vacinação do Covid-19, o acordo pós- brexit e a presidência da UE pelo nosso país, tem passado para segundo plano a corrida às eleições presidenciais de 2021, marcadas para o dia 24 de janeiro.

Com início em 10 de janeiro, já se perfilam os diversos candidatos que se propõem disputar estas eleições: o recandidato Marcelo, João Ferreira do PCP, Marisa Matias do BE, André Ventura do Chega, Ana Gomes, militante socialista, Tiago Mayan-Gonçalves da Iniciativa Liberal e Vitorino Silva. Segundo as sondagens, a reeleição do atual Presidente, com cerca de 68% das intenções de votos, é um dado adquirido. A ele se deve o mérito de bem ter sabido exercer este cargo, não criando dificuldades ao Governo de António Costa. Soube, ao longo do seu mandato, criar uma imagem de político popular e abrangente, somando votos à direita e à esquerda. O seu principal adversário será a elevada abstenção que se adivinha. Com um PS sem candidato, um PSD e um CDS a apostar em Marcelo, a sua vitória está-lhe mais que garantida. Deste modo, não admira que a próxima eleição presidencial que ocorre em tempos difíceis a nível político, social e económico, se prefigure como uma corrida eleitoral morna, sem propaganda nas ruas, apenas com debates televisivos. Devido a estas limitações, já alguém a classificou como sendo uma campanha supérflua. Porém, em democracia, todas as eleições devem ser um ato nobre de cidadania, onde os diversos valores e visões da vida de uma comunidade se jogam, marcando cada candidato a sua posição política, face aos desafios com que o país se defronta.

Numa perspetiva histórica de longo prazo, façamos um balanço sintético, relembrando a caminhada das eleições dos Presidentes da República em Portugal.

Quem tiver nascido após a Revolução de abril de 1974, com a implantação da democracia em Portugal, poderá desconhecer as diversas formas como o Chefe do Estado tem sido eleito, desde o derrube da Monarquia. Lembramos apenas a escolha do Chefe do Estado, até à conquista da democracia.

Começamos pela primeira eleição presidencial na 1.ª República em 1911, que nada teve a ver com a forma como agora o Presidente é eleito por todos os cidadãos eleitores. Na altura, coube apenas aos deputados e senadores, reunidos em sessão conjunta no Congresso, o poder de escolher o 1.º Presidente da República, com poderes limitados. Portanto não havia qualquer campanha eleitoral com visibilidade pública. Só a imprensa dava conhecimento da sua nomeação. A opção para a eleição indireta do Presidente da República constituía assim uma salvaguarda contra os receios do presidencialismo e da concentração de poderes num só órgão do Estado.

Deste modo, foi eleito o 1.º Presidente da República, embora provisório, Teófilo Braga (1910-1911). Seguiu-se Manuel de Arriaga (1911.1915) que apresentou a sua demissão a três meses de terminar o seu mandato. De novo, foi eleito pelo Congresso Teófilo Braga, já com 72 anos, em 29.05.1915. Do mesmo modo, o Presidente Bernardino Machado, em 16.08.1915. O seu mandato coincidiu com a entrada de Portugal na 1ª Grande-Guerra, onde se deslocou para apoiar os militares portugueses, e com as visões de Fátima em maio de 1917.

Entretanto, Sidónio Pais através de um golpe militar em 05.12.1917, depôs Bernardino Machado, fazendo-se eleger, pela primeira vez, em eleições por sufrágio direto. Com o seu assassinato em 1918, voltou-se novamente a eleições indiretas, como no início da República. Após a morte violenta de Sidónio Pais na estação do Rossio, tomou posse Canto e Castro (1918-1919), eleito novamente pelo Congresso.

De 1919 a 1923, foi Presidente da República A. José de Almeida. De 1923 a 1925 seguiu-se Teixeira Gomes e Bernardino Machado (1925-1926), sendo este deposto por uma revolução militar, a partir de Braga, em 28.05.1926. Esta revolução vencedora, instaurou no país um curto período de ditadura militar que escolheu para Presidente da República José Mendes Cabeçadas em 1926, substituído por Gomes da Costa no mesmo ano.

Finalmente, foi escolhido o general Óscar Carmona, que ocupou este lugar durante o Estado Novo, com Salazar na chefia do Governo (1926-1951). A ele, seguiram Craveiro Lopes (1951-1958) e Américo Tomás (1958-1974), eleitos em ditadura, com resultados viciados. Seria só a partir da Revolução de Abril que o Presidente da República começou a ser eleito em eleições livres e democráticas. Feliz Novo Ano.

florentinobeirao@hotmail.com     

Palavra do Sr. Bispo

08.01.21 | asal
PENSAR DÁ MUITA TRABALHEIRA!... Oh!, se não dá!...

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Já pensaste bem naquele teu e meu presente que nos foi dado no Natal?!... Então, anda daí, junta-te a nós e vamos desembrulhá-lo. Às vezes, fala-se sem pensar. Não raro, mesmo quando se pensa, cumpre-se o ditado: “cada cavadela sua minhoca”, ou então: “ou entra mosca ou sai asneira”! Pensar é uma exigência do bom senso em ordem à verdade, ao bem e ao melhor. Muitas coisas não aconteceriam, ou aconteceriam, se, primeiro, se pensasse bem nas consequências do fazer ou do não fazer. É consensual que a Verdade anda por aí a lamentar-se e a manquejar, sente-se desconsiderada e muito mal tratada, desconfia-se dela, descarta-se, tantas vezes por indiferença, subserviências, interesses ou maldade. Coisas dos homens!... E das mulheres também!... Parte-se do princípio de que a diversidade de posições são todas iguais, têm todas o mesmo valor, o que interessa é falar!. No entanto, só a Verdade é verdadeira, embora a mentira possa ter alguma coisa de verdade. Há quem, por exemplo, use meias verdades para levar a água ao seu moinho. É uma forma de gerar embustes entre pessoas ou na própria sociedade. Faz-se passar mentiras muito bem empanadas em doces meias verdades. Mas só a Verdade é capaz de iluminar, orientar e promover a pessoa e o sentido da própria vida. Só a Verdade é o alicerce seguro da construção do bem comum. Só a Verdade nos restabelecerá de situações menos felizes que acontecem na nossa própria vida. Será na Verdade, que, um dia, no fim dos tempos, apesar dos muitos desencontros, encontros e encontrões por este vale de lágrimas, todos haveremos de nos encontrar.
O diálogo pode ser um ótimo meio para encontrar a Verdade. Não o diálogo-conversa-de-café onde cada um diz o que lhe apetece e parece, sem fundamento nem conhecimento de causa. Não o diálogo para o qual se parte com preconceitos, com conclusões preestabelecidas, com o desejo de vencer ou o medo de perder. Não o diálogo em que, em nome da liberdade, a pessoa se desvincula da referência à Verdade, nega a capacidade de a poder conhecer e de reconhecer o que é verdadeiro. Não o diálogo que usa formas de argumentar que encapotam aquele relativismo e subjetividade que, nada reconhecendo como definitivo, tem como medida o próprio EU e as suas decisões subjetivas, partindo do pressuposto de que a Verdade se manifesta, de modo igual, nas mais diversas situações e doutrinas, mesmo que contraditórias. Só o diálogo feito com reta intenção, com capacidade de escuta, com respeito mútuo, humildade e inteligência, dará frutos. É da discussão que nasce a luz. Se é a Verdade que se procura, a Verdade poderá demorar em se mostrar, mas acabará por dar a mão à palmatória e saltar, não porque lhe doeram as reguadas, mas com a alegria de ter sido encontrada. Não a minha verdade, não a tua verdade, não a nossa verdade - ninguém tem o monopólio da verdade! -, mas aquela Verdade que todos procuramos. De facto, somos verdadeiros na medida em que buscamos a Verdade e nela procuramos viver, sem favorecer quem se esmera em defender interesses dúbios, quem usa ideologias esfarrapadas ou arrogância intimidatória. O respeito por todos não significa que possa haver indiferença perante a Verdade e o Bem. Pelo contrário, é o próprio amor que exige e incita a que se anuncie a todos o Bem que edifica e a Verdade que salva.
A terminar o tempo festivo do Natal, celebramos o Batismo do Senhor, no rio Jordão. Não tendo pecado, Jesus meteu-se na fila, misturou-se com os penitentes para ser batizado por João. Ao sair da água, porém, viu descer sobre si o Espírito Santo, o Espírito da Verdade, e ouviu o Pai a chamar-lhe Filho muito amado. Um dia, o encavacado Pilatos perguntou a Jesus o que era a Verdade. Jesus, porém, não lhe respondeu, até porque Pilatos não estava interessado na Verdade, só queria ouvir de Jesus o que ele e o povo gostariam de ouvir. Mas Jesus apresentou-se aos seus como o Caminho, a Verdade e a Vida. Para nós, cristãos, a Verdade plena é Jesus Cristo. Uma Verdade que nunca se impôs ou impõe, apenas se propõe e convida todas as pessoas à conversão e à fé, à alegria de viver na Verdade e de caminhar em direção à Verdade plena.
Para continuar esta missão que o Pai lhe confiara, Jesus instituiu a Igreja que, depois da Ressurreição, a enviou por todo o mundo, em seu nome, para chegar a todos e a cada um. Movida pelo Espírito Santo, a Igreja, apesar das suas debilidades e fraquezas - que são muitas porque também é humana -, tem o dever de obedecer e continuar a missão de Cristo, convidando à mudança de vida e de mentalidade, convidando à conversão e à Verdade, à vida nova em Cristo e à receção do Batismo. A missão de batizar está implicada na missão de evangelizar. O Batismo não é um simples rito, formalidade ou tradição. É uma verdadeira festa da família e comunidade cristãs, sobretudo quando todos estão conscientes do que celebram: um Sacramento, instituído por Cristo. Por ele, somos imersos na fonte de vida que é a morte de Jesus, o mais sublime ato de amor de toda a história. Por ele, ‘ressuscitamos’ para uma vida nova na comunhão com Deus e os irmãos. Por ele, tornamo-nos membros da Igreja e participantes do sacerdócio, profetismo e realeza de Jesus Cristo. Por ele, temos acesso à celebração dos outros sacramentos, todos eles graça do Espírito Santo, que alimentam, fortificam, exprimem a fé e tornam-nos portadores de uma nova esperança, os quais, para os crentes, são necessários para a salvação.
Ao celebrarmos o Batismo do Senhor, também fazemos memória do nosso próprio Batismo. Somos batizados no Espírito da Verdade, o qual nos transmite a ternura do perdão divino, nos impele para a Verdade e faz ecoar em nós a voz do Pai a chamar-nos filhos muito amados! Filhos e herdeiros, colaboradores na construção do seu reino, usufruindo de todas as graças que o Senhor nos oferece, na e pela sua Igreja, riqueza sem igual e tão pouco interiorizada!...
Constata-se que muitas pessoas batizadas nunca avaliaram a riqueza do dom do Batismo, nunca refletiram sobre os seus efeitos e consequências, nunca lhe procuraram corresponder, comprometidos e agradecidos. Uns, por deficiente formação cristã, culpável ou não. Outros, por preconceitos ou indiferença. Outros, talvez por resistência à força da Palavra e ação do Espírito Santo, mesmo quando comprovadas pelo testemunho de quem anuncia. Mas quase todos, assim o acredito, porque nunca pararam para pensar! Estou convencido que, se se pensasse e se buscasse a Verdade, descobrindo o que significa ser batizado em nome da Santíssima Trindade, com certeza que não se negaria o Batismo aos filhos. Não se adiaria sem razão. Saber-se-ia escolher os padrinhos em função do seu testemunho eclesial. Ninguém, por respeito a si próprio e aos outros, ninguém aceitaria ser padrinho se a sua própria vida fosse vivida à margem da Igreja. Não se fugiria à preparação da celebração. Iria agradecer-se e ensinar a agradecer tão grande graça que o Senhor nos concede. A própria celebração aconselharia toda a família, ou pelo menos os pais e padrinhos, ao Sacramento da Reconciliação para receberem a Sagrada Eucaristia e testemunharem a comunhão em Cristo que, na Igreja e pela Igreja, batiza aquela criança tornando-a templo da Santíssima Trindade. Isto levaria a um melhor compromisso no dever de viver, defender, apoiar, espevitar e fazer crescer a fé da criança. Mesmo aos adultos não batizados, o Senhor diz: “Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações” (Sl 94). Estou certo de que, se pensassem, procurassem e descobrissem a Verdade, iriam, com certeza, afirmar como Santo Agostinho, afastado de Deus na sua juventude: “Tarde vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu, lá fora, a procurar-Vos! ... Porém, chamastes-me, com uma voz tão forte, que rompestes a minha Surdez! Brilhastes, cintilastes, e logo afugentastes a minha cegueira!... Saboreei-Vos e, agora, tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e ardi, no desejo da Vossa Paz”.
Com isto, não estou a defender o proselitismo. Este é sempre de rejeitar, é negativo, não se coaduna com o espírito do Evangelho, não salvaguarda a liberdade e a dignidade da pessoa. Com isto estou apenas a propor e a pedir um tempinho para desembrulhar esse presente do Natal, para pensar e descobrir a riqueza do Batismo. Cada criança, cada jovem, cada pessoa, tem o direito de ouvir a Boa Nova da salvação, tem o direito de saber que Deus a ama e se entregou a si mesmo por ela. A este direito de cada pessoa corresponde o dever que a Igreja tem de ir e anunciar, no respeito pela liberdade de quem ouve e na consciência de que, se o encontro com Cristo acontecer, ele se deve à força da Palavra, à ação do Espírito Santo e ao testemunho de quem anuncia. Anunciar e testemunhar, com alegria e esperança, são o primeiro e o mais importante serviço de Caridade e Amor que os cristãos podem prestar à humanidade, começando pelas pessoas que mais se amam, a família. “Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações” (Sl 94).
Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 2021-01-08.

Aniversário

08.01.21 | asal

Carlos Tavares.jpgPARABÉNS, CARLOS!

O  Carlos Alberto Tavares é de Abrantes, onde nasceu em 1956, e vive agora em Lisboa. Sabemos que cursou Direito e exerce a advocacia. No Seminário, gostava de futebol, com qualidades excepcionais, ao lado de outros iguais, que é em grupo que mais valemos.

PARABÉNS, AMIGO! Que celebres muitas primaveras com saúde e alegria. 

Contacto: tel. 934 280 713

Os Reis Magos

06.01.21 | asal

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Hoje é Dia de Reis

Estes são os Reis que ilustram as paredes da nossa casa, um trabalho da Antonieta de há uns anos atrás.
 
O mistério dos Reis continua a ser um mistério, olhando para o que realmente se passou há milénios.
Mas estes Reis são dignos de respeito. São os grandes que se acercam dos pequenos e humildes. São os insatisfeitos que procuram a estrela para iluminar a sua vida. São os que procuram os outros e também lhes oferecem dons de vida.
Quem serão os Reis e os Magos de hoje? Andamos tão aturdidos com as muitas propostas que ouvimos e vemos!!!
 
AH

Aniversário

06.01.21 | asal

Francisco Fern. Alves.jpg

Hoje, damos os PARABÉNS ao Francisco Fernandes Alves, diácono permanente a viver em Castelo Branco. Nasceu em 1943, e, ao serviço da Igreja, está adstrito ao serviço das Paróquias de São Miguel da Sé, São José Operário (Castelo Branco) e Benquerenças. É ainda assistente religioso da Associação da Mensagem de Fátima.

Desejamos a este amigo uma longa vida, cheia de saúde e felicidade.

Contacto: tel. 272 341 452

Aniversário

03.01.21 | asal

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Hoje é a vez do Duarte Nuno Tapadas, da Comenda, que nasceu em 1973, passou pelos seminários, cursou Filosofia e vive ligado ao ensino no Colégio Miramar, ali para as bandas da Ericeira.

PARABÉNS, amigo, por mais uma primavera! Que a vida te sorria, haja saúde e felicidade.

Contacto: tel. 962 541 347

2021 – Ano de S. JOSÉ 

02.01.21 | asal

Meu caro António

 Aí mando um anexo para preparar os espíritos  dos nossos amigos associados. Depois. daqui a alguns dias, telefonar-te-ei para falarmos sobre a logística e levar ao Florentino os dados de que necessita para avançar para a publicação. Dia 17 deste mês, vou encontra-me com ele. Um grande abraço, com votos de boa saúde neste Novo Ano. João Lopes

 

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CONVITE

Há 150 anos, S. José, humilde carpinteiro, esposo de Maria, foi declarado Padroeiro Universal da Igreja, tornando-se numa das referências primordiais das famílias cristãs e não só.  

Vamos, pois, por  convite do Papa Francisco, reflectir, durante 2021, sobre esta rica personalidade cuja eloquência do silêncio é o traço que melhor a define, no quadro da inserção de Jesus na linhagem davídica e messiânica e na ternura atenciosa que prestou à aprendizagem bíblica, cultural e artesanal do “seu” Menino, levando-o  a realizar os três ciclos de estudos culturais e bíblicos, que explicam a elevação de Jesus à categoria de Mestre entre os fariseus, falando corretamente o Grego, na sua Galileia, corredor de passagem de mercadores que no grego tinham a sua língua de comércio.  Já antes, afastara dos perigos da perseguição política a sua família, sofrendo as agruras do exílio, como hoje acontece a tantos nossos irmãos.

Ele doou-se completamente à Sagrada Família, vivendo o Evangelho por antecipação, ou incorporando no seu viver toda a Mensagem de Jesus, o Nazareno. E compreendeu o plano de Deus para os dois: dar guarida humana ao Salvador. Esqueçamos o velhinho de barbas brancas, uma imagem triste e descolorida, e vejamos o jovem de 18 a 20 anos, decidido e corajoso na Fé, esposo fiel e dedicado a Maria, escolhida diretamente pelo Deus Altíssimo para Mãe de Jesus.

E vamos ainda colocar sob a sua proteção as iniciativas da nossa Associação, mormente a publicação do novo livro sobre o Seminário de S. José em Alcains, que realizaremos, “aequo animo” com um pequeno esforço de todos. Basta um tudo nada de gratidão e generosidade para que mais esta obra veja a luz do dia, na sequência de três livrinhos ”Olá Professores” sob a prestimosa coordenação do incansável Joaquim Mendeiros e a colaboração do A. Henriques e Silva Amaro (Castelo Branco. 2016);   o 2º, coordenação  e colaboração exclusiva de Joaquim  Mendeiros  e colaboração de  António Rodrigues Lopes e João Lopes (Marvão, 2017); e o 3º, sob a coordenação de Joaquim Mendeiros e a colaboração de Alexandre Nunes, A. Henriques, António Gil,  António R. Lopes, P. Bonifácio, Florentino, João  Luís Portela, João O. Lopes, João Torres Heitor, Joaquim Nogueira, Joaquim Mendeiros, José Jana, Manuel C. Bugalho e P. Manuel Mendonça. (Portalegre, 2018) Perdoem-me se esqueci algum!

    Falta-nos agora colocar a cereja em cima do bolo. E fazemo-lo sob a luminosa égide de S. José, o santo intrépido das aventuras de Deus. Esta obra é Sua e nossa, que, em tempos juvenis, residimos na sua Casa. Não nos deixaremos tolher pelo medo da covid-19 em vias de extinção, graças à Ciência e à invisível Mão da Providência divina. Que ninguém se recuse a entrar nesta embarcação que é igualmente serviço de Deus, da Igreja e da nossa Diocese, com o seu Pastor ao leme. Mais robusta e capaz de superar o mal do esquecimento ficará ad  Semper a memória  da Associação dos antigos alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco.     

Magnus Animus semper magna appetit.

João Lopes

Comentários anónimos?

01.01.21 | asal

Mais um comentário anónimo       

                                                      MAS VIVA O ANO NOVO!                                              

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Os blogues são o que são e eu não posso alterar as regras técnicas que eles possuem. Por favor, Senhores Anónimos, vejam como eu há poucos dias ensinei um amigo a fazer com que ele deixasse de ser anónimo.

Leiam esta carta:

Caro amigo, com os meus votos de Boas Festas vão os agradecimentos pela tua colaboração no blogue ANIMUS SEMPER.

Eu venho só sugerir que, depois de escrever o comentário, é preciso preencher os dados seguintes para o comentário aparecer com o nome que lá escrevemos. De contrário, na coluna da esquerda do blogue, só aparece como autor a palavra ANÓNIMO. Até agora só três ou quatro fazem as coisas todas (João Lopes, Mendeiros, José André, eu...).

No meu caso, eu tenho de escrever dentro dos retângulos como aqui está por baixo destes parênteses:

     (retângulo)                        (retângulo)                                        (retângulo)

António Henriques            Animus Semper                          adiashenriques@gmail.pt

 

Só depois é que clicamos em "Publicar comentário". Velhos, mas sempre a aprender! Um abraço e que o Covid não apareça por aí.
António Henriques

Palavra do Sr. Bispo

01.01.21 | asal
A CULTURA DO CUIDADO E O DOM DA PAZ

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Ano novo vida nova, para todos e em toda a parte, sem exceção, com muita saúde, alegria e paz! O ano 2020 causou muitos estragos e dissabores. Embora a ciência esteja a indicar a porta de saída a essa coisa a que se deu o nome de Covid-19, é de prever que, enquanto não a obrigarem a fazer as malas e a partir definitivamente, ainda vá continuar a esgotar quem a combate, a fazer perder mais vidas, a forçar a porta para entrar e fazer sofrer, a prejudicar a economia, a cultura, o emprego, a alegria, a liberdade, o convívio, a vida. Todos alimentamos a esperança de que a vacina a consiga vencer e varrer, e que, quem de direito, garanta o acesso de todos à vacina, promovendo a cultura do cuidado por esse mundo além, sem exceção de pessoa e lugar.
Para este primeiro dia do ano, Dia Litúrgico de Santa Maria Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz, o Papa Francisco escolheu como tema «a cultura do cuidado como percurso de paz». Entende que a cultura do cuidado, “enquanto compromisso comum, solidário e participativo para proteger e promover a dignidade e o bem de todos, enquanto disposição a interessar-se, a prestar atenção, disposição à compaixão, à reconciliação e à cura, ao respeito mútuo e ao acolhimento recíproco, constitui uma via privilegiada para a construção da paz”. É mais um contributo do Papa “para erradicar a cultura da indiferença, do descarte e do conflito, que hoje muitas vezes parece prevalecer”. Se em todas as tradições religiosas há referências à origem do homem, “à sua relação com o Criador, com a natureza e com os seus semelhantes”, também na Bíblia, desde o início, “já estava contida a convicção atual de que tudo está inter-relacionado e o cuidado autêntico da nossa própria vida e das nossas relações com a natureza é inseparável da fraternidade, da justiça e da fidelidade aos outros», acentua o Papa, para quem “a paz e a violência não podem habitar na mesma morada” e “o auge da compreensão bíblica da justiça se manifesta na forma como uma comunidade trata os mais frágeis no seu seio”.
A própria vida e o ministério de Jesus foram pautados pelo gosto de cuidar e ensinar a cuidar dos outros, sobretudo dos mais frágeis, até culminar na doação de si próprio, por todos, na Cruz. Cumpriu plenamente a missão que o amor do Pai pela humanidade lhe confiou e abriu-nos “o caminho do amor e disse a cada um: ‘Segue-Me! Faz tu também o mesmo’ (cf. Lc 10, 37).
As obras de misericórdia espirituais e corporais e o serviço social da Igreja, que existe desde as origens e tem sido enriquecido ao longo dos tempos, proporcionam “a todas as pessoas de boa vontade um precioso património de princípios, critérios e indicações, donde se pode haurir a ‘gramática’ do cuidado: a promoção da dignidade de toda a pessoa humana, a solidariedade com os pobres e indefesos, a solicitude pelo bem comum e a salvaguarda da criação”.
Além disso, “o conceito de pessoa, que surgiu e amadureceu no cristianismo, ajuda a promover um desenvolvimento plenamente humano. Porque a pessoa exige sempre a relação e não o individualismo, afirma a inclusão e não a exclusão, a dignidade singular, inviolável e não a exploração”. Da dignidade da pessoa “derivam os direitos humanos, bem como os deveres, que recordam, por exemplo, a responsabilidade de acolher e socorrer os pobres, os doentes, os marginalizados, o nosso ‘próximo, vizinho ou distante no espaço e no tempo’.
Francisco fala, pois, de Deus como modelo do cuidado, do cuidado no ministério de Jesus, da cultura do cuidado na vida dos seguidores de Jesus, dos princípios da doutrina social da Igreja como base da cultura do cuidado, do cuidado como promoção da dignidade e dos direitos da pessoa, do cuidado pelo bem comum, do cuidado através da solidariedade, do cuidado e da salvaguarda da criação. E desafia “os responsáveis das Organizações internacionais e dos Governos, dos mundos económico e científico, da comunicação social e das instituições educativas a pegarem nesta ‘bússola’ dos princípios acima lembrados para dar um rumo comum ao processo de globalização, ‘um rumo verdadeiramente humano’. Este rumo “permitiria estimar o valor e a dignidade de cada pessoa, agir conjunta e solidariamente em prol do bem comum, aliviando quantos padecem por causa da pobreza, da doença, da escravidão, da discriminação e dos conflitos”.
Através desta bússola, Francisco encoraja “todos a tornarem-se profetas e testemunhas da cultura do cuidado, a fim de preencher tantas desigualdades sociais”, coisa que só será possível “com um forte e generalizado protagonismo das mulheres na família e em todas as esferas sociais, políticas e institucionais”.
Mas esta bússola dos princípios sociais, necessária para promover a cultura do cuidado, “vale também para as relações entre as nações, que deveriam ser inspiradas pela fraternidade, o respeito mútuo, a solidariedade e a observância do direito internacional”, reafirmando “a proteção e a promoção dos direitos humanos fundamentais, que são inalienáveis, universais e indivisíveis”.
A promoção da cultura do cuidado requer um processo educativo que nasce na família e se prolonga na escola, na universidade, nos meios da comunicação social, no papel das religiões na medida em que transmitem aos fiéis e à sociedade os “valores da solidariedade, do respeito pelas diferenças, do acolhimento e do cuidado dos irmãos mais frágeis”.
Para todos os leitores, ao iniciarmos o Novo Ano, torno presente a bênção da primeira leitura da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus: “O Senhor te abençoe e proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz”.
Que a Sagrada Família de Nazaré proteja todas as famílias e a todas ajude a compreender o verdadeiro valor e beleza da família, o seu caráter sagrado e inviolável, o seu valor como berço da vida e primeira instância educativa na cultura do cuidado, bem como o seu importante papel no âmbito da solidariedade social.
Por iniciativa do Papa Francisco, desde o dia 8 de dezembro passado, Dia da Imaculada Conceição, até 8 de dezembro de 2021, estamos a viver um especial Ano dedicado a São José, comemorando os 150 anos desde que foi proclamado Patrono da Igreja Católica. De 19 de março de 2021, Dia de São José, até 26 de junho de 2022, acumularemos a vivência de um Ano “Família Amoris Laetitia”, para avaliar e continuar a promover a receção da Carta Apostólica Amoris Laetitia, publicada por Francisco há cinco anos.
Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 31-12-2020.

Padres a mais?

01.01.21 | asal

Bispo suíço pretende reduzir o número de padres para metade

Manuel Pinto | 31 Dez 20 In "7Margens"Apresentação2.jpg

O bispo suíço Charles Morerod anunciou planos para reduzir o número de padres da sua diocese de Lausanne-Genebra-Friburgo (LGF), que dirige desde 2011, dos atuais 345 para 170.

Atualmente com 59 anos, o prelado é um teólogo dominicano que desempenhou já a função de secretário-geral da Comissão Teológica Internacional  e foi reitor da Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino (o Angelicum), de Roma. Tem-se manifestado sobre a necessidade de uma profunda reforma eclesial, chegando mesmo a discordar dos seus confrades. Em declarações recentes à agência católica suíça Cath.ch, Morerod observou que, “na maioria das vezes, as pessoas falam sobre a falta de padres, ao passo que (aqui) há uma abundância de padres”. E acrescentou: “Só em Friburgo, uma pequena cidade de 38 mil habitantes, há 40 missas todos os domingos, o que excede a procura.”

Explicando o sentido e alcance das medidas que defende, o bispo Morerod disse estar convencido de que, havendo menos padres, isso fará com que haja mais fiéis por celebração. “Esta é uma estimativa esquemática, que leva em conta o envelhecimento dos padres e os católicos praticantes”, continuou.” Além disso, o reagrupamento já é uma realidade para os jovens católicos praticantes que se reúnem em algumas igrejas nos centros das cidades”, acrescentou.

O bispo suíço considera que a situação atual é “deprimente, especialmente no campo, onde muitas vezes há apenas uma dúzia ou pouco mais de pessoas que seguem silenciosamente a liturgia nos bancos de trás”. A pandemia também fortaleceu a determinação do bispo: “Os crentes mais velhos não vão voltar às igrejas rapidamente por medo do vírus”, disse ele.

O seu plano também visa reduzir o número de padres estrangeiros na diocese suíça. “Uma igreja na qual a maioria dos fiéis são imigrantes precisa de um clero multicultural. Mas, com 50 por cento de padres estrangeiros na diocese, foi atingido um limite. As diferenças culturais estão a acumular-se”, explicou o bispo Morerod. Exemplificando, observou que alguns padres, sobretudo africanos e polacos, além do obstáculo com a língua, têm manifestado dificuldade de aceitar a cultura igualitária da Suíça, que reconhece os direitos de palavra e de participação dos leigos e nomeadamente das mulheres.

O prelado diz ter também presente a falta que alguns dos sacerdotes podem estar a fazer nos países de origem. “O Vaticano adverte regularmente contra uma espécie de ‘fuga de cérebros'” das dioceses africanas ou asiáticas, explicou ele, em declarações citadas pelo jornal digital La Croix International.

Aniversários

01.01.21 | asal

ANIVERSARIANTES com pressa de viver... Logo no 1.º do Ano!... São cinco neste dia:

- Eabil (2).jpgm 1940, nasceu o Abílio da Cruz Martins na aldeia de Ripanso, Sobreira Formosa, onde também eu nasci. Todos conhecem o Abílio, a viver agora na Portela de Sacavém, e desde sempre ligado à Associação dos Antigos Alunos, como elemento efectivo ou muito próximo. Também ficou conhecido o apoio que ele deu ao Sr. P. Horácio quando ele chegou a Luanda carregado de livros e o Abílio era chefe da Alfândega. Foi o céu que lhe apareceu e todo o material foi parar ao destino como por milagre.

Contacto: tel. 964 461 949

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- Para ti, Alberto Ribeiro, vão os nossos parabéns de aniversário, com votos de um novo e feliz ano, com saúde e alegria, que se prolongue por muitos mais.

O Alberto, é da Sarnadinha, Castelo Branco, trabalhou na Lisnave e presentemente está na Livraria IBEZ, vivendo em Lisboa. 

Contacto:  tel. 933 266387

 

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- Vem depois o Alexandre Lourenço Nunes, a viver em Castelo Branco e natural das Sarzedas, que tem dado muito do seu trabalho nos nossos encontros. Sempre presente e colaborador, vem de Castelo Branco a Lisboa para se misturar com os convivas.

Contacto: tel. 965 254 425

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- Ainda neste dia faz anos o Sr. Cón. JOSÉ DA GRAÇA. Nasceu no Arneiro, concelho de Nisa em 1943 e tem desenvolvido uma bem conhecida acção pastoral em Abrantes. PARABÉNS pelos 76 anos e um abraço de muita amizade.

Contacto: tel. 965 412 019

 

- E também hoje faz anos Esposa João Lopes.jpga Maria José D. Lopes, esposa do João Oliveira Lopes (tel. 914 334 422), médica de profissão e a viver em Coimbra. 

Sempre a acompanhar o marido nos nossos encontros, para ela uma saudação especial.

 

A todos estes amigos aqui deixamos um abraço de amizade, com muitos parabéns e votos de longa vida, cheia de alegrias. 

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