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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Foi nosso colega no Seminário

08.10.20 | asal

Da "Rádio Condestável" colhemos o seguinte texto: 

Novo Presidente do Tribunal de Contas é do concelho da Sertã

Da Ermida... O Juiz Conselheiro José Fernandes Farinha Tavares é o novo presidente do Tribunal de Contas. A nomeação foi feita esta terça-feira, 6 de outubro, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sob proposta do primeiro-ministro, António Costa.

JoseTavaresFernandes.jpg

José Tavares é natural do concelho da Sertã, sendo os pais da União de freguesias de Ermida e Figueiredo. Também a sua tia Maria de Lurdes Fernandes, antiga vereadora do CDS na Câmara Municipal da Sertã, era natural desta união de freguesias.  

Quem já reagiu a esta nomeação foi o presidente da autarquia sertaginense, José Farinha Nunes. O autarca aproveitou a ocasião para dar publicamente os parabéns ao Juiz Conselheiro e destacou a relevância do cargo a nível nacional e internacional, afirmando ser “um orgulho ter uma pessoa ligada ao concelho a ocupar este cargo".
Olhando para o currículo do novo presidente do Tribunal de Contas, José Farinha Nunes assinalou o facto de ter passado 25 anos como diretor-geral daquele órgão, “em Governos de direita e de esquerda”, facto que demonstra a sua “noção de isenção e justiça acentuados, caso contrário já teria sido substituído”, analisou, ciente de que este currículo “também começou no berço e todas as qualidades de trabalho dos pais foram transmitidas ao filho”. Foi assim “uma questão de justiça”, rematou o edil sertaginense, felicitando igualmente António Costa pela proposta e Marcelo Rebelo de Sousa pela nomeação.
Refira-se que no dia 27 de abril deste ano foi publicado em Diário da República um louvor ao Juiz Conselheiro que no anterior mês de fevereiro havia cessado funções de presidente do conselho administrativo do Tribunal e de Chefe do gabinete do Presidente, e ainda do cargo de secretário-geral do Conselho de Prevenção da Corrupção.
No referido louvor, assinado pelo então presidente do Tribunal de Contas, Vítor Caldeira, é vincada a sua carreira “longa, recheada de sucessos, tendo desempenhado sempre as suas múltiplas funções com a máxima lealdade, dedicação, integridade e elevação".
Entre outros reconhecimentos, Vítor Caldeira, enaltece “a mais-valia do trabalho que desenvolveu ao serviço do Tribunal enquanto agente de ligação com o Tribunal de Contas Europeu e responsável pelas Relações Internacionais do Tribunal de Contas que muito contribuíram para o elevado prestígio granjeado pelo Tribunal entre as instituições congéneres internacionais, o que muito se deve às suas reconhecidas capacidades profissionais e humanas”.
José Fernandes Farinha Tavares, de acordo com o portal do Tribunal de Contas, é mestre em Direito pela Universidade de Lisboa e, entre outros cargos, foi diretor-geral do Tribunal de Contas e membro e secretário-geral do Conselho de Prevenção da Corrupção. Foi ainda diretor do Gabinete de Estudos e coordenador das Relações do Tribunal de Contas com a União Europeia e internacionais.

Foto: César Cordeiro / Slideshow / Global Imagens

AGORA A GRANDE NOVIDADE:

O novo Presidente do Tribunal de Contas afinal é um de nós, andou nos nossos seminários, também jogou à barra-bandeira, tendo entrado em Alcains no ano letivo de 1969/70. Eis a lista desse ano, onde o seu nome aparece destacado em negrito:

ABILIO DIAS CARDOSO
AGOSTINHO MANUEL COSTA MARTINS
ALCINO JOSÉ BATISTA RAFAEL
AMÉRICO DIAS ESTEVES
ANTÓNIO ANTUNES MARTINS
ANTÓNIO MIGUEL GONÇALVES FERREIRA
ANTÓNIO LOURENÇO FERNANDES
ANTÓNIO NUNO REI NETO
ANTÓNIO PIRES MALPICA
ARTUR DO ROSÁRIO PEREIRA
CARLOS ANTÓNIO DE OLIVEIRA NAVALHO
CARLOS SIMÃO MARTINS MINGACHO
DAVID MENDES FERNANDES
EUGÉNIO CARVALHO BARATA
FRANCISCO MANUEL ALVES VAZ
FRANCISCO MANUEL RISCADO DOS SANTOS
HORÁCIO DE MATOS GUERRA
JOÃO CARDOSO DELGADO
JORGE LOPES NOGUEIRA
JOSÉ ALVES PIRES DE OLIVEIRA
JOSÉ ANTÓNIO ALVES BRÁS
JOSÉ ANTÓNIO CARRETO MOREIRA
JOSÉ FERNANDES FARINHA TAVARES
JOSÉ MANUEL RIBEIRO CARDOSO
JOSÉ MARIA SANTOS ESTEVES
JOSÉ MÁRIO DIAS MARTINS
JÚLIO AMARO ESCUDEIRO
LUíS ALVES PARDAL
LUIS RIBEIRO VAZ
MÁRIO ALVES ROQUE
MANUEL HIPÓLITO LOPO
MANUEL MARTINS LOPES FEIJÃO
NELSON COELHO EVARISTO.

Alegremo-nos! Já são dois presidentes a sair do nosso grupo, o do Supremo Tribunal de Justiça (António Joaquim Piçarra) e agora o do Tribunal de Contas. Aos dois, desejamos as maiores felicidades e que sirvam o país segundo os bons critérios da justiça e do bem comum.

Piçarra.jpg

José Fernandes Tavares.jpg

 

Aniversário

08.10.20 | asal

Isidro Pedro.jpg

Faz hoje 82 anos o P. Isidro Pedro, mais velho que eu na idade e mais novo que eu no curso... Ele é que pode explicar como é que isso aconteceu... Actualmente, vive em Beja, nas instalações do Seminário. Presentemente, acho que apenas faz trabalhos esporádicos de apoio aos colegas.

Caro amigo, PARABÉNS deste grupo e votos de muita saúde e realização pessoal. Trabalha e sê feliz.

Contacto: tel. 967 677 071

Para reflexão:

“Esta parábola (do bom samaritano) é um ícone iluminador, capaz de manifestar a opção fundamental que precisamos de tomar para reconstruir este mundo”, escreve o Papa. “Diante de tanta dor, à vista de tantas feridas, a única via de saída é ser como o bom samaritano. Qualquer outra opção deixa-nos ou com os salteadores ou com os que passam ao largo, sem se compadecer com o sofrimento do ferido na estrada.”

Papa Francisco

Aniversários

06.10.20 | asal

José Mora Alves.pngHOJE SÃO DOIS OS ANIVERSARIANTES!

- O José Eduardo Mora Alves, nascido em 1949 e presentemente radicado no Sardoal por razões comerciais. É sportinguista, graças a Deus!

Não temos mais informações...

Aqui está ele a caminhar para um dos nossos encontros (Abrantes?)!

Contacto: tel. 919 245 952

José Luís Eug.Lopes.jpg

-  O outro aniversariante é o José Luís Eugénio Lopes, nascido em 1958 (um jovem...). Frequentou Direito e vive na Sertã, onde se interessa pessoalmente pelas realidades locais. Ilustre benfiquista a suspirar pela reconquista do campeonato... Vamos respeitar diferenças!

E não temos mais informações...
 
AOS DOIS APRESENTAMOS OS PARABÉNS DO GRUPO E VOTOS DE LONGA E FELIZ VIDA!
 
Para reflexão:
«“Ninguém é suficientemente perfeito, que não possa aprender com o outro, e ninguém é totalmente destituído de valores, que não possa ensinar algo ao seu irmão” (São Francisco de Assis). Aprender algo novo é sempre desafiador e um ato de superação. A essência da aprendizagem está no praticar, pois palavras vêm e vão, mas o fazer, o treinar é o que torna concreto o que foi aprendido. Que eu tenha a mente e o coração abertos e cultive o desejo de aprender com o outro, de experimentar algo novo, de partilhar conhecimento, de maneira que possa favorecer a vida, semear esperança e gerar bons frutos para a humanidade.»
In "Click to Pray"

A nova Encíclica

05.10.20 | asal

Marcelo Rebelo de Sousa sobre a “Fratelli Tutti”: “Coragem ilimitada. A Igreja Católica não se acomoda”

in "7Margens"

Papa+Marcelo.jpg

A Encíclica Papal, hoje universalmente divulgada, é um grito brutal e, ao mesmo tempo, a expressão de um poder mobilizador como nenhum dos sucessivos documentos do Papa Francisco.

Em duas palavras, de uma coragem ilimitada.

Grito brutal, ao tomar a inspiração de um encontro com um irmão muçulmano proeminente, ao evocar o exemplo de S. Francisco de Assis e o espírito franciscano, ao recordar a Parábola do Bom Samaritano. Mas, em especial, ao denunciar as misérias, as injustiças, as prepotências, os egoísmos, os isolacionismos, as explorações, os individualismos desumanizadores, os populismos fechados e redutores, as barreiras intoleráveis aos direitos das pessoas e dos povos, às migrações, a incompreensão do mundo do trabalho e dos trabalhadores.

Poder mobilizador, ao apelar à esperança e à luta pela paz contra a guerra, pelo diálogo contra o monólogo, pela globalização com alma contra a globalização dos interesses e dos poderosos, pela convergência entre religiões contra o choque entre culturas e civilizações. E, também, ao juntar S. Francisco de Assis a outras figuras, essas contemporâneas, como Gandhi, Luther King ou Desmond Tutu.

Coragem ilimitada, que arranca da Fé cristã, mas se abre a todas as militâncias conscientes dos riscos do tempo presente, no mundo como nas mais diversas nações que o compõem.

Coragem que implica que o testemunho dos crentes não seja matéria privada, mas de intervenção pública, que tenham o dever de intervir para provocar ou apoiar a mudança num sentido da solidariedade ou, como diz, da amizade social.

Esta Encíclica Fratelli Tutti, Todos Irmãos, traduz muito do que de mais prospetivo e inovador houve no Concílio Vaticano II [1962-65] e é um sinal de que a Igreja Católica não se acomoda, não transige com as modas de fechamento e de egocentrismo destes tempos, antes segue a linha da mensagem radical do Evangelho da opção preferencial pelos deserdados na economia, como na sociedade, como na política.

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República

Aniversário

05.10.20 | asal

Quem não conhece o aniversariante de hoje? E escolheu logo um dia feriado, dia da  proclamação da Pires Antunes0.jpgRepública, para fazer anos!... E já vai nos oitenta e...

Aqui está o Manuel Pires Antunes, nascido em Penha Garcia, a que ele se refere muitas vezes. Saíu do Seminário e fez vida profissional no Banco de Portugal. Vive  sua jubilação ali para os lados do Restelo e canta bem... É ele que nos nossos encontros se encarrega da liturgia. 

Contamos muito com ele, quer para convidar gente para os almoços de sexta na Parreirinha de Carnide (agora prejudicados pelas imposições da pandemia!), quer para outros encontros do nosso grupo.

Manuel, aqui te deixamos os nossos mais vivos PARABÉNS, com a alegria de te vermos feliz em família e com os muitos amigos que cultivas zelosamente. Que Deus te ajude e te dê muita saúde e muitos anos de vida ainda. Abraços!   

 Contacto: tel. 919 414 179

Para reflexão:
«Até as mais ligeiras mudanças de estado de espírito podem afetar o pensamento. Ao fazerem planos ou ao tomarem decisões, as pessoas que estão de bom humor têm uma capacidade percetual que as leva a ser mais expansivas e positivas nos seus pensamentos ... a memória influencia a maneira como avaliamos as provas numa direção positiva, tornando-nos mais propensos a fazer qualquer coisa ligeiramente aventurosa ou arriscada, por exemplo.
Do mesmo modo, estar de mau humor influencia a memória numa direção negativa, tornando-nos mais suscetíveis de nos retrairmos numa decisão tímida ou excessivamente cautelosa».
In Daniel Goleman - "Inteligência Emocional"

Aniversário

04.10.20 | asal

Pedro Nogueira1.jpg

Olhem para esta juventude!

 É o Pedro Nogueira, que nasceu em 1971 e hoje celebra o seu 49.º aniversário. Muita vida tem pela frente...

Vive em Alfragide, bem perto dos locais onde temos feito os nossos encontros. Profissionalmente está ligado ao sector bancário. Ah! Também é um sportinguista, o que lhe dá ainda mais valor, assim penso eu (tu, que me lês, podes pensar diferente!)...

Estamos a dar-lhe os PARABÉNS. E desejamos-lhe também muita saúde e felicidade pessoal.

Contacto: tel. 913 497 326

Para reflexão:

«Outra maneira eficaz de combater a depressão é ajudar os outros. Uma vez que a depressão se alimenta de ruminações e de preocupações muito nossas, ajudar os outros ajuda-nos a esquecer essas preocupações. Entregar-se a qualquer espécie de trabalho voluntário - no ensino, nos hospitais. etc. - surgiu como um dos mais poderosos modificadores do estado de espírito, no estudo de Tice. Mas também um dos mais raros».

In Daniel Goleman - "Inteligência Emocional"

Um mortífero cancro social

03.10.20 | asal
Meu incansável Amigo Henriques
Aí envio mais uma reflexão relativa a um tema que é tão falado como repugnante, pelas consequências sociais que arrasta consigo.
Nunca será demais mostrarmos a nossa repugnância por ele. Refiro-me sobretudo à grande corrupção que cava as distâncias entre muito pobres e opulentos ricos.
Que a Paz e a Saúde estejam contigo e com todos nós, nesta tempestade de irritante e temível pestilência.
Um forte abraço do sempre ao dispor

Florentino2.jpg

Florentino Beirão

 

O lodaçal da corrupção

 

O que temos lido e ouvido nos meios de comunicação social nos últimos tempos a respeito da gravidade da corrupção que grassa no nosso país é de nos deixar os cabelos em pé. Muitos até chegam a temer que todos os casos conhecidos não sejam ainda apenas uma ponta do iceberg. Implicados em denúncias de corrupção, têm sido algumas empresas, o mundo opaco e milionário do futebol, as autarquias, os banqueiros e alguns políticos. Todos têm fornecido aos tribunais tanto material que não tem havido mãos a medir, para examinar tantas resmas de papel. São os denominados megaprocessos, que levando muitos anos a organizar, muitos mais decorrer, até serem julgados. Alguns peritos desta matéria têm referido que estes monstros têm sido a maior causa do entupimento da nossa lenta Justiça. Daqui tem resultado que quando os envolvidos vão a julgamento, já passaram tantos anos, que poucos se recordam já dos indiciados. Os supostos corruptos, por vezes - até pode acontecer – não possam vir a comparecer no julgamento, por, entretanto, já terem falecido.

Por isso, a Justiça, por ser tão lenta, acaba por perder a sua eficácia. Garantir o contraditório sim, mas não num tão prolongado espaçado tempo, como poderá acontecer nos megaprocessos. Veja-se o caso do  ex–primeiro-ministro José Sócrates, o do banqueiro Ricardo Salgado e agora, certamente irá acontecer também com o ex-juiz Rui Rangel do Tribunal da Relação de Lisboa, um dos principais arguidos da Operação Lex. Um caso gritante de corrupção onde, supostamente, foram atacados os princípios gerais da independência e imparcialidade da Justiça, prejudicando a confiança dos cidadãos na mesma.   

O cidadão comum, perante tão medonha paisagem, certamente fica aterrorizado ao se aperceber do enorme atoleiro, em que o seu país se encontra mergulhado no campo da Justiça. Perante estas situações em que a Justiça é empurrada para as calendas, a pergunta que certamente ocorre a cada português poderá vir a ser: hoje, em quem é que podemos vir a acreditar?

Num recente inquérito internacional, a nível da UE, foi perguntado aos portugueses, segundo a sua perceção, qual seria o maior problema nacional que tem contribuído para o atraso económico do país. A resposta foi elucidativa, com 51% dos inquiridos a responderem que o principal responsável era a corrupção. Sendo assim, estamos a dar fortes argumentos aos que, a partir de alguns casos isolados, generalizam, para tentar minar o nosso regime democrático. Um alimento precioso para os populistas e demagogos da extrema–direita, a crescerem nas sondagens. Porém, a nível da corrupção, como noutros desatinos sociais, não devemos confundir a árvore com a floresta. De modo algum.

Sabendo nós que, infelizmente, a pequena e a grande corrupção alastra por toda a nossa sociedade e pela maior parte dos países do planeta, temos de assumir também que a cultura do nosso país, ao longo dos tempos, tem sido muito permeável a situações de pequena, média e grande corrupção.

Agora, que nos encontramos à espera de muitos milhões de euros, vindos do apoio da UE devido à pandemia, muitos, quase sempre os mesmos, já começaram a esfregar as mãos, à espera de que uma boa parte de tais verbas lhes venham a encher os bolsos, como tem acontecido em situações semelhantes, num passado recente.

Se tais ajudas vierem para todos os portugueses, a fim de lhes permitir vir a ter, após o seu longo confinamento, uma vida mais próspera e risonha, o que na realidade pode acontecer, é que poucos, escandalosamente por meios ilícitos, venham a acumular nas suas mãos grandes fortunas sem que ninguém os incomode. Face a esta perspetiva, o Presidente da República, Marcelo R. de Sousa, conhecedor do nosso histórico algo desastroso, já veio avisar os responsáveis que vão gerir estas volumosas verbas, que esta montanha de dinheiro deverá ser gasta criteriosamente e com sentido de justiça. Sem fugas. Só assim se poderá evitar que Portugal, apesar das verbas vindas da UE, continue a permanecer tristemente na cauda da Europa. Até já alguns antigos países de Leste o ultrapassaram.

Perante tudo isto, pergunta-se: como combater o lodaçal da corrupção do nosso país que tem comprometido não só o nosso desenvolvimento económico, como tem deixado para trás uma multidão de pobres e desempregados, sobretudo jovens? A Justiça célere e imparcial poderá vir a dar uma boa ajuda.

florentinobeirao@hotmail.com

Palavra do Sr. Bispo

02.10.20 | asal

E CHORAVA PORQUE O AMOR NÃO ERA AMADO!...

D. Antonino (2).jpg

Vamos ter uma nova Encíclica do Papa Francisco, agora dedicada à fraternidade universal e à amizade social. Tem, como nome, a expressão italiana “Fratelli tutti”, todos irmãos, em homenagem a São Francisco de Assis que sentiu a fraternidade como um dom a partilhar, uma missão a viver em comunhão com a irmã natureza e todas as criaturas. Assinada junto do túmulo de São Francisco, tem a data de 3 de outubro. Francisco de Assis é outro dos santos citados na Exortação Cristo Vive. Liturgicamente celebra-se a 4 de outubro.
Malandreco no iniciou da sua juventude, nutria grande paixão pelas aventuras e pelas modas do tempo. Dinheiro e amigos não lhe faltavam. As tainadas, as serenatas e outras estroinices do tempo animavam as borgas da malta nova, eram jovens. Os pais, negociantes de sucesso, faziam parte da burguesia de Assis e tinham nele uma grande esperança para a continuidade dos negócios. Francisco, com o sangue jovem a fervilhar, alimentou a ideia de vir a ser herói nas pelejas entre Assis e Perusa. Tendo-se alistado em busca dessa fama, foi bater com os costados na cadeia. Foi preso e preso ficou durante algum tempo. Mesmo aí, não deixava de animar a todos com a sua alegria e presença divertida. Libertado e doente por algum tempo, logo recuperou. Com o bichinho das armas dentro de si e incentivado por um estranho sonho, alistou-se no exército papal e pôs-se a caminho da guerra. No caminho, porém, é interpelado por uma visão misteriosa que o manda regressar à terra. Ele obedece, regressa mesmo. Interpelado e picado no seu brio interior pela Palavra e oração, vai deixando os seus hábitos sociais, mesmo sob a risota dos comparsas do folguedo. Com um ou outro amigo mais próximo, pois não são todos iguais, partilha as suas preocupações, o seu desejo de mudança, de se tornar religioso e pobre, de se identificar com os problemas da sua época, de se dedicar aos pobres dos mais pobres. Entretanto, vai a Roma e faz uma experiência de mendigo, pobre com os pobres. Regressa e continua no discernimento da sua vida e vocação. E eis que se dá um clique determinante. Num passeio pelos arredores, ouviu soar o toque que os leprosos, proscritos pela sociedade, eram obrigados a dar para prevenir quem se aproximava. Francisco logo esbarra com um deles a tiritar de frio, enrodilhado em trapos, farrapo humano. E ele, que sempre sentira repugnância dos leprosos, aproxima-se do homem, cobre-o com o seu manto, fixa os olhos nos olhos do leproso e comove-se com a gratidão estampada no olhar triste daquele pobre enjeitado, carente de atenção e afeto. Surpreendido consigo próprio e a lacrimejar, abraça e beija aquele rosto a desfazer-se, sujo e deformado pela doença. O desassossego interior de Francisco deveria ser de bradar aos céus!. Tendo entrado no silêncio da igreja de São Damião, em busca de paz e de alguma luz, ele terá escutado, com os ouvidos do coração, a voz de Cristo a falar-lhe de um crucifixo que lá estava. Cristo pedia-lhe que fosse reconstruir a sua Igreja em ruínas: “Vai, Francisco, e repara a minha Igreja, que está em ruínas”. Essa igreja em ruínas era o símbolo da situação da Igreja universal cuja fé deixara de formar e transformar a vida das pessoas, deixara eclipsar o zelo apostólico, as divisões multiplicavam-se, o amor desaparecera, as discussões inúteis a entretinham. Porque se tratava da Igreja e não de qualquer edifício, não tendo entendido tal simbolismo e o alcance do pedido do Senhor, Francisco apodera-se de ricos bens da loja do pai e vai vendê-los ao desbarato para restaurar o edifício em ruínas. O pai fica furioso com a mudança estrambólica do filho e com o prejuízo causado. Francisco esconde-se, reaparece, é tido por louco, o pai aprisiona-o num canto gradeado lá em casa, a mãe, passados uns dias, liberta-o, ele refugia-se junto do bispo, o pai persegue-o, acusa-o de dissipar a sua fortuna, reclama-lhe restituição. Francisco, porém, não se refugia em desculpas, despe as suas roupas de rico burguês, coloca-as aos pés do pai, renuncia à sua herança, e, doravante, considera Deus como seu único Pai, pede a bênção ao bispo e parte, nu, para dar início a uma vida de pobreza junto do povo. O bispo, que viu nele a mão de Deus, torna-se seu protetor. E Francisco lá vai, reconstruindo diversas igrejas nos arredores de Assis e fazendo-se missionário a renovar a Igreja na radicalidade evangélica e com o seu entusiasmo de discípulo de Cristo. Os primeiros discípulos logo surgem. Alguns, ricos e burgueses, tudo vendem para dar aos pobres e o seguir na radicalidade evangélica. No entanto, se a missão contava êxitos, também não faltavam as agruras, as contrariedades, os obstáculos. Dirigindo-se a Roma, queria que o Papa aprovasse a primeira Regra da sua Ordem. Lá chegaram sujos e vestidos pobremente, descalços e remendados. Ridicularizados pela corte do Papa, foi-lhes pedido que, maltrapilhos, evitassem aborrecê-lo com essa Regra, excessivamente rigorosa e impraticável. A Regra prescrevia a pobreza absoluta para os monges e para a Ordem, à imitação de Cristo e dos Apóstolos. Diz-se que o Papa também teria tido um sonho, onde via a Basílica de São João de Latrão, a igreja mãe de toda a cristandade, prestes a desabar, apenas sustentada por um pobre religioso que ele interpretou como sendo Francisco. Com a recomendação favorável de alguns conselheiros, o Papa acaba por receber aqueles pobres desajeitados e autoriza a Regra. Não por escrito, nem com o estatuto de Ordem Maior. Que continuassem no seu trabalho e que, se conseguissem frutos, voltassem para que a sua situação fosse reavaliada. Se o Papa, em nome da prudência, queria ver para crer, os Fradinhos não ficaram lá muito satisfeitos, houve crise no grupo. Alguns, desiludidos com o luxo que viram e com o que ouviram, queriam abandonar a pregação para viverem como eremitas. Francisco não cede, não desanima, tranquiliza os ânimos, combate a ansiedade, pede conselho para continuar a discernir e caminha em frente. Instalados no campo, em Assis, dedicam-se ao cuidado dos leprosos, ao trabalho manual e à pregação, vivendo de esmolas, com fome e rigorosa austeridade. Como afirma Agustina Bessa-Luís, o franciscanismo “apareceu como uma assistência social directa: instalou-se nos burgos, entrou no clima campesino e no lar operário; derramou-se pela fazenda burguesa, penetrou na praça comercial. Levou uma consciência nova dos problemas, até à reitoria, até à câmara, até ao paço. Até aí havia o teólogo e o exegeta. Debatiam-se os dogmas nos concílios, atalhava-se a heresia com complicadas teses. Cuidava-se do artigo de fé e do poder do clero. Francisco trouxe o pobre para a sociedade e recuperou Cristo no pobre. E fê-lo sem revolta, com uma sinceridade que subverte a revolta; que a torna menos soberana do que a realidade sofrida. Não disse: “Pobres, uni-vos.” Mas disse a todos: “Tornai-vos pobres”. Amai o dever de ser pobre, e não a confrontação e a luta”.
Um dia, Frei Leão encontrou-o a chorar, e perguntou: “Porque choras, Frei Francisco?”. Francisco repete, e repete, e volta a repetir: “o amor não é amado”, “o amor não é amado”...
A história franciscana continua a fazer-se, tem muito para ensinar a viver, tem muito para semear no campo da fraternidade humana. Era um apaixonado pela natureza, a sua relação com os animais tornou-se proverbial e são imensas e belas as histórias sobre essa dimensão franciscana. É o patrono da Ecologia Integral que a Igreja tanto defende e anuncia! Foi o primeiro santo estigmatizado, sangrava com frequência, as suas deslocações eram dolorosas, muitas vezes era carregado por não poder andar, outras vezes usava uma mula, o que era um luxo proibido aos Irmãos da Ordem, ficou quase cego, as dores de cabeça eram terríveis.
Sentindo a morte próxima, foi despedir-se de Clara e das irmãs em São Damião, voltou à Porciúncula, deu instruções para ser sepultado nu. Ao pôr do sol de 3 de outubro de 1226, com 44 anos, faleceu, faz 794 anos. Cerca de dois anos depois, em 6 de julho de 1228, foi canonizado.

Oração de São Francisco

“Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde há ódio, que eu leve o Amor;
Onde há ofensa, que eu leve o Perdão;
Onde há discórdia, que eu leve a União;
Onde há dúvida, que eu leve a Fé.
Onde há erro, que eu leve a Verdade;
Onde há desespero, que eu leve a Esperança;
Onde há tristeza, que eu leve a Alegria;
Onde há trevas, que eu leve a Luz.
Oh Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido;
amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe;
É perdoando que se é perdoado;
É morrendo que se ressuscita para a Vida Eterna”

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 02-10-2020.

Mais uma conquista do Papa

02.10.20 | asal

“A economia da Santa Sé deve ser uma casa de vidro”, diz responsável do Vaticano ao revelar as contas da Cúria

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De "7Margens" - Clara Raimundo | 2 Out 20

 

O Vaticano divulgou nesta quinta-feira, 1 de outubro, as contas da Cúria relativas a 2019, num relatório inédito que resume, ao longo de 12 páginas, quais as principais receitas e despesas que os organismos centrais da Santa Sé tiveram no ano passado, comparando-as com dados de 2018.

“A economia da Santa Sé deve ser uma casa de vidro, os fiéis têm o direito de saber como usamos os recursos”, explicou, no mesmo dia, o prefeito da Secretaria para a Economia, o padre Juan Antonio Guerrero Alves, em entrevista ao Vatican News, revelando a preocupação da Igreja com uma maior transparência e assumindo que esta está “a aprender com os erros”, numa altura em que se multiplicam as notícias sobre os escândalos financeiros que levaram, por exemplo, ao afastamento do cardeal Angelo Becciu do cargo de prefeito da Congregação da Causa dos Santos.

“Não somos proprietários, somos custódios de bens que recebemos. Por isso, ao apresentar o balanço para 2019, gostaríamos de explicar aos fiéis, da maneira mais compreensível possível, quais são os recursos da Cúria Romana, de onde eles vêm e como são utilizados”, afirmou o responsável pela economia da Santa Sé.

De acordo com o balanço consolidado apresentado, a Cúria Romana teve em 2019 um défice de 11 milhões de euros, apresentando uma melhoria considerável em relação a 2018, ano em que o saldo negativo tinha chegado aos 75 milhões. O padre Juan Antonio Guerrero Alves salvaguarda que “a Santa Sé não funciona como uma empresa ou Estado, não busca lucros ou excedentes. É normal, portanto, que esteja em défice”.

Até porque, explica o jesuíta espanhol, “quase todos os dicastérios são na verdade ‘centros de custo’: eles realizam um serviço que não é vendido nem patrocinado”. Assim, “evitar o défice não é o objetivo da Santa Sé”, mas antes “que os custos correspondam a ter tudo o necessário para o serviço da missão que nos foi confiada”, sublinha o prefeito da Secretaria para a Economia.

A maior parte das receitas (54%, que correspondem a 164 milhões de euros) teve origem no património. A atividade comercial e serviços geraram 14% das entradas, as entidades vaticanas que não estão consolidadas no balanço (Instituto para as Obras de Religião, Governatorato, Basílica de São Pedro) contribuíram com outros 14%, e os donativos das dioceses e dos fiéis corresponderam a 18% do total das receitas.

Quanto às despesas, o padre Juan Antonio Guerrero Alves divide-as em três blocos: 21%, ou 67 milhões, foram para a gestão dos ativos (18 milhões de euros de impostos e 25 milhões na manutenção do património). “Poderíamos dizer que estes 67 milhões de euros são o que nos custa gerar os 164 milhões de euros de receitas que derivam do património”, explicou o responsável pela Economia da Santa Sé ao diretor-geral dos meios de comunicação do Vaticano, Andrea Tornielli. Os serviços e a administração absorveram 14% das despesas, e os restantes 65% foram custos com a missão.

“Em geral, o que mais me impressionou ao conhecer melhor a Cúria é que muito se faz com pouco, (…) graças a muitas pessoas que trabalham com enorme generosidade”, sublinhou o padre Juan Antonio Guerrero Alves. E exemplificou com o caso dos meios de comunicação do Vaticano: “Publicar um jornal bem conhecido, como o L’Osservatore Romano, transmitir mais de 24 horas por dia em 40 línguas, como fazem a Rádio Vaticano e os media vaticanos, gerar notícias e explicá-las como faz o Vatican News, gastando 45 milhões de euros: não encontrei comparações no mundo da comunicação”, disse, acrescentando que “é interessante ver como a comunicação da Santa Sé se modernizou nos últimos anos, inclusive reduzindo custos.”

O objetivo principal é economizar onde seja possível e continuar a “promover a transparência”. “Os fiéis querem contribuir para a missão da Igreja, mas é imprescindível uma política de transparência externa e de comunicação capaz de transmitir com precisão como usamos o dinheiro que recebemos e administramos. Este é o objetivo que queremos atingir, este é o caminho no qual o Santo Padre nos indicou. Esta é a linha”, garantiu.

Em relação aos escândalos financeiros que foram notícia nas últimas semanas, Guerrero Alves reconheceu que “é possível que, em alguns casos, a Santa Sé não só tenha sido mal aconselhada como também enganada. Penso que estamos a aprender com os erros ou imprudências do passado. Trata-se agora de acelerar, com o impulso decisivo e insistente do Papa, o processo de conhecimento, transparência interna e externa, controle e colaboração entre os diversos dicastérios”, concluiu.

Aniversário

02.10.20 | asal

Hoje, 2/10, é o aniversário do José Bernardino Dias, de Proença-a-Nova, onde nasceu em 1955 e onde vive. José Bernardino.jpgA sua página do Facebook está recheada de informações sobre floresta e agricultura, que explana com sabedoria e habilidade.

O José Bernardino foi um dos 125 que se abraçaram no Encontro da Sertã, como esta foto documenta.

Hoje aqui estamos para dar PARABÉNS a este amigo e desejar-lhe muita saúde e que seja feliz por muitos anos. 

Contacto: tel. 925 885 776

Para reflexão:

"Uma maneira muito construtiva de «levantar o moral» é engendrar um pequeno triunfo ou um sucesso fácil: fazer finalmente aquele arranjo lá em casa, ou atacar qualquer outra tarefa que se ia deixando ficar para trás. Na mesma linha, tudo o que melhore a autoimagem é animador, mesmo que se trate apenas de vestir uma roupa mais elegante ou pôr maquilhagem."

Daniel Goleman, "Inteligência Emocional"

Aniversário

01.10.20 | asal

PARABÉNS, FERNANDO MANSO!Fernando Manso.png

Nasceu em 1954, andou no seminário e participou com alegria no Encontro da Sertã. E de lá é esta foto que o apresenta.

Com alegria registo os PARABÉNS do grupo e faço votos de vida longa, cheia de saúde e felicidade.

Contacto: tel. 932 599 458

Para reflexão:

«Pensar naquilo que nos deprime torna, ao que parece, a depressão mais intensa e prolongada ... Tais pessoas tentam justificar este tipo de ruminação dizendo que estão a tentar "compreender-se melhor a si mesmas"; na realidade, estão a reforçar os sentimentos de tristeza sem tomarem quaisquer medidas que possam efectivamente melhorar-lhes a disposição.»

Daniel Goleman, in "Inteligência Emocional"

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