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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Há cinco anos...

21.07.20 | asal

Andei a repescar notícias de há cinco anos. Nunca mais chegam as de agora. Nem um textozinho nem uma foto dos vossos pequenos passeios...

UM LIVRO: Pois há cinco anos, no mês de Julho, andávamos atarefados com a publicação do livro do Joaquim Nogueira "Memórias de um beirão da zona do Pinhal", que juntou umas boas dezenas de amigos e familiares no restaurante "A Parreirinha de Carnide". Desse relato extraio um parágrafo:

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«3 – O terceiro momento serviu para a intervenção de muitos presentes, em especial os familiares que o incentivaram a contar a sua história e aqueles que de perto colaboraram na sua edição, nomeadamente a sua irmã, Luísa Nogueira, que escreveu o prefácio. Foi ela que falou do estilo fluente do irmão, com um discurso próximo da oralidade, a chamar o leitor para a conversa. A capa é de seu cunhado Humberto. Lembro-me também de ouvir as duas filhas sentirem-se felizes e orgulhosas pelo pai que têm. Também o Joaquim Mendeiros e o Joaquim Silvério felicitaram o seu homónimo, o primeiro “alentejano da terra dos sobreiros a saudar o amigo beirão da terra dos pinheiros” e o J. Silvério a saborear no livro o “cheiro da resina e os serões familiares à beira da lareira”. Dedicou-lhe depois um belo poema sobre a amizade.»

UMA VISITA: Também serviu de notícia no blogue

UMA VISITA AO AMIGO
Hoje foi assim, como estas fotos dizem!
Tudo bem explicado, almoçámos juntos, falámos do livro do Joaquim Nogueira, que já está esgotado, falámos dos nossos colegas e também veio à baila o grande amigo P. Horácio, de quem o João Heitor é visita frequente.
E logo ali veio à baila uma visita em grupo para criar mais animação ao amigo. 
Ele mostra-se contente com a visita e nós também alegramos a consciência. No fim, rezámos em conjunto e o Heitor até pediu uma bênção ao P. Horácio, mas acho que ele não entendeu bem o que lhe pedimos e lá viemos sem bênção.
Ou não?

António Henriques

P. Horácio1.jpeg

NR
A maior benção, António, foi a vossa visita, para além dessa benção outra de ainda termos o Pe Horácio entre nós.
Evoco, com alguma emoção, a derradeira conversa que com ele mantive ainda com a memória a surpreender-nos aos poucos nas esquinas de uma grande e intensa vida.
Parabéns, rapazes!
"Estava doente e visitastes-me, com Alzeimer e não desististes de mim...."
antónio colaço
Nota: Eu gostava de vos ver hoje e não posso... AH

 

Bilhetes postais de férias

21.07.20 | asal
Enquanto não chegam as notícias de hoje (caramba, escrevam!), vamos repescar as de há 5 anos atrás...
 
Sábado, 25 de Julho de 2015
OS BILHETES POSTAIS DAS FÉRIAS EM CURSO

Caro Colaço, vê lá se adivinhas quem tirou a sardinha antes da foto! Hoje na Carrasqueira, um dia após os anos do Vicente. Vê lá se é desta que vens....

Um abraço.
Manel Pires Antunes.

NR
Com sete dias de atraso, Manel!!!Mas estão fresquinhas na mesma!!!!
ac


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MAÇÃO LUGAR DE ENCONTRO.....

Por Mação, hoje foi dia de inesperados encontros de antigos alunos e de várias gerações.

De manhã, na esplanada do Cineteatro, Celestino Pinheiro, de 1965, do Vale da Mua, Envendos, juntou-se à conversa com Carlos Diogo, de 1951, de Mação, e o escriba de serviço, de 1963.
Entretanto, correio trazido de Lisboa, fazia-nos chegar às mãos o recente livro do Joaquim Nogueira,"Memória de um Beirão da Zona do Pinhal" (obrigado, Joaquim) de 1944.

Ao almoço, no restaurante O Pescador, em Mação, entretido a saborear uma deliciosa e bem temperada açorda de ovas com um lúcio perca grelhado, o nosso Rogério Roque, de 1958 que se lembrou de descer de Castelo Branco até estas paragens.

Boas e retemperadoras férias para todos.

antónio colaço

Aniversários

21.07.20 | asal

PARABÉNS AOS DOIS!

José Andrade1.jpg

O José Ribeiro Andrade, beirão da Sobreira Formosa e, mais propriamente, natural do Ripanso, onde também nasceu este escriba e seu primo, faz hoje 74 anos. Depois de uma vida cheia de luta na via empresarial, goza agora a sua reforma nesta movimentada Lisboa, colorindo de bronze quem passa pelos seus domínios e aproveitando todos os encontros para estar com a malta amiga, os da Parreirinha de Carnide ou do Entrecopos e sei lá que mais... Colabora naturalmente com a Comissão que organiza os nossos encontros. Vemo-lo nesta foto do Encontro de Portalegre recolhendo os euros para pagarmos as despesas. Mas na Sertã desempenhou cabalmente igual tarefa!

Aqui deixamos um abraço amigo, com os PARABÉNS de todos os amigos que frequentam estes espaços e votos de longa vida com saúde e alegria.

Contacto: tel. 964 247 371

 

Antero.png

Também hoje faz 68 anos o Antero João Lopes Amaro, natural de Alcains, de quem pouco sabemos e por isso nada mais podemos dizer. 

Assim, saudamos e damos os PARABÉNS a mais este aniversariante, desejando-lhe as maiores felicidades. E também lhe dizemos que gostamos de o ver por cá, como os seus colegas de Alcains que por aqui se passeiam.

Contacto: tel. 965 872 431

Aniversário

19.07.20 | asal

Francisco Correia1.jpg

PARABÉNS, FRANCISCO!

Desta vez, é um alentejano de Tolosa, que anda por aqui a relacionar-se com os colegas e a dar vida às nossas relações de amizade... Trata-se do Francisco Rosa Correia, a quem damos os nossos PARABÉNS por mais uma primavera. Que sejas muito feliz e que a vida te cumule de muitos anos de muita saúde.

Sabes que gostamos de te ver por aqui!

Aceita a nossa amizade e ajuda-nos também a viver em amizade e felicidade...

Contacto: tel. 964 178 458

Já tinha saudades...

18.07.20 | asal

E estas, Mendeiros, dizem-te alguma coisa?!

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Fui à Parreirinha de Carnide para não perder o hábito. Mas, modo take away!
Chegaram a casa num instante. Que maravilha. Estas sim. Estavam esplêndidas.
Com uma salada “rica”, à moda da dona Fernanda, com o pimento assado, o pepino, a cebolinha, o tomate, além da alface, claro.
Para não esquecermos os almoços convívio das sextas feiras.
O pouco tempo que esperei ainda deu para recordar os nossos amigos que ali costumavam deslocar-se: tu e a Adelina, o Nogueira, o Figueira, o meu irmão João, o Andrade, o Zé Ventura, o José Maria Lopes, o Zé Maria Martins, o Cravo, o Martins da Silva, o António Henriques e outros, e outros, que já nem deu tempo para lembrar.... de repente estava a comida “ensacada”, mas com o desejo de podermos voltar. Quando?!
Em casa, tudo estava belo. Olha que até as P.... das batatas estavam uma maravilha.
Não poderia ter sido melhor o almoço, com um vinho tinto corrente, mas bem adaptado a este género de almoço.
Escolhi ainda um queijo à cabreira, da Soalheira, região de Castelo Branco.
Não faltou o arroz doce da dona Fernanda, nem o mil folhas que costumávamos dividir por dois.
Para terminar, não podia deixar de tomar um Nicarágua da Nespresso, dizem que muito bom para as digestões. E eu, como sabes, tenho de fazer uma boa digestão.
Não resisti a levar à boca uma medronheira oferecida pelo Joaquim Nogueira.
Acreditem, não passou da boca......

Manel Pires Antunes

Aniversário

18.07.20 | asal

João Preto.jpgMais um aniversariante!

É o João Preto, de Alcains...

Temos poucas informações deste amigo. Pelos vistos, é muito conhecido pelas bandas da música, pelo que fomos ao seu facebook caçar este video, com ele a tocar e cantar a "Menina dos olhos de água".

Nestes 71 anos, damos-lhe os nosso PARABÉNS, com votos de longa vida e muita felicidade...

Contacto: tel. 926 005 076

Palavra do Sr. Bispo

17.07.20 | asal

A PROCISSÃO JÁ VAI NO ADRO!...VAMOS À FESTA!...

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As procissões de que falamos aqui são os atos solenes de cariz religioso do povo fiel, caminhando, ordenadamente, com devoção e sentido de fé, de um lugar sagrado para outro, com preces e cânticos. Têm sentido teológico e simbolizam a caminhada do povo de Deus, em comunidade, rumo à pátria definitiva. O cristão precisa de se sentir povo de Deus a caminho, precisa de sair, sair para não se esquecer que é peregrino, sair para ir ao encontro dos outros, sair para anunciar o Evangelho. Falamos das procissões com imagens de Cristo, da Virgem Maria, de Santos e Santas que são levadas em andores. Também podem levar relíquias sagradas, tais como a cruz de Cristo ou outra. Estas procissões são uma realidade da fé totalmente distintas das procissões com o Santíssimo Sacramento de que hoje não falaremos. As imagens não são a pessoa, não são a realidade, são apenas uma representação de Jesus, da Virgem Maria ou de alguém, homem ou mulher, a quem a Igreja declarou santo ou santa. Não se adoram as imagens, seria idolatria. Elas apenas nos recordam a pessoa e a vida desse alguém que representam e que merece o nosso respeito, admiração e gratidão, estimulando-nos a viver como eles rumo à santidade.
Mas “a procissão ainda só vai no adro”. Não sei bem qual é a origem deste ditado popular. Mas tudo leva a crer que resultou de algum acidente, algures, com andores de festa. Se a procissão ainda só vai no adro e o andor já vai a cair, o que mais irá acontecer!... O ditado estendeu-se à vida normal: se já no princípio as coisas correm mal, o que mais aí virá....
Mas, ainda que o andor esteja direitinho, às vezes é mesmo caso para dizer: “e ainda a procissão só vai no adro!”. Mas porquê? O amigo leitor vai-me desculpar o modo como o vou dizer, pois todos temos o maior respeito pela piedade popular e pelas pessoas, tal como vivem a sua fé e trabalham para dinamizar as comunidades. Às vezes, porém, quem preside ou organiza é renitente em mudar seja o que for, entende que só ele ou só eles e elas é que sabem e têm razão. Raspar o escândalo ou pôr-nos à frente dessa gente de pernas para o ar, pode ser que as leve a enxergar que há coisas que se fazem por ser costume, mas que em nada dignificam quem o faz ou quem permite que se faça. As coisas sérias têm de se levar a sério, com responsabilidade e dignidade, não se podem improvisar. Ao longo dos meus anos de sacerdócio passei por muitas festas, em diversidade de funções, desde os distritos de Viana, Braga, e parte do Porto, Castelo Branco, Santarém e Portalegre. Assisti a muita coisa digna, construtiva e bela, felizmente a maior parte. Mas também assisti a muita coisa a que não desejava ter assistido, causando enorme sofrimento aos responsáveis pelas comunidades. São sobretudo estas experiências menos boas, vividas umas ali, outras acolá e mais além, que vou realçar para que se evitem o mais possível.
Há procissões que abrem com cavalos, às vezes com mau feitio aliado ao mau feitio das esporas do cavaleiro. Já ouvi os mais dedicados às ciências matemáticas de entre o povo a dizer que o conjunto (cavalo e cavaleiro) formavam uma verdadeira fração imprópria em que o numerador era maior que o denominador, tais eram as diabruras equinas a fazer fugir o povaréu. Em certos sítios, já são mais os andores que a gente capaz para os levar em procissão, pena é que só se dê por isso à hora da saída da mesma. Por outro lado, não raro, quem aparece para os levar não casam bem, isto é: um é gigante, outro é pigmeu, outros, assim assim. Como equilibrar e aguentar o peso do andor pelo caminho sem haver queixumes e paragens desnecessárias?. As opas, porque ninguém se lembrou delas, estão todas enrodilhadas, sem jeito nem apetite. Está ali um voluntário adulto que vem em calções e a opa cobre-lhe os calções fazendo dele uma figura muito mais excêntrica que aqueles caretos património da humanidade. Mais além, outro voluntário dá nas vistas, está a vestir a opa e a fazer lembrar o “ai! verdinho, meu verdinho, esquecer-te não há maneira”!... Há crianças a figurar como “anjinhos”, mas a chorar, porque demasiadamente pequeninas, o que não vai ajudar ao bom clima da procissão e os pais também não vão ficar bem na fotografia por sujeitarem a criança a tal sacrifício. Ali, ao canto, há confusão, ainda se discute qual a ordem das confrarias, associações e andores na procissão. Falta gente para isto, falta gente para levar aquilo, falta gente disponível para colaborar, apesar de estar por ali alguém a ver a aflição de tantos mas a agir como estranho ou como se nada lhe dissesse respeito. É sempre um momento de aflição e nada feliz a provar que a procissão não foi pensada em devido tempo nem convenientemente preparada por quem o devia ter feito.
Mas também as coisas se complicam quando há devoções mal entendidas. Por exemplo: há gente que faz a promessa de ir de joelhos debaixo ou atrás do andor. Não estou a fazer juízos sobre a fé das pessoas nem sobre os momentos aflitivos da vida em que a sua generosidade as levou a prometer o que prometeram. Só estou a dizer que há promessas que não se devem fazer. Ninguém deve fazer uma promessa cujo cumprimento depende da vontade de outros. Como sujeitar centenas ou milhares de pessoas a terem de esperar que esta pessoa vá de joelhos na procissão? Como aceitar um segundo andor do mesmo Santo ou da Virgem Maria na mesma procissão só porque alguém o prometeu? Como é que a paróquia há de aceitar a promessa da oferta de uma imagem para a igreja se lá está outra igual e até no mesmo altar? Não seria melhor perguntar aos responsáveis o que é que fará falta na igreja e oferecer o que é preciso? Não seria melhor atender a uma necessidade social ou a outra causa nobre?
Outra coisa a fazer aquecer os fusíveis é o dinheiro alfinetado nos mantos das imagens, também por promessa, dizem. Será que pensam que o Santo se deixa subornar ou que está à venda como qualquer desportista? A fé não deve ser maltratada a esse nível, nem o rosto da piedade cristã deve ser assim desfigurado. São gestos que escandalizam, fruto de atitudes sempre incómodas de quem teima em não querer compreender o ridículo da situação. Ninguém duvida que essas pessoas se sintam Igreja, mas vivem à margem das suas normas e orientações, querendo impor as suas ideias e maneiras de ver. Pior ainda quando são os próprios festeiros a exigir que isso aconteça, gerando tensão com os responsáveis paroquiais que têm a obrigação de superintender sobre a dignidade do que se faz em Igreja e cuidar do bom nome da comunidade cristã.
Outra fonte de guerra, por vezes, é o percurso da procissão. Porque sempre foi por aqui, tem de ser por aqui, mesmo que seja por entre o cheiro de grelhados, o barulho das tendas e os parques de diversão. Se, de facto, não é possível outro caminho, porque não se acordou com os feirantes etc. para tudo parar na altura da passagem da procissão? Não são a Eucaristia e a Procissão os pontos mais altos da festa cristã onde todos se empenharam? Outras vezes, pode ser por causa de alguém que dá avultada oferta para a festa, reivindicando o trajeto de costume só para se afirmar na terra e mostrar a procissão aos amigos e convidados para a sua festa, ali debruçados na sacada da sua casa, sobre uma bela colcha da sua tetravó, anualmente escavada das profundezas da arca a cheirar a naftalina e eucalipto! Enfim, tradições impostas, regra geral, por quem mandava ou quer mandar nas terras puxando por razões sem razão ou por pergaminhos já muito afetados por cupins e patologias várias. No entanto, hoje não faz qualquer sentido a procissão passar por ali. A situação local mudou. O próprio povo, que sempre é dado a conservar o costume, já entendeu que, de facto, não faz sentido. Critica quem não tem a coragem de a mudar e até sabe porque é que isso não acontece. Sim, ninguém que se respeite a si próprio e aos outros pode querer comprar a festa. Ninguém, por a oferta de alguém ser grande, lhe deve subserviência!
Noutros locais, luta-se para que a procissão tenha um percurso maior, rabujando uns para cada lado sem se sentarem e combinarem com serenidade o que será melhor. O percurso duma procissão não é o duma peregrinação. Recorda-me duma festa em que estive quando ainda era Reitor do Seminário da minha Diocese de origem, em que os festeiros teimaram em mudar o percurso da procissão, levando-a, contra todas as indicações e contra os responsáveis da Paróquia, à estrada nacional. Aconteceu que ao chegar ao local de virar pelo percurso habitual, percurso ainda bem integrado, os que iam à frente do Pálio com as bandeiras e o mais que fazia parte, resolveram ir em frente sob as ordens dos festeiros. O Pároco, que presidia, e todo o povo que o acompanhava em procissão, voltaram pelo percurso habitual. A procissão dividiu-se e não foi bonito, a festa terminou em tensão. De facto, os festeiros não estão em nome próprio nem podem esquecer quem é que estão a representar e como devem agir, há normas. A formação e o diálogo é essencial. Em muitos lados também o final da procissão não corre com aquela dignidade que se deveria esperar, as pessoas logo se despacham sem esperar pela bênção e conclusão final. Apostar na dignidade do que se faz também é evangelizar. E se é importante não desistir de formar o povo para o respeito devido a estes atos, também é sempre aconselhável que as pessoas - crianças, jovens e adultos -, se integrem na procissão, testemunhando a sua fé e devoção, lembrando que somos Igreja a caminho. Como diz o ditado, “só quem toca carrilhão, não vai na procissão”.

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 17-07-2020.

Já basta de tanta pobreza

17.07.20 | asal
Meu caro Henriques
Aí te envio mais uma humilde colaboração. Bem quentinha e suada. Por aqui, o calor tornou-se, com o corona,  os dois agressivos aliados, a tirar-nos do sério. Só que o calor irá passar, porém o inimigo universal teima em trancar-nos em casa, sem fim à vista. Como para aí se apregoa...vamos confiar....
Um grande abraço para ti e para os nossos companheiros de peregrinação
Florentino Beirão

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Uma vergonha de nós todos

Hoje, cerca de 21,6 % da população que vive em Portugal, um em cada quatro, segundo dados do INE, vive em risco de pobreza ou exclusão social. Mesmo as pessoas com emprego podem também ser consideradas pobres ou em risco de pobreza, se o seu ordenado não ultrapassar os 500 euros mensais. Se a degradada situação social do país já era um problema grave, com a chegada do covid-19, esta chaga social ainda mais se dilatou.

As razões desta grave situação são bem conhecidas. O elevado aumento de desemprego, causado pela pandemia, tem gerado um volume de desempregados em quase todos os setores da nossa vida económica, apesar de alguns apoios do Governo. São famílias inteiras desempregadas, pelas mais diversas razões, sobretudo, relacionados com a pandemia que colocou a nossa economia em cuidados intensivos.

Lembremos ainda a situação periclitante relativa aos jovens que têm entrado no mercado do trabalho, muitas vezes obrigados a aceitar condições indignas de um seu humano, sem contratos de trabalho ou contratos que não respeitam as leis vigentes do país. Por tudo isto, a pobreza ou a exclusão social, neste momento, devido ao elevado desemprego, atinge uma situação alarmante, situando-se nos 58,4% de pessoas, em risco de pobreza, se a economia não arrancar nos próximos tempos. Certamente, com a preciosa e indispensável ajuda da União Europeia que já nos acenou, com a promessa de alguns milhões de euros.

Lembremos ainda a chegada de emigrantes, oriundos das várias partes do mundo. Nomeadamente, do médio - oriente, sírios e libaneses. Do norte de África, sobretudo de Marrocos, e ainda do oriente - asiático. Quase todos eles a viverem em péssimas instalações, no limiar da miséria. Como nos mostram as reportagens da comunicação social, encontram-se espalhados pelo país, mas sobretudo, nas obras da construção civil, em fábricas e na agricultura, sobretudo no Alentejo e no Algarve. Aceitando qualquer salário, vendem a sua força de trabalho por ordenados de miséria e em condições indignas de um ser humano, próximas da escravatura. Note-se que mesmo as pessoas empregadas podem também pertencer à categoria dos pobres, desde que tenham alguns filhos ou familiares a seu cargo. Já não falando dos divórcios que, por vezes deixam as pessoas, numa degradada situação económica. Como vimos recentemente numa reportagem da televisão, muitos destes casos acabam por levar algumas mulheres e mães a uma situação de prostituição forçada, para darem alimento e cuidados aos seus filhos. Junte-se a estes casos dolorosos o elevado número de crianças e jovens em risco de pobreza, a atingirem um quinto da população mais jovem.

O que hoje é novo na nossa situação de pobreza é a falta de autonomia económica e o elevado número dos novos casos no país. Quem não ouviu já referir na comunicação social que, mesmo pessoas da classe média e, por vezes alta, se encontram de mão estendida, à porta do Banco Alimentar, à procura do pão nosso de cada dia, pessoas a quem, de um momento para o outro, tudo lhes faltou pelas mais diversas razões das suas vidas?

Perante esta nova e preocupante realidade, temos de olhar para este novo tipo de pobreza, chamada envergonhada, que hoje se encontra a passar momentos muito difíceis e sem saídas à vista, sobretudo nas grandes cidades.

Segundo o Cardeal Tolentino, num genial discurso, proferido no Dia de Portugal e das Comunidades, “ ninguém pode ser deixado para trás”, numa altura em que o país vegeta, com pedintes de todos os setores da sociedade civil, procurando ajuda do Estado para as suas empresas, as hoje hibernadas pequenas e médias.

Face a esta situação, um recente documento enviado ao Governo, por um conjunto de individualidades da nossa sociedade, pedia que “ este inscreva o combate à pobreza, como a primeira prioridade do país”. Este problema, nesta altura complexa e de tamanha desolação, rematam, “deve ser a prioridade das prioridades”.

Portugal, como o mesmo documento referia ainda, “segundo os dados da OCDE, Portugal é dos países desenvolvidos onde é mais difícil sair da pobreza ou, do outro lado, deixar de ser rico”.

Este pertinente documento pedia ainda que Governo garanta uma política social e solidária com uma ação multidisciplinar e integrada, junto das famílias pobres, combatendo os problemas estruturais do país”. Só assim, a pobreza e o escândalo da miséria poderão deixar de ser a vergonha de nós todos.

florentinobeirao@hotmail.com

Aniversário

17.07.20 | asal

Anacleto Batista.jpg

Temos hoje o aniversário de mais um colega - o Anacleto da Silva Batista, que celebra o seu 83.º aniversário. Natural de Alcaravela, onde nasceu em 1937, vive agora no Sardoal e ainda é Provedor da Santa Casa da Misericórdia.

A este amigo damos os PARABÉNS pelo seu aniversário, desejando-lhe muita saúde e alegria de viver.

Contacto: tel. 962 835 888

Pensamentos soltos

16.07.20 | asal
Meu Caro Henriques
 Vai abrir- se um longo tempo que antigamente era de férias, e hoje nos faz olhar para as coisas com o sentimento de que urge aproveitar a imensidão das águas, o verde da floresta que ainda resta, provar o robalo dourado e a pinga alentejana, e tudo como se fosse a última vez.  Pensava nisto  e veio-me à cabeça um livro lindo e cheio de sabedoria do Card. Martini. Aqui faço também um desafio ao Eusébio que muito sabe da América e pouco nos diz. Ora, hoje só se fala  do país do tio Sam, do velhaco do Tom e de George Floyd, e da origem da escravidão  que causou a guerra civil de 1861-1865.  Enfim, somos todos americanos, apesar do "Trumpeta" como lhe chama o meu neto de 10 anitos. Um abraço e muita saúde ao feliz casal.
João

João Lopes8.jpg

 

Fragmentos

Estava eu encantado com o romance de Jack Kerouac Pela Estrada Fora, que nos leva de New Jersey a Los Angeles, de Leste a Oeste deste imenso país de perto de 9 milhões e 400 mil km (mas sobre isto gostaria tanto que o P. Eusébio nos falasse aqui neste blogue, ele que lá viveu muitos anos!) quando me lembrei que podia transmitir alguns pensamentos do Cardeal Martini, expressos no seu livro Colóquios em Jerusalém sobre o risco de acreditar.

 À pergunta do P. Georg, um jesuíta austríaco que se dedica à pastoral social,- Também existem momentos em que discute com Deus?  Responde o cardeal emérito: Nas coisas quotidianas tive poucas dificuldades, mas tive-as numa questão importante. Primeiro não conseguia perceber porque Deus deixou sofrer o seu Filho na cruz.  Mesmo como Bispo, por vezes, não conseguia olhar para o crucifixo, porque esta questão me atormentava. Sobre isto discuti com Deus. A morte continua a existir, os homens têm que morrer. ( …) nesta minha luta, ajudou-me um pensamento teológico: sem a morte não estaríamos em condições de nos entregar totalmente a Deus. (…) Espero na minha morte dizer o meu SIM a Deus.

Card. Martini.png

 Um teólogo e Bispo não tem também problemas de Fé?  - Dificuldades são os medos, a pouca confiança em Deus. Quando Ele me deu tarefas que pensei não ser capaz de realizar, tal como ser Bispo, (…) falar com terroristas, manter unida a Igreja europeia ou responder a questões do Papa. (…) Naturalmente, é preciso muita confiança em Deus, mas isso começa muitas vezes com perguntas, com dúvidas.  (…) Gostaria de perguntar a Deus se Ele me ama, apesar de eu ser tão fraco e de ter cometido tantos erros. (…) 

 E sobre a origem do mal no mundo: “ Quando olho para o mal no mundo, prende-se-me a respiração. Compreendo as pessoas que chegam à conclusão de que Deus não existe. (..) Ao mal pertencem as circunstâncias que levam a que existam crianças da rua, pessoas sem abrigo, ou pessoas com necessidade de asilo, que parece não terem lugar no mundo. (…) mas o mal desperta muitas forças boas. Os jovens acordam e dizem: aqui quero ajudar.   O mal pode provocar o melhor das pessoas. ( …)  A questão sobre a origem do mal não pode ser respondida por ninguém… Deus concedeu a liberdade ao homem. Ele não deseja robôs nem escravos, mas parceiros.” Segundo ele, vários são os passos a dar para fazer caminho com Deus:  exercitar o espírito através da meditação, orações, retiros, conversas, empenho social. E sobretudo aprender a conhecer Cristo, na leitura frequente e informada da Bíblia, lida como um todo, em que os textos tecem relações internas entre si. Captar isso, é aproximarmo-nos da Revelação do coração do Pai.  “A base da educação cristã é para mim a Bíblia. (…) Se não pensarmos com mentalidade bíblica, ficamos limitados e adquirimos antolhos em vez de ter os horizontes alargados de Deus. Quem lê a Bíblia e escuta Jesus, descobre como Jesus se admira com a fé dos pagãos. Não apresenta o sacerdote como exemplo, mas o herege, o samaritano. (…) Toda a Bíblia mostra que Deus ama os estrangeiros, auxilia os fracos. Quer que ajudemos e sirvamos todos os homens.  (…) Deus ensina-nos a olhar para os pobres, os oprimidos, os doentes, …  Enfim, ajuda-nos a pensar com largueza.”

( João Lopes)

Aniversário

15.07.20 | asal

Neste dia 15-07, faz anos o Manuel Lourenço Nunes.

Manuel L. Nunes.jpg

Pelo seu Facebook, sabemos que é de Castelo Branco, onde vive.

Estudou nas universidades do Porto e da Beira Interior. A sua especialidade está ligada à saúde oral. Foi há pouco mais de um ano a inauguração da 1ª Unidade de Saúde Oral (USO) do País, sediada no Centro de Saúde de S. Tiago, graças ao muito empenhamento do nosso aniversariante.

Aqui deixamos os PARABÉNS deste grupo, com votos de longa vida e muita felicidade.

Contacto: tel. 919 534 538

Informação técnica

14.07.20 | asal

Eu e portátil.jpg

A coluna da esquerda do nosso blogue tem várias informações. Destaco hoje a secção dos comentários, que há algum tempo tem sido enriquecida com boas colaborações.

Mas muitos comentários aparecem como anónimos, o que lhes tira muito valor. Não os publicar ainda era pior, pois reduzia a zero o esforço e a intenção de quem os escreve.

Assim, para ajudar a fazer as coisas corretamente, eu fui copiar o que aparece por debaixo do COMENTÁRIO (depois de no fim de cada texto clicar em "comentar") e, depois de o escrever, preenchi os três dados seguintes nos retângulos que aqui não consigo reproduzir:

Comentar via SAPO Blogs Facebook ou preencher dados
 
(António Henriques) - (Animus Semper) - (adiashenriques@gmail.com)
 

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             - O nosso email não aparece em nenhuma parte.

António Henriques

Aniversários

14.07.20 | asal

Amândio Mateus.jpgPARABÉNS, Sr. Prior!

Celebra hoje 57 primaveras o Prior de Mação, P. Amândio da Trindade das Neves Bártolo Mateus, que também responde às paróquias de Aboboreira, Ortiga e Penhascoso.                    

Natural do Estreito, também foi professor no seminário... É ainda arcipreste de Abrantes.

Estamos consigo, bom amigo, damos-lhe os melhores PARABÉNS e desejamos-lhe longa vida, muita saúde e alegre felicidade no exercício das sua missão.

Contacto: Tel:  964 829 865  

Patrocínio.jpg

Também hoje celebra mais um aniversário o nosso amigo António Patrocínio, um alentejano de raíz, a viver em Nisa, que muito tem feito pela Diocese na sua condição de solicitador.

Em Maio, fizemos uma entrevista ao Patrocínio, onde ele fala do seu trabalho na diocese e do Seminário de Alcains, onde nos encontraremos em 16/05/2020.

Nos seus 78 anos, aqui lhe deixamos os PARABÉNS deste grupo de antigos alunos. Que Deus te abençoe e te conceda a graça de longa vida, cheia de alegria e realização dos teus sonhos. Aqui o vemos no encontro de Portalegre..

Contacto: tel. 968 069 103

 

Finalmente, vamos ao terceiro (the last but not least!)... Faz hoje 59 anos, na pujança da vida!

José Delgado1.jpg

É o José Delgado, sobreirense como eu, natural dos Cunqueiros, terra de boas águas...

Depois de passar pelos seminários, estudou Direito e hoje exerce a advocacia nas Caldas da Rainha, onde vive.

Caro amigo, PARABÉNS deste grupo e votos de muita saúde, realização pessoal e felicidade.

Contacto: tel. 924 036 936

Aniversários

13.07.20 | asal

Neste dia do mês, há 49 anos, nasceu o Paulo Vilela Vilela, que também passou pelos nossos seminários. Paulo Vilela.jpgA viver em Castelo Branco, sabemos pelo Facebook que, além da sua atividade profissional, é chefe escutista e tem uma família com bebés que ele adora.

PARABÉNS, Paulo, por este dia. Com um abraço, desejamos-te as maiores felicidades.

Contacto: tel.  962 432 97

 

João Mendes.jpg

Também neste 13 de Julho, mas de 1969, nasceu o João Mendes.

Ainda não temos mais elementos, que há muito lhe pedimos. 

Mas aqui deixamos os nossos PARABÉNS e votos de muita saúde e longa vida.

Vale a pena visitar

12.07.20 | asal

A passar uns dias no Cadaval, tivemos a oportunidade de, sem grande esforço e dispêndio, visitar ali ao lado a Quinta dos Loridos, denominada Buda Éden, na freguesia do Carvalhal.

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E digo que vale a pena, mesmo para aqueles que dizem "já visitei, é muito bonito!", pois as novidades destes dois ou três últimos anos são tantas que até as zonas clássicas, onde aparecem aqueles budas gigantes, reduzem a sua importância frente às novas zonas, com aquela riqueza de vegetação (os labirintos de bambú...), as centenas de esculturas - aquela grandiosidade e variedade da ambiência africana! - a importância da água, tudo nos convida à contemplação, à fruição lenta do espaço e ao repouso, porque não uma leitura sentados nos muitos assentos que existem... E até a facilidade em degustar um gelado ou beber uma garrafa de água!

As esculturas do espaço africano impressionam, quer nas figuras animais quer nas figuras humanas. Arte ali à nossa mão. Um ingresso por cinco euros não é nada para tanta beleza. 

Depois, ainda fomos na altura dos agapantos floridos, já na fase de murchar, que nos envolvem de cor e nos convidam ao agradecimento.

Não conseguimos ver tudo naquelas horas que por ali deambulámos. Até nos apetece voltar rapidamente. À saida, do lado direito, na inclinação do terreno, há uma plêiade de quadros sobre a história do vinho que nem pudemos mirar. Só vistos ao longe...

E à saída, ainda vimos ao longe o Santuário do Senhor Jesus do Carvalhal, tão famoso nesta zona (é a última foto do vídeo). Valeu a pena, digo mais uma vez.

A. H.