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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

De Penha Garcia

17.10.20 | asal

ÁRVORES MORIBUNDAS EM TERRAS QUIETAS

A angústia de olhar estas terras está bem expressa na boca dos seus proprietários e também de herdeiros que nãoárvore seca.jpg encontram saídas para estes campos áridos.
É um facto e Penha Garcia não foge à regra, ver estes terrenos de outrora que fervilhavam de vida, hoje desertos, com arraiais abandonados, entregues às intempéries do tempo e transformados em amontoados de pedras, tomados pelos silvados e mato, são a imagem da desolação.
Esta visão toca-nos, mas não se descortinam soluções para esta realidade. Fixar gente nesta região é uma utopia, os que lá nasceram e viveram fugiram para não passarem privações e fome.
A paisagem, que em tempos era uma policromia de cores em cada estação, transformou-se num verde pardacento e triste de mato e eucaliptais que cobrem o horizonte. Estes “jardins” de eucaliptos, que ocuparam terras de searas, sugam agora até ao “tutano” as entranhas do solo que ficará estéril por muitas décadas.
Estes terrenos, quietos há muitos anos, já não alimentam árvores que se retorcem para sobreviver e aguardam da mãe natureza a humidade que não chega na hora certa.
Já lá vão as frescas pastagens encharcadas de orvalho de outras épocas ou fustigadas por aguaceiros tocados a vento, permanecendo agora sob o calor de um clima agreste e implacável da região.
Muita memória e pouca gente é uma realidade dura e presente nos dias de hoje. Será talvez uma factura do trabalho de vidas inteiras, que os nossos antepassados, já cansados de tanta labuta, foram abandonando sem glória!
As terras de cultivo, quem as tem, deixa-as ao abandono, não há motivação para qualquer investimento ou manutenção e o mato cresce, cresce e segue o seu percurso natural.
Interrogamo-nos e deixamos no ar o desejo de soluções!
São realidades difíceis de resolver e em cada ano que passa o deserto progride, ninguém se fixará por aqui, sem apoios logísticos, melhores vias de acesso, energia eléctrica, maquinaria e água fundamental para tudo.

João Antunes.jpg

Julgo que no futuro as explorações agrícolas terão de ser colectivas, formadas com meios humanos e materiais e tudo o que é necessário, à semelhança dos Kibutzim Israelitas, que desenvolveram actividades comunitárias com base nas propriedades agrícolas. Entre nós, levaria muito tempo a implantar uma unidade desta natureza, dado que as populações teriam dificuldades em se associar para este fim.

Assim, vamos assistindo às alterações climáticas que se vão manifestando em cada ano que passa e aguardamos serenamente por mentes iluminadas que encontrem soluções que minimizem este drama.
Porque a desertificação avança.

João Antunes
2020.10.17

Seminário no Gavião

17.10.20 | asal

Passei pelo seminário do Gavião nos anos de 1961/2 e 62/63. Semin.Gavião.jpgNo verão anterior, tinha lá ido fazer o exame de admissão.

Tenho muitas memórias episódicas dessa passagem, mas essas interessam sobretudo às pessoas com as quais as vivi.

Os seminaristas não tinham qualquer relação com a vila e as suas pessoas. Certamente haveria algumas pessoas que prestavam serviço ao seminário. As lavadeiras, por exemplo, mas eu nunca as vi. Ilustro o que digo com a constatação que durante estes dois anos só entrei na igreja matriz do Gavião duas vezes: para me crismar e fazer a promessa de escuteiro. Mais que o Gavião, fiquei a conhecer os seus arredores.

Às quartas-feiras e aos domingos, íamos passear depois de almoço. Saíamos pelo portão lateral do seminário e seguíamos por duas ruas. Uma quando íamos para o campo de futebol jogar, a outra quando íamos para as quintas cujas famílias autorizavam que os seminaristas visitassem. Ia sempre um padre connosco. Em dias festivos, íamos para o Alamal ou para a Margalha passar o dia. Ia uma carroça levar o almoço.

O nosso contacto com as pessoas era o que ocorria nesses passeios e com quem nos cruzávamos. Creio que os padres do seminário teriam algum relacionamento pastoral com a paróquia e alguns tinham uma espécie de centro de explicações de ensino doméstico.

Ficou gravado na minha memória um episódio que se mantém bem vivo até hoje. Ainda sou capaz de ir lá e dizer qual era a porta. Vi um burro a entrar numa casa no centro do Gavião. O espanto foi ver o burro a entrar pela mesma porta que as pessoas. Nunca acontecia na minha terra. A porta das pessoas e a do burro eram diferentes.

Noutra ocasião, à entrada do Gavião vindo do campo de futebol, ouvi e corri atrás de um miúdo que gritava: «vão ali os corvos! Vão ali os corvos!» Vim depois a saber que isso derivava de em anos anteriores os seminaristas saírem vestidos de preto. No enxoval que me mandaram levar tinham riscado o fato preto.

A minha viagem para o Gavião foi uma aventura, pois eu nunca tinha visto um comboio nem vindo a Castelo Branco. O espanto começou quando o comboio começou a parar em estações que não constavam na lista que havia aprendido na primária. Já era suficiente a preocupação de vir para uma estação (Belver-Gavião) que também não constava na lista. Creio que nunca me sentei e ficou gravado o pregão de «água e bilha!» desde Vila Velha de Ródão e a observação de formas de amanhar as hortas que desconhecia.

Num regresso de férias, na estrada da estação de Belver até ao Gavião havia muito peixe do rio. A pescaria foi grande e os peixes foram caindo da carroça. A pesca no Tejo e a venda de peixe do rio era uma atividade de grande visibilidade.

Também me lembro de, numa partida para férias, fazer o assalto ao castelo de Belver a corta mato a partir da linha férrea e de, numa visita ao castelo, o castelão me ter feito rir. Olhou para um dos meus colegas e diz: «tu deves ser mesmo muito esperto, tens olhos de perdiz!». Era repetente e dos piores alunos da minha turma.

A vida no seminário decorria dentro dos muros. Assentava em três grandes pilares:

- Orações e actos litúrgicos (oração da manhã e da noite, meditação, missa, terço, leitura espiritual, antes e depois das aulas e das refeições;

- Estudo (havia um estudo de meia hora antes de cada aula e à noite um estudo grande de uma hora e meia).

- Jogar – no recreio, no campo de jogos e jogos de mesa.

Mário Pissarra.jpeg

A vida decorria entre as seis e meia - sete aos domingos – (levantar) e as nove e meia (deitar).

O curso era o curso liceal (as disciplinas do Liceu) e além disso música, latim, canto e civilidade).

Adaptei-me facilmente e gostei da vida no seminário do Gavião.

                                                                                                                                                     Mário Pissarra

Aniversário

17.10.20 | asal

Parabéns, Jaime Nunes D. Gaspar Júnior!

Jaime Gaspar jr.jpg

Nasceu em Angola em 1950, estando os seus pais ligados à Fundada (perto da Sertã). Também viveu em Alhandra.... Depois do Seminário, cursou Direito, foi Procurador da República em Évora e Lisboa e mais não sabemos. Esperamos vê-lo um dia...

Aqui lhe deixamos os PARABÉNS deste grupo de antigos colegas, desejando ao Jaime as maiores felicidades e que a vida lhe continue a sorrir por muitos anos.

Contacto: tel. 962 906 508

Para reflexão

“Não há alienação pior do que experimentar que não se tem raízes”.

Papa Francisco - Fratelli tutti

Palavra do Sr. Bispo

16.10.20 | asal

DO “EU” MEDROSO AO “EU” RENOVADO

D. Antonino (2).jpg

Mais um Dia Mundial que nos interpela e desafia! O Papa Francisco exorta-nos a passar do “eu” medroso e fechado ao “eu” resoluto e renovado. Na sua Mensagem para este Dia Mundial das Missões, da qual faço eco, o Papa refere que fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas, ao mesmo tempo, importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, na tempestade do mar da Galileia, falando a uma só voz, dizem angustiados “vamos perecer”, assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar a estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos. E se o sofrimento e a morte nos fazem experimentar a nossa fragilidade humana, todos temos um forte desejo de vida e de libertação do mal.
Sabemos que os governantes se atarefam em dar as respostas possíveis às preocupações e dores dos povos, que são muitas e de variada complexidade. Por sua vez, Francisco refere que a compreensão daquilo que Deus nos está a dizer nestes tempos de pandemia torna-se um desafio também para a missão da Igreja. Desafia-nos a doença, a tribulação, o medo, o isolamento. Interpela-nos a pobreza de quem morre sozinho, de quem está abandonado a si mesmo, de quem perde o emprego e o salário, de quem não tem abrigo e comida. Obrigados à distância física e a permanecer em casa, somos convidados a redescobrir que precisamos das relações sociais e também da relação comunitária com Deus. Longe de aumentar a desconfiança e a indiferença, esta condição deveria tornar-nos mais atentos à nossa maneira de nos relacionarmos com os outros. E a oração, na qual Deus toca e move o nosso coração, abre-nos às carências de amor, dignidade e liberdade dos nossos irmãos, bem como ao cuidado por toda a criação. A impossibilidade de nos reunirmos como Igreja para celebrar a Eucaristia fez-nos partilhar a condição de muitas comunidades cristãs que não podem celebrar a Missa todos os domingos.
Atormentados com a pandemia do covid-19, o Papa diz-nos que o caminho missionário de toda a Igreja, de cada um de nós, podê-lo-emos encontrar na narração da vocação de Isaías: «Eis-me aqui, envia-me». É a resposta, sempre nova, à pergunta do Senhor: «Quem enviarei?» (Is 6, 8). Esta interpelação brota do coração de Deus, da sua misericórdia, interpela quer a Igreja quer a humanidade. É um chamamento à missão, um convite a sairmos de nós mesmos por amor a Deus e ao próximo, é uma oportunidade de partilha, de serviço, de intercessão, passando do “eu” medroso e fechado ao “eu” resoluto e renovado pelo dom de si.
Deus que nos criou, amou-nos primeiro e veio ao nosso encontro. Jesus, em obediência à vontade do Pai, manifestou a sua disponibilidade diante do Pai: “Eis-Me aqui, envia-Me”. É o Missionário do Pai, foi enviado por Ele por amor aos homens, a quem criou, amou e se fez próximo. A pessoa e a missão de Jesus, desde a Encarnação e vida empenhada até à sua Morte e Ressurreição, manifestam esse amor e misericórdia de Deus por todos e cada um de nós, um amor sempre em saída de Si próprio para nos dar a vida. Nesse movimento de amor, Jesus atrai-nos com o seu próprio Espírito que nos torna seus discípulos, anima toda a Igreja e pede a nossa disponibilidade pessoal para, saindo também de nós mesmos, nos enviar em missão por toda a parte. É assim que a Igreja se torna Igreja em saída, prolongando na história a missão de Jesus qual missionário do amor do Pai a transformar os corações e as mentes, as sociedades e as culturas, em todo o tempo e lugar.
Por isso, a disponibilidade de cada um, o «Eis-me aqui, envia-me», é a resposta, sempre nova, à pergunta do Senhor: «Quem enviarei?». Esta resposta livre e consciente ao chamamento de Deus, porém, só a podemos sentir e dar, sem fugas ou desculpas, se vivermos numa relação pessoal de amor com Jesus vivo na sua Igreja. Só assim se conseguirá responder a Deus no hoje da Igreja e da história. Por isso, Francisco pede que nos perguntemos se estamos prontos a acolher a presença do Espírito Santo na nossa vida, a ouvir o chamamento à missão, quer no caminho do matrimónio, quer no da virgindade consagrada ou do sacerdócio ordenado, quer na vida comum de todos os dias. Se estamos dispostos a ser enviados para qualquer lugar a fim de testemunhar a nossa fé em Deus Pai misericordioso, a proclamar o Evangelho da salvação de Jesus Cristo, a partilhar a vida divina do Espírito Santo, edificando a Igreja. Se, como Maria, a Mãe de Jesus, estamos prontos a permanecer sem reservas ao serviço da vontade de Deus, umas vezes junto daquele que está próximo, seja familiar, vizinho, ou o bem comum, outras vezes a partir por esse mundo adentro ao encontro de quem precisa. A resposta não se pode dissociar da oração, da reflexão e da partilha, ajudando o trabalho missionário de quem acode às necessidades espirituais e materiais dos povos e das Igrejas de todo o mundo (cf. Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2020, que decorre em 10 de outubro e se intitula “Eis-me aqui, envia-me”, Is 6,8).

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco

P. S:
Na nossa Diocese, faremos uma vigília de oração a partir das paróquias do Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes, às 21,30 horas de sábado, dia 17, véspera do Dia Mundial das Missões, associando-nos a uma iniciativa do Movimento dos Cursilhos de Cristandade. Será transmitida pelo Facebook da Diocese. Que todos os Secretariados Diocesanos, os Movimentos e Serviços da Pastoral procurem divulgar e participar.

Aniversários

15.10.20 | asal

Dois colegas a fazer anos! Parabéns a dobrar! 

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- Um é o Rogério Roque de Almeida, um albicastrense originário de S. André das Tojeiras. Cursou Engenharia e agora está reformado. Mas ainda serve os outros como professor na Usalbi.

Aqui estamos nós a dar-te os sinceros PARABÉNS DO GRUPO...

Meu caro, saudamos-te vivamente e desejamos que os teus aniversários se repitam por muitos anos com saúde e felicidade. Um abraço de nós todos. 

Contacto do Rogério: tel. 914 766 053

 

Daniel Catarino.png

- O segundo, o Daniel Catarino B. Fernandes é mais um proencense ao serviço da Igreja. Como Diácono Permanente, está ao serviço das paróquias de Proença-a-Nova, Peral e S. Pedro do Esteval. Nascido em 15 de Outubro de 1952, ainda está com muita energia para apoiar os seus fregueses (!).

Ao Daniel, damos os PARABÉNS este grupo e desejamos-lhe saúde, energia e muita ilusão para testemunhar a sua fé junto dos irmãos.

Contacto: tel. 936 493 877

Aniversário

14.10.20 | asal

J. Abreu.jpgJOÃO ABREU, É O TEU DIA!

Neste 14-10, faz  67 anos o  João José Carrajola Abreu, portalegrense de gema e almadense de profissão depois de trilhar o caminho da advocacia.

Este grupo de amigos aqui está a dar-te os PARABÉNS e a desejar-te o melhor em saúde, alegria e longevidade. 

Contacto: tel. 934 554 000

O asno de Buridan

13.10.20 | asal

Burro.jpg

Em lógica chamam-lhe um paradoxo.

Em psicologia, consideram-no um conflito de atracção – atracção.

A situação é simples.

Um burro é colocado à mesma distância de dois montes de palha (feno, noutras versões). O burro está com fome. Fica indeciso para que monte se deve dirigir e comer. Ilustra a situação de desejar ir aos dois em simultâneo. Não consegue decidir em qual dos montes irá matar a sua fome. Como a distância para cada um dos locais da comida é a mesma, ele fica indeciso. Parece-lhe mesmo impossível decidir (racionalmente). O tempo passa e ele continua indeciso, continua a ponderar qual o lado que deve escolher, sem fazer nenhuma opção. Esta indecisão revelar-se-á fatal. Morre entre os dois montes de palha/feno à sua disposição.

O burro que morreu a pensar foi outro.
Tropecei pela primeira vez no burro de Buridan em psicologia, como exemplo de um conflito. Só mais tarde encontrei referências em filosofia. Buridan é um filósofo medieval (1300 – 1358) que se pergunta: «poderá um cão diante de duas refeições igualmente tentadoras racionalmente escolher entre elas?» Estas questões discutiam-se em torno do tema do livre arbítrio e do determinismo moral. A sua posição filosófica é que o ser humano, salvo por impedimento ou ignorância, deve escolher sempre, entre as alternativas, o maior bem. Em caso de não haver razões para considerar uma alternativa melhor que a outra, a escolha devia ser adiada até que se tivesse mais informação sobre o resultado de cada acção possível.

Buridan nunca falou em burro. Foram os seus opositores que, posteriormente, inventaram a história do asno de Buridan. Trata-se pois, de uma sátira à sua teoria. Em situação parecida caiu S. Kierkegaard que morria de amores por Regina Olson e era correspondido. Mas, como nada lhe garantia que no futuro viesse a encontrar uma companheira melhor, a sua indecisão levou a adiar o casamente e ficar solteiro. Para agravar a situação, teve ainda de viver o tormento de assistir à felicidade de outro com a sua amada. De facto, a indecisão pode ser fatal.

Qualquer aldeão rir-se-á destes exemplos da filosofia e da psicologia. Ele bem sabe que nenhum burro ou cão morreria com fome com comer à sua disposição. Já no homem, a questão é um pouco diversa. Há quem morra ao fazer greve da fome…

Todavia, quando encontrei na psicologia e na filosofia esta história do burro de Buridan, pensei cá com os meus botões: «vê-se mesmo que não são da Idanha!». Qualquer criança aprendia a enganar um burro. Colocava-lhe uns óculos em que uma das lentes fosse verde. Acabava-se a indecisão. Escolhia o monte de erva e desinteressava-se da palha.

O ditado popular «todo o burro come palha desde que lha saibam dar» está incompleto. Só come a palha bem deitada se não houver erva.
Mário Pissarra

O Mário Pissarra é genial! Mas aí vão outros comentários, pois a ruralidade está na moda.AH 

António Domingos E Sousa 

O meu pai durante longos anos tinha um "macho" que puxava a carroça, tirava água à nora, lavrava.Por vezes mandava-me colocar a palha e a ração na manjedoura, recomendando que colocasse a palha por cima na expectativa de que a comesse primeiro e só depois a mistura das favas, do milho, da aveia e da alfarroba.Da primeira vez achei astuta a recomendação do meu pai e fiquei na expectativa de ver o engano do muar ...

Ops! Assim que colocou o focinho na manjedoura deu uma enorme "assopradela" com as narinas e ficou com a ração à disposição.Chamem-lhes burros !Que se designem de burros, é uma designação como outra qualquer, mas é grave ofensa para eles chamarem-se de "burros" aos humanos, pelos motivos por que o fazemos.

A minha relação com estes animais é um pouco perturbadora. Como o António Domingos e Sousa, o meu pai também me mandou cortar o ferrejo para o animal e misturá-lo com a palha, para esta se comer melhor. No meio da operação, a foice foi-me ao dedo e cortei-o em profundidade. Vá lá, safei-me e continuo com os cinco dedos. Doutra vez, com uma vergasta ia apressando o burro à volta da nora. Pois é, apanhei um coice no queixo que me deixou a ver estrelas... E quem é parvo?
 
Li, apreciei, e depois pensei:
Aplicando esta lógica bipolar e dicotómica, o que os homens inteligentes ( mas não sábios ) inventam - o burro nem sequer existiu!!! - para tentarem compreender-se e compreender o seu semelhante!
Kierkegaard, porque não era burro, não casou, mas decidiu. Ficou solteiro, sofreu o sentimento do ciúme, viveu angustiado; mas não morreu no momento crucial da decisão ...
As crianças da Idanha, ou de outro sítio qualquer, mediante a intuição e a espontaneidade, "resolvem" mais depressa os paradoxos (enigmas?) da VIDA, do que os adultos inteligentes.
Julgo que vem a propósito o que li e reflecti esta manhã; por isso vou aqui transcrever:
" Para mim mesmo, eu não sou simplesmente uma coisa evidente. Sou também um estranho, sou enigmático, poderei mesmo dizer, sou um desconhecido."
Tenham todos, um excelente dia!

Perto de Óbidos

12.10.20 | asal

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Alguns amigos já sabem que viemos passar uns dias no Oeste, mais propriamente no Cadaval, terra de agricultura verdejante e dinâmica, onde a fruticultura prepondera. A pera rocha e a maçã enchem os campos, todos bem tratados, com as culturas bem alinhadas e sujeitas a rega por gotejamento, que implica muito trabalho de início mas é eficaz e reduz o consumo de água. 

Temos andado por aqui a olhar para todos os verdes, alguns já a desmaiar nos locais onde dominam as vinhas. E até já experimentámos ir ao rabusco, colhendo saborosas maçãs vermelhas que ficaram na árvore por não terem o calibre desejado.

O Covid por aqui ainda não atingiu números alarmantes, o que muito nos agrada. Mas notamos que as pessoas estão a respeitar as regras profiláticas, o que mais nos deixa descansados.

Nós também fugimos de todos os ajuntamentos e temos escolhido ocupar as horas deambulando por lugares mais isolados. Ontem subimos ao alto da serra de Montejunto e na sexta-feira visitámos Óbidos.

Nesta "vila das rainhas", estivemos uma hora com poucos visitantes, em que pudemos beber a ginjinha em copo de chocolate e gastar mais algum dinheiro para ajudar o comércio, que continua a definhar. Simpatia não falta, como também se notam as muitas vendedeiras em conversa umas com as outras à porta, por falta de trabalho. As lojas, por dentro e por fora, estão muito bem decoradas e bem organizadas, talvez resultado do tempo que a pandemia lhes deu.

De Óbidos não digo mais, para além das fotos que aqui deixo. Todo o mundo conhece.

Mas fomos ainda, ali ao lado, visitar o Santuário do Senhor da Pedra, que apreciámos deveras. Aquele barroco rural impressiona ali no meio do campo. Uma igreja monumental, em hexágono por dentro e circular por fora, espaçosa, apresenta um púlpito que se alonga para o meio da assembleia longe das colunas. A foto explica.  

A história desta santuário reporta-se ao achado de uma pedra em forma de cruz com pequenos braços que tem ao meio a imagem de um menino gravada na pedra. A lenda ligou logo esta cruz à proteção divina, e os crentes recorriam ao Senhor da Pedra pedindo ajuda para as colheitas, as doenças e até aos resgates em alto mar (!!!).

A construção data de meados do séc. XVIII (1747) e teve como grandes mecenas o 1.º Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José de Almeida, e o rei D. João V, ele próprio "mui devoto do Senhor da Pedra". Saliente-se ainda a riqueza da talha dourada e policromada, as imagens em madeira e as muitas telas no interior da igreja. E, ali ao lado, podemos ainda admirar um chafariz "rocaille" da mesma época.

Vale a pena uma visita. E deixem um donativo para a manutenção do templo...

António Henriques

Aniversário

12.10.20 | asal

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Hoje, 12/10, damos os PARABÉNS ao JOSÉ PEREIRA BAIRRADA!

É um amigo dedicado às causas sociais, trabalhando como Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova, uma instituição com 600 irmãos. 

Aqui lhe deixamos os nossos PARABÉNS e um abraço de amigos no seu aniversário, desejando-lhe muita saúde e ainda muitos anos de vida para continuar a servir a comunidade.

Contacto: tel. 963 660 824

Para reflexão:

Nem tudo o que você fizer bem será elogiado. Haverá momentos em que tentará com muito esforço demonstrar um bom coração e ninguém vai reparar nisso. Ainda assim, não pense que não vale a pena desenvolver boas qualidades. Você sempre estará em paz e de consciência tranquila se souber que deu seu melhor.
Faça tudo o que puder por quem precisa, vença os obstáculos e tente se superar a cada dia. Esse é o caminho certo para a realização e para se sentir verdadeiramente em paz.

Da Internet - anónimo

Aniversários

11.10.20 | asal

HOJE TEMOS DOIS ANIVERSARIANTES!

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- O João Chambel Isidro, nascido em 11-10-56, com o telefone n.º 939 426 186, que todos conhecemos dos nossos encontros, entre outras razões por nos aromatizar o dia com os seus chás gostosos. Na Sertã, foi tirada esta foto.

É na Atalaia do Gavião que tem a sua instalação de ervas aromáticas e onde produz os "Aromas de Guidintesta", cada vez mais sofisticados. 

 Aqui lhe damos os nossos PARABÉNS por mais uma primavera, fazendo votos de longa vida em saúde e muita felicidade. 

Sidónio e.jpeg

 

- Também faz anos neste dia 11/10 o Sidónio Arnaut Pessoa, de quem não temos mais dados, nem uma simples foto. Ou melhor, em Animus60 surge esta que identifica o Sidónio de pé, como o primeiro da esquerda para a direita.

O seu telefone tem o n.º 917 531 990. 

PARABÉNS... Que vivas bem e em felicidade

 

Para reflexão:

“Não deixes que te roubem a esperança e a alegria, que te narcotizem para te usar como escravo dos seus interesses. Ousa ser mais, porque o teu ser é mais importante do que qualquer outra coisa; não precisas de ter nem de parecer. Podes chegar a ser aquilo que Deus, teu Criador, sabe que tu és, se reconheceres o muito a que estás chamado. Invoca o Espírito Santo e caminha, confiante, para a grande meta: a santidade. Assim, não serás uma fotocópia; serás plenamente tu mesmo.”

Papa Francisco, in Exortação Apostólica Christus vivit, inspirado pelo testemunho de Carlos Acutis, agora beatificado

Poema? Descrição?

10.10.20 | asal

Mário Pissarra.jpegBelas surpresas

O Pires Antunes fez-me chegar este desabafo de alma a reclamar a beleza da vida de criança noutros tempos, em que nada mais tínhamos que a rua e os campos... E éramos felizes! AH

- Autor - Mário Pissarra       

- Publicação no jornal regional "O Raiano".

Poema crianças.JPG

Aniversário

10.10.20 | asal

Tó Manel.jpg

Dez de Outubro, dia de aniversário do António Manuel Martins Silva, nascido em 1954, reformado do ensino oficial, mas sempre dedicado ao trabalho. A viver nos Vales de Cardigos, continua a ser um ilustre professor, investigador, fotógrafo, animador da cultura local, dinamizador das gentes da região e responsável por duas ou três universidades seniores (Proença, Mação e Vila de Rei). Ainda há poucos dias ele falava do seu último projeto e das suas deambulações pelo Pinhal Interior Sul, no desenvolvimento do projecto MRIR – MEMÓRIAS ESCOLARES RESGATADAS ( http://memorias.resgatadas.ie.ulisboa.pt/ e https://www.facebook.com/projecto.investiga.mrir/ ), em busca do passado escolar daquela zona.

 PARABÉNS, amigo! Que a vida continue a sorrir-te com felicidade, energia, saúde e disponibilidade para os outros. Este grupo gosta muito de ti. E contamos contigo...

Contacto: tel. 966 556 730

Para reflexão:

“Como seria bom se, ao aumento das inovações científicas e tecnológicas, correspondesse também uma equidade e uma inclusão social cada vez maior! Como seria bom se, enquanto descobrimos novos planetas longínquos, também descobríssemos as necessidades do irmão e da irmã que orbitam ao nosso redor!”. (n. 31)

Papa Francisco, Enc. "Todos Irmãos"

Palavra do Sr. Bispo

09.10.20 | asal

UM CAMINHITO COM ASCENSOR PARA O ALTO

D. Antonino (2).jpg

Teresa de Lisieux nasceu a 2 de janeiro de 1873 em Alençom, França. Era filha de Luís Martin e de Zélia Guérin, canonizados pelo Papa Francisco em 18 de outubro de 2015, em pleno Sínodo dos Bispos sobre a Família, no Dia Mundial das Missões. Foi a primeira vez que, na história da Igreja, se canonizou marido e esposa na mesma celebração. Tive o privilégio de lá estar e participar. Teresinha, sempre franzina de saúde, estudou no colégio da Abadia das monjas beneditinas. Aos 14 anos, queria entrar na ordem das carmelitas descalças. As normas da Igreja, porém, não lho permitiam. Numa viagem a Roma, ousou pedir ao Papa que a dispensasse desse impedimento. Assim, em abril de 1888, entrou para o Carmelo com o nome de Teresa do Menino Jesus. Fez a profissão religiosa em setembro de 1890, festa da Natividade de Nossa Senhora, tomando o nome de Teresa do Menino Jesus e da Santa Face.
Grande devota do Menino Jesus, dedicou-lhe escritos, poesias, pinturas, orações, adotou-lhe o nome. A pedido de sua irmã Paulina, escreveu três manuscritos, uma espécie de autobiografia, tendo sido publicados sob o título “História de uma Alma”. E mesmo que Karl Rhaner tivesse dito que muitos aspetos da personalidade e dos escritos desta santa lhe parecessem “irritantes e simplesmente aborrecidos!” este livro foi um dos maiores “best sellers” da história. Apontava o “pequeno caminho” para a santidade, através dos pequeninos atos e gestos de cada dia, feitos com amor. Até o “pegar um alfinete caído no chão, com amor, produz fruto de santidade”, dizia ela. Era um estilo de estar e fazer que passava despercebido. Tanto assim que, aquando do processo da sua beatificação, algumas das Irmãs que tinham convivido com ela no convento e foram convidadas a testemunhar, afirmaram que ela não tinha nada que valesse a pena contar, nada de relevante, nada digno de registo. De facto, ninguém é grande para os mais próximos, ninguém é profeta em sua terra, disse Cristo. Tantos santos que ninguém topa!... santos de “ao pé da porta” como refere o Papa Francisco, santos de dentro de casa, jovens e adultos, doentes ou descartados, na família e na profissão, nos deveres da cidadania terrena e já da nova terra e dos novos céus!...
A caridade foi quem ofereceu a Teresinha a chave da sua vocação. É ela quem o afirma: “compreendi que só o amor fazia atuar os membros da Igreja e que, se o amor viesse a extinguir-se, nem os apóstolos continuariam a anunciar o Evangelho, nem os mártires a derramar o seu sangue; compreendi que o amor encerra em si todas as Vocações, que o Amor é tudo e que abrange todos os tempos e lugares, numa palavra, que o amor é eterno ... a minha vocação é o amor ... com o amor serei tudo; assim será realizado o meu sonho”.
E tinha consciência das suas limitações: “sempre verifiquei, ao comparar-me com os Santos, que há entre eles e eu a mesma diferença que existe entre uma montanha, cujo cume se perde nos céus, e o obscuro grão de areia pisado pelos pés dos caminhantes. Em vez de desanimar, disse para comigo: Deus não pode inspirar desejos irrealizáveis. Posso, portanto, apesar da minha pequenez, aspirar à santidade. Fazer-me crescer a mim mesma é impossível; tenho de suportar-me tal como sou, com todas as minhas imperfeições. Mas quero procurar a maneira de ir para o Céu por um caminhito muito direito, muito curto; um caminhito completamente novo”.
E referia com humor: “Estamos num século de invenções. Agora já não se tem a maçada de subir os degraus de uma escada; em casa dos ricos o ascensor substitui-a vantajosamente. Eu queria também encontrar um ascensor que me elevasse até Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a rude escada da perfeição. Então, procurei nos Livros Sagrados a indicação do ascensor, objeto do meu desejo, e li estas palavras saídas da boca da Sabedoria eterna: Se alguém for pequenino, venha a mim. Então, aproximei-me, adivinhando que tinha encontrado o que procurava, e quis saber, ó meu Deus!, o que faríeis ao pequenino que respondesse ao vosso apelo. Continuei as minhas buscas, e eis o que encontrei: como uma mãe acaricia o seu filho, assim eu vos consolarei; levar-vos-ei ao colo e embalar-vos-ei nos meus joelhos! Ah!, nunca palavras tão ternas e tão melodiosas me vieram alegrar a alma. O ascensor que me há de elevar até ao Céu, são os vossos braços, ó Jesus! Para isso não tenho necessidade de crescer; pelo contrário, é preciso que eu permaneça pequena, e que me torne cada vez mais pequena”.
Porque há discursos e escritos como a espada de Dom Afonso Henriques, isto é, pesados, chatos e longos, (como este meu, possivelmente! mas vou-me converter, na quaresma!), quando o conteúdo e o estilo dos livros a cansavam e confundiam, ela reagia: “Às vezes quando leio certos tratados espirituais, a perfeição é apresentada através de inúmeras dificuldades, rodeada por uma quantidade de ilusões. A minha pobre inteligência cansa-se muito depressa, fecho o sábio livro que me quebra a cabeça e me seca o coração e pego na Sagrada Escritura. Então tudo me parece luminoso, uma só palavra revela à minha alma horizontes infinitos, a perfeição parece-me fácil, vejo que basta reconhecer o próprio nada e abandonar-se como uma criança nos braços de Deus. Deixando às almas grandes, às grandes inteligências, os belos livros que não posso compreender, e ainda menos pôr em prática, regozijo-me por ser pequenina visto que só as crianças e os que se assemelharem a elas serão admitidas ao banquete celestial. Sinto-me muito feliz por haver várias moradas no reino de Deus, porque se houvesse apenas aquela cuja descrição e caminho me parecem incompreensíveis, não poderia lá entrar”.
Teresinha gostava de flores e de jogar as pétalas ao ver passar o Santíssimo Sacramento na custódia e de as lançar ao crucifixo do jardim do Carmelo: “Não tenho outro meio de Te provar o meu amor, senão o de lançar flores, isto é, não deixar escapar nenhum pequeno sacrifício, nenhum olhar, nenhuma palavra; aproveitar todas as mais pequenas coisas e fazê-las por amor...Quero sofrer por amor e gozar por amor. Assim lançarei flores diante do teu trono. Não encontrarei nenhuma sem a desfolhar para Ti”.
Ao terminar a sua carreira, afirmou que ia fazer chover sobre o mundo uma chuva de rosas, isto é, que sempre iria interceder a Deus por todos os povos. Faleceu a 30 de setembro de 1897, de tuberculose, aos 24 anos. É uma das santas mais populares, com muita devoção.
Canonizada em maio de 1925, foi declarada Padroeira das Missões Católicas em 1927, sem nunca ter saído do convento. São João Paulo II declarou-a Doutora da Igreja. Com Joana d’Arc, é Padroeira de França.
Sentindo-nos ao colo de Maria, a Mãe, encontraremos o “caminhito” mais curto para chegarmos até Jesus, o verdadeiro “ascensor” que nos há de levar ao céu, vivendo n’Ele, como Ele, com Ele e os outros. Lancemos flores diante do trono da graça, façamos por amor e com amor as maiores e as mais pequeninas coisas de cada dia, oferecendo-as pelas grandes intenções da Igreja e do mundo.

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 09-10-2020.

P.S:
Amanhã, em Assis, é beatificado Carlo Acutis, um jovem cuja fama de santidade rapidamente atravessou o mundo e muitos se têm sentido tocados por ele, para Cristo. Nas páginas da internet abundam as referências. Aqui, no facebook, também eu escrevi sobre ele, em 27 de março. Se o desejar, poderá recordar a sua vida.

Parabéns, Sr. Presidente!

09.10.20 | asal

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De surpresa em surpresa, o Florentino mimoseia-nos hoje com uma mensagem especial, de congratulação e alegria por ver um seu antigo aluno assumir o cargo de Presidente do Tribunal de Contas. Aqui ficam as suas palavras.

 
 
 
Caro Henriques
Foi com grande Alegria que tomei conhecimento, através do nosso sempre bem informado ANIMUS, que o nosso José Fernandes Farinha Tavares entrou no seminário de Gavião a jogar à "barra bandeira" no ano letivo de 1967/68. Deu-se a coincidência de ser eu, como seu prefeito, a recebê-lo e ensinar-lhe a fazer a cama, como a tantos outros colegas, nas espaçosas camaratas. Fui ainda seu professor de Português e Música. Era um grupo muito numeroso de meninos que me deram grandes preocupações e alegrias, sobretudo de os meter na cama para dormirem, sem fazerem grande barulho.

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Foi a minha primeira responsabilidade, após ter sido ordenado muito jovem em Portalegre, por D. Agostinho. Por isso, jamais esquecerei aquele ano e os meus caros meninos. Entre muitos, o José Fernandes a quem saúdo e dou os meus parabéns, pelo que tem feito de admirável, ao longo da sua vida profissional. Nele saúdo tantos outros antigos alunos dos nossos seminários, que têm feito também grandes percursos ao longo das suas vidas.

Florentino Beirão
 

 

Palavras do novo Presidente do Tribunal de Contas aquando da tomada de posse:

 
"É com profundo sentido de interesse público que assumo o cargo de presidente do Tribunal de Contas", disse José Tavares na cerimónia da sua tomada de posse esta tarde, na Presidência da República, em Belém, Lisboa.
... "Ao longo do meu mandato e através de ações concretas, sempre fundadas no diálogo, sempre lutarei por um tribunal independente, imparcial, isento, com altos padrões éticos e profissionais, atento ao mundo que nos rodeia e com um forte sentido pedagógico relativamente às entidades públicas", frisou José Tavares.

Aniversário

09.10.20 | asal

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Quem faz anos hoje?

Com uma idade de fazer inveja a muitos, celebra hoje o seu 89.º aniversário o Alberto de Matos, Diácono Permanente ao serviço das paróquias de Mação, Aboboreira, Penhascoso e Ortiga.

Nós limitamo-nos a dar-lhe os PARABÉNS e desejar-lhe saúde e muita energia para continuar a servir a comunidade e viver em alegria junto da família e amigos.

 Contacto: tel. 241 572 200

Para reflexão:

«O idoso é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência; ele é uma ponte entre o passado e o presente, como o jovem é uma ponte entre o presente e o futuro e é no presente que os dois se encontram. O velho é aquele que tem carregado o peso dos anos; que em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite pessimismo e desilusão. Para ele, não existe ponte entre o passado e o presente, existe um fosso que o separa do presente pelo apego ao passado».

Da Internet